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domingo, 18 de março de 2018

De calças arriadas: minhas ações


Voltando à série sobre detalhes da carteira, é hora de compartilhar com os amigos quais ações eu tenho. Posts anteriores:

Fundos de investimento
Renda Fixa

No post "Memórias de um sardinha" conto como comecei e recomecei no mercado. No momento em que estou escrevendo este post minha posição está assim:


Ação Alocação Ganho
WEGE3 6,97% 20,96%
ITUB3 13,15% 31,54%
POMO3 8,19% 47,16%
IVVB11 5,49% 21,51%
UGPA3 7,41% 12,20%
ENGI3 5,40% 69,78%
BBDC4 8,18% 36,89%
ABEV3 2,23% 24,83%
GRND3 8,48% 11,65%
TAEE11 12,25% -7,28%
KLBN3 2,55% 2,54%
LAME4 6,84% 4,47%
MPLU3 3,41% -2,41%
CPLE6 2,54% 10,32%
HGTX3 2,32% 5,52%
TIET11 4,59% -3,05%

Distribuição por setor:
Consumo - 23%
Elétrico - 32%
ETF - 6%
Financeiro - 21%
Indústria - 18%

Sei que IVVB11 não é ação e sim ETF mas deixo no bolo porque é só uma pequena parte e no fim das contas tem ações de verdade por trás dele. O ganho refere-se ao período de fevereiro/2017 (quanto comprei as primeiras ações) até agora.

Não invento muito, vou nas empresas mais óbvias. Pensei primeiro em empresas que eu entendia bem o que fazem e cujo mercado eu considerava resiliente. POMO3 foi meio no instinto, é a única exceção e ultimamente até estou pensando em vender. Da TAEE11 pra baixo são as que eu peguei pensando em dividendos. Já tive JBSS3 comprada na época da delação só pra especular. Vendi no começo do ano com um belo lucro, 20 ou 30%, não lembro agora.

Meu objetivo nesse momento é ter 5% dos investimentos em ações, que gerem um DY anual de 2% pelos menos. Ano passado meu DY ficou em 1,11%.

Estudo de caso: ações x ETF x fundo de ações

Será que valeu a pena queimar neurônios analisando ações ou teria sido melhor jogar tudo na mão de uma equipe de analistas de um fundo ? Ou deixar rolar ao sabor do mercado num ETF como o BOVA11 ?

Abaixo eu comparo a rentabilidade desta carteira (calculada pela famosa planilha do AdP) com o fundo BNP Paribas Action (que eu também tenho), com o IBovespa (espelhado no BOVA11) e com o ETF GOVE11:


Mes Carteira IBOV BNP Paribas GOVE11
02/17 -1,85% 3,08% 2,48% 3,73%
03/17 0,71% -2,52% -1,50% -2,20%
04/17 2,79% 0,64% 0,34% 1,44%
05/17 1,22% -4,12% 0,52% -3,63%
06/17 -0,35% 0,30% 0,73% 0,90%
07/17 4,63% 4,80% 1,94% 4,81%
08/17 5,29% 7,46% 3,24% 7,62%
09/17 3,39% 4,88% 2,79% 4,53%
10/17 -1,71% 0,02% -0,59% -0,51%
11/17 -0,84% -3,15% -4,48% -3,66%
12/17 5,70% 6,16% 5,79% 3,60%
01/18 2,18% 11,14% 1,40% 13,29%
Total 21,18% 28,69% 12,66% 29,92%
Dividendos 1,11%


IR
15,00% 15,00% 15,00%
Liquido 22,29% 24,39% 10,76% 25,43%

Fica claro que eu do meu jeito tosco bati o BNP Paribas fácil, sendo que um investimento passivo em ETF teria sido até melhor. Pelo menos foi assim de um ano pra cá. E como teria ficado se eu tivesse investido 1000 reais por mês em cada uma dessas aplicações ?


Mês Aporte Carteira IBOV BNP Paribas GOVE11
02/17 1.000,00 981,52 1.030,80 1.024,80 1.037,30
03/17 1.000,00 1.995,67 1.979,62 1.994,43 1.992,48
04/17 1.000,00 3.079,35 2.998,69 3.004,61 3.035,57
05/17 1.000,00 4.129,27 3.833,95 4.025,43 3.889,08
06/17 1.000,00 5.111,57 4.848,45 5.062,12 4.933,08
07/17 1.000,00 6.394,74 6.129,17 6.179,72 6.218,46
08/17 1.000,00 7.786,07 7.661,01 7.412,35 7.768,51
09/17 1.000,00 9.083,73 9.083,67 8.647,05 9.165,72
10/17 1.000,00 9.911,05 10.085,69 9.590,13 10.113,88
11/17 1.000,00 10.819,81 10.736,49 10.115,70 10.707,11
12/17 1.000,00 12.493,80 12.459,45 11.759,29 12.128,57
01/18 1.000,00 13.787,97 14.958,84 12.937,92 14.873,35
Total aportado 12.000,00



Ganho bruto
1.787,97 2.958,84 937,92 2.873,35
IR
0 443,83 140,69 431,00
Liquido
1.787,97 2.515,01 797,24 2.442,35
Rent liquida
14,90% 20,96% 6,64% 20,35%

Mais uma vez o investimento em ETF teria me dado um resultado muito melhor. Sem falar na economia de tempo - não precisar acompanhar diversas ações, controlar, declarar uma por uma no IR todo ano.

Esses números me surpreenderam e me fizeram pensar. Como pode um índice cheio de empresas geridas por políticos bater uma carteira de empresas escolhidas a dedo ? Vou insistir em gestão ativa, seja ela feita por mim mesmo ou por um fundo, só mais esse ano e se não virar o jogo vou pra ETF. Tempo é dinheiro também. E como um futuro vagabundo acho que não tem retorno mais interessante: tempo pra não fazer nada.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Balanço - Fevereiro/2018


E lá se foi... Mais um mês com pesadas despesas (IPTU, máquina de lavar nova) onde não deu pra aportar como eu queria.

Neste cenário de juros super baixos e bolsa meio inchada está difícil achar pra onde correr. Hoje estava olhando debêntures e desanimei. Investimento sem garantia de FGC pagando IPCA + 4% ? Se tem CDB nessa faixa, pra que arriscar ?

E eu inocente pensando que ia faturar esse ano com relativa tranquilidade, sentei na graxa. Me ofereceram uma função com mais responsabilidade no projeto e eu bestamente não me opus. Alegria de pobre dura pouco.

O assunto que mais me chamou atenção na blogosfera financeira esse mês: a disparidade entre as reuniões que os gringos vão fazer esse ano. Enquanto na Europa os caras vão pra uma desconhecida cidade na Romênia num fim de semana, os norte-americanos vão tirar umas férias animais num baita hotel com vista pro mar, ao pé do monte Olimpo, na Grécia, custando a bagatela de 2300 Euros por semana. Frugalidade ?! We're FAT FIRE, honey ! Links:

Estou pensando em mudar minha contabilidade. O jeito que venho fazendo é baseado no tipo de investimento. Estou pensando em mudar para a finalidade do investimento, alinhada a um plano para viver de renda passiva e alocação de ativos. Teria que refazer a planilha pra ela no final do mês me dizer se está na hora de rebalancear.

Eu tenho colocado tudo no bolo mas a verdade é que alguns investimentos não deveriam estar disponíveis para rebalanceamento. Por exemplo, Previdência Privada eu só quero sacar quando tiver 65 anos. Teria que contabilizar à parte.

Também estou pensando em outra forma de contabilizar a renda passiva potencial. Hoje eu simplesmente somo os dividendos de ações e FIIs. Muito básico.


Enquanto não faço essa reforma, vamos aos números:
  • Taxa de poupança ( (receitas - despesas) / receitas) de acordo com o GuiaBolso: 26%
  • Rendimento global da carteira: 0,51% - devagar e sempre 
  • Previdência Privada: 0,53% - ok
  • Tesouro direto: 1,58% - pequena distorção por conta de um aporte no último dia de janeiro que não apareceu no saldo daquele mês; na real deve ter sido uns 0,50%
  • Renda Fixa (CDB, LCx): 0,56% - bom
  • Fundos: 0,56% - bom 
  • FGTS: 0,24% - sem comentários
  • Ações: 1,15% - ótimo crescimento sem grandes destaques; a minha que mais subiu foi CPLE6 (3,43%) 
  • FIIs: 0,61% - destaque para RBRD11 com alta de 4%
  • USD: -1,39% - queda na bolsa americana
  • EUR: -2,26% - queda nas bolsas européias
  • Stock plan: -4,43% - queda geral nos mercados internacionais 

Indicadores do mês:
  • CDI: 0,46% - superei
  • IPCA: 0,34% - superei 
  • Poupança: 0,40% - superei

Alocação atual:


Brasil Exterior
Fundos Prev Privada FGTS RF TD FII Ações Stock Plan EUR USD
23,5% 10,8% 5,9% 14,1% 22,4% 10,1% 4,3% 2,3% 4,0% 2,7%


No próximo mês recebo meu bônus anual. Aporte deverá ser dividido em FII, ações, Ouro, CDBs, fundos e Tesouro SELIC.



Vamo que vamo.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Reflexões do primeiro ano na comunidade IF

Queridos leitores, foram nos primeiros dias de 2017 que eu acordei da Matrix ao fazer a chocante descoberta do movimento FI/RE. Ela mudou minha cabeça e tem norteado meus pensamentos desde então.

Como era meu mundo antes ?


Eu caí no conto de procurar satisfação no trabalho. Senti essa satisfação algumas vezes e queria sentir mais. Era bom produzir algo que ajudasse no trabalho de outras pessoas. Vários pessoas se diziam felizes com seu trabalho e eu queria ser feliz também. Se eles conseguiam, porque eu não conseguiria ? Era muito importante, pois eu passava boa parte da vida no trabalho. Essa busca me levou literalmente aos quatro cantos do mundo, procurando uma razão para meus anos de estudo. Estava convencido que o patrão sim é quem ficava feliz e com os bolsos cheios com meu trabalho, mas eu achava que também poderia encontrar um sentido naquilo, fazer algo que fosse interessante, útil e que oferecesse um bom equilíbrio entre vida e trabalho.



Essa missão impossível culminou em 8 anos fazendo um trabalho que eu odiava. Viagens inúteis, reuniões sem sentido, demandas estapafúrdias, ineficiência, muito suor para pouco ou nenhum aprendizado, processos tortos: isso era meu dia-a-dia. Entrei nessa como minha última cartada para encontrar a tal satisfação profissional. Obviamente eu não sabia que era assim. Fui outra vez iludido pelo canto da sereia.


Como não sabia do movimento FI/RE, minha maneira de fugir daquilo era procurar outro emprego. Nos piores dias eu me lançava no Linkedin e outros sites em busca da salvação. Num certo momento ficou difícil por vários motivos:

  • já estava na empresa há vários anos e tinha um bom salário e benefícios, era muito difícil achar algo parecido em outro lugar; não valia a pena o risco de sair pra ganhar menos, pois o emprego seguinte poderia revelar-se a mesma porcaria
  • como não aprendia muita coisa, não tinha tanto a oferecer; mesmo tendo feito alguns cursos por fora faltava experiência prática
  • a economia entrou em recessão por volta de 2013; número de entrevistas caiu sensivelmente
  • movimentação interna era super difícil; possibilidades bem limitadas, maioria delas eram roubadas
  • tendo visitado várias empresas, sabia que a maioria delas eram piores seja pelo ambiente de trabalho ou pela parte financeira e benefícios
Assim enjaulado eu num certo momento em algum hotel, aeroporto ou taxi desse mundo reconheci minha situação de impotência e comecei a aceitar que eu iria me aposentar naquele trabalho aos 65 anos de idade. A menos que me demitissem (meu sonho de consumo), eu não conseguiria sair.

Porém no final de 2015 pintou a chance de uma movimentação interna, que não era 100% garantido que seria melhor, mas era simplesmente a única entrevista que eu tinha feito no ano e era a melhor chance em vários anos de sair daquela vida ou pelo menos melhorá-la. Aceitei e no começo foi horrível. Me puseram num projeto-roubada e mais uma vez eu me lançava nos sites de emprego e acionava meu networking pra ver se rendia algo.


Com o tempo fui me acostumando e conseguindo negociar certas coisas, até ter a certeza de que foi uma boa escolha, que era mesmo a única escolha. Não era perfeito, mas era melhor do que onde eu estava antes.

E o que mudou com a descoberta do movimento FI/RE ?


Continuei entrando em roubadas de vez em quando. Ao invés de correr pro Linkedin atualizar meu perfil e enviar currículos que provavelmente não renderiam nada, passei a ter uma certa tranquilidade ao lembrar que aquilo era passageiro, algo que não precisaria aturar mais 20 anos. É segurar as pontas e investir bem o dinheiro para em algum tempo abandonar o mundo corporativo.


Se eu tivesse essa visão antes, me teria poupado muito sofrimento. Nos meus 8 anos de martírio teria sido um bálsamo. Se eu tivesse gasto meu tempo aprendendo sobre investimentos ao invés de produzir currículos, eu talvez já estivesse aposentado.


É fácil falar sobre segurar as pontas pois estou numa situação privilegiada agora. Após 2 décadas de trabalho e frugalidade (na maior parte do tempo inconsciente) estou mais perto que longe da IF. Fico pensando nas pessoas que já conhecem o movimento FI/RE e perseguem este objetivo no longo prazo. Como deve ser difícil aturar certas coisas, sabendo que só vão alcançar a IF em uma década ou algo assim. É preciso muita determinação, saber jogar o jogo, dançar conforme a música toca mas manter a serenidade e ter em mente que é possível usar o sistema para subverte-lo.


Subverter o sistema usando seus próprios meios será nossa grande vitória, amigos.


Vamos virar vagabundo !

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Balanço - Janeiro/2018

Aportei mais um pouco em FIIs (MFII11) e ações (CPLE6, TAEE11) e o que sobrou preferi entregar pro Tesouro SELIC pra não ficar parado.

Acho que comecei bem o ano. Vejamos:
  • Taxa de poupança ( (receitas - despesas) / receitas) de acordo com o GuiaBolso: 30% - num mês com pesadas despesas, a primeira parcela do 13o. veio a calhar
  • Renda passiva de FIIs e ações: 1549,27
  • Rendimento global da carteira: 0,89% - bom
    • Previdência Privada: 0,78% - beleza
    • Tesouro direto: 0,23% - no passo da tartaruga manca, sofreu com a cobrança da taxa semestral
    • Renda Fixa (CDB, LCx): 0,74% - beleza
    • Fundos: 1,25% - multimercados voaram esse mês
    • FGTS: 0,24% - normal
    • Ações: 2,18% - destaque para ENGI3, minha primeira ação a dobrar de preço !
    • FIIs: 3,14% - destaque para JSRE11 com alta de 6% no mês
    • USD: -1,27% - dólar em queda
    • EUR: 2,18% - muito bom
    • Stock plan: -2,13% - compra no topo seguida de queda
Todas rentabilidades acima são líquidas. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pra cá, mais multas e impostos. 

Indicadores do mês (mais detalhes nesse link):
  • CDI: 0,58% - superei
  • Poupança: 0,40% - rendendo mais que meu TD

Alocação atual:
BrasilExterior
FundosPrev PrivadaFGTSRFTDFIIAçõesStock PlanEURUSD

23,5% 10,8% 5,8% 14,2% 22,3% 10,0% 4,2% 2,3% 4,1% 2,7%

É seguir o barco que o destino é inevitável. Próximos aportes deverão ser ações e fundos multimercados.
Emprego ruim é pleonasmo. O negócio é virar vagabundo.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Planos para 2018

Passada a ressaca do reveillon, é hora de voltar ao batente. Um ano com carnaval, copa do mundo e eleições não promete ser dos mais produtivos. Porém nós, guerreiros da IF, sabemos que não precisa ser assim.


Gostaria de compartilhar minha visão para investimentos e busca da IF neste ano recém iniciado. 

Investimentos

  • Ações: continuarei aumentando a carteira, agora focando em pagadoras de dividendos. Estarei efetuando vendas pontuais de ações que comprei meio que pra ver como funcionava e reinvestindo. Meta é ter 15 ações no máximo.
  • FIIs: continuarei aportando principalmente em fundos de tijolos multi-inquilino que tenham potencial de valorização no longo prazo. Meta é ter 10 FIIs no máximo.
  • Tesouro Direto: aportes em Pré somente quando voltar a 13%, IPCA somente se voltar a 6%+. Único aporte aqui será Tesouro SELIC se sobrar dinheiro. TD não é prioridade esse ano.
  • CDBs, LCx: estarei reinvestindo a maioria dos títulos que vencerem ao longo ano, espalhando o vencimento ao longo dos próximos 3 anos em taxas 116%+ do CDI.
  • Previdência privada: continuarei contribuindo com o plano PGBL da empresa pois afinal eles igualam minha contribuição mensal (dinheiro de graça é sempre bem-vindo). O VGBL penso em fazer portabilidade para outro (a ver).
  • Fundos: vou liquidar um e fazer aportes somente nos multi-mercados macro se abrirem pra captação; nos demais só se sobrar dinheiro. Não é prioridade.
  • Exterior: continuarei comprando ações da empresa com desconto e fazendo vendas de tempos em tempos pra comprar ETFs e diversificar a carteira.
  • Debêntures, CRI, CRA: são opções para gerar renda passiva e não tenho nada disso no momento; quero estudá-las se o tempo permitir
  • Criptomoedas: continuarei sentado no sofá comendo pipoca e assistindo ao desenrolar dos acontecimentos.

Finansfera


Tenho várias idéias de posts guardadas, que quero desenvolver e ir publicando ao longo do ano. Gosto muito de acompanhar a trajetória das pessoas e contribuir humildemente para o crescimento da comunidade FIRE. Como muitos, não tenho com quem falar sobre isso, então assim não me sinto tão só.

Dito isso, fica claro que acredito que os blogs tenham o seu papel. Porém faz falta uma plataforma centralizada para troca de idéias. Ás vezes vejo o mesmo assunto pintar nos comentários de vários blogs diferentes e fica impossível as pessoas discutirem seu ponto de vista em todos. Penso como seria legal se todos pontos de vista sobre aquele assunto fossem debatidos.

Lá fora existem além dos blogs vários fóruns FIRE com discussões muito interessantes. Meus preferido é o http://www.early-retirement.org/

No Reddit temos o riquíssimo sub Financial Independence, que é mais focado nos EUA mas tem gente de outros países postando discussões relevantes com frequencia, além de alguns outros subs específicos por país: Austrália, Holanda, Canadá, Reino Unido, Índia e agora também Brasil ! Vamos entrar lá e participar, gente ! Qualquer dúvida podem me falar. O subreddit chama-se IFBrasil.

Trabalho


Como comentei outro dia, tenho a perspectiva de encaçapar esse ano sem grandes sofrimentos. Depois estou pensando numa mudança de carreira, para algo que me permita trabalhar onde eu quiser, que me permita também flexibilidade de horário e trabalhar em projetos interessantes. Talvez algo relacionado à internet, seja uma loja virtual, blogs ou criação de sites. Vamos ver, continuarei investigando.

Decidi usufruir um pouco da liberdade financeira conquistada e não vou aturar mais certas coisas. Esse ano vou recusar projetos que se mostrem grandes roubadas. O pior que pode acontecer é perder o emprego mas posso arrumar outro ganhando menos. Mesmo assim, isso não vai me impedir de alcançar a IF.



Férias


Vou tentar aproveitar os feriados e semanas sem aula pra passear com a família em viagens mais econômicas, de carro mesmo, num raio de 600km. Isso até agosto, que é até quando imagino não ter grandes sofrimentos no trabalho. A partir de setembro podem voltar as roubadas e aí vou aproveitar pra tirar férias mais compridas e quebrar o ritmo em outubro e novembro. Em um deles quero tirar 2 semanas e no outro 1 semana. Estou lotado de dias que não tirei em anos anteriores.

Educação

Estou lendo "Your money or your life", provavelmente a bíblia do movimento FI/RE. Próximos (última atualização 20/10):

  • The 4 hour work week
  • So good they can't ignore you
  • Man´s search for meaning
  • O investidor inteligente
  • The abundance of less

Feliz 2018 !


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Balanço - Dezembro/2017 (IF à vista)



Feliz ano novo, gente !

Revisei todos os aportes e posições em renda variável mês a mês esse ano, anotando novamente na minha planilha de controle. Decidi manter separados os dividendos e a valorização dos ativos pois achei melhor para analisar assim.

Vamos lá, o fechamento mais esperado do ano:
  • Taxa de poupança ( (receitas - despesas) / receitas) de acordo com o GuiaBolso: 76% - número um pouco esticado porque esse mes recebi segunda parcela de décimo terceiro e restituição de IR
  • Renda passiva de FIIs e ações: 1645,96
  • Rendimento global da carteira: 1,17% - Ótimo !. Acumulado de 2017: 11,31%
    • Previdencia Privada: 0,47% - aceitável
    • Tesouro direto: 0,57% - ok
    • RF (Títulos privados): 0,67% - ok
    • Fundos: 1,5% - boa recuperação
    • FGTS: 0,24% - o de sempre 
    • Ações: 5,85% - OBA !!! Destaque para JBSS3 com alta de 24%
    • FIIs: 0,86% - 1,19% - Ótimo ! Destaque para FAMB11B com alta de 9,9%
    • USD: 2,34% - ótimo
    • EUR: 1,86% - beleza
    • Stock plan: 1,29% - ótimo
Todas rentabilidades acima são líquidas. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pra cá, mais multas e impostos. 

Indicadores do mês:
  • CDI 0,54% - dobrei a meta. No ano acumulou 9,93% e venci ! 113% CDI ! 
  • IPCA estimado: 0,31%, no ano fechando 2,78%, me dando uma rentabilidade liquida de 8,3% em 2017
  • Poupança: 0,42%, acumulando 6,16% no ano. Quase dobrei a meta. :-)

Alocação atual:


BrasilExterior
FundosPrev PrivadaFGTSRFTDFIIAçõesStock PlanEURUSD

23,6% 10,8% 5,8% 14,3% 22,3% 9,5% 4,4% 2,3% 4,2% 2,8%


Vai um link como curiosidade: Os melhores e os piores investimentos de 2017

De minha parte, o melhor investimento foi ter voltado pra renda variável. ENGI3 foi o melhor investimento, com valorização de 85%. No geral minhas ações subiram 16,59%, FIIs 14,79%, ambos já contando com os dividendos. Boa parte da carteira foi montada com o resgate de 2 fundos podres de renda fixa, que teriam rendido cerca de 9% apenas. Claro, o risco seria menor, porém entendi que já tinha muitos investimentos conservadores e era hora de arriscar um pouco. Valeu a pena.

Já o mais fraco do ano foi o Tesouro Direto. Não acho que é um investimento ruim, mas de fato foi a carteira que menos rendeu, fechando o ano com 8,19%. As quedas na SELIC impactaram o Tesouro SELIC, que é pouco menos de metade da carteira. A outra metade é Tesouro IPCA e Pré-fixado, que sofreram no fim do ano com o aumento das taxas e consequente desvalorização do valor dos títulos. Mas tudo bem ! É coisa pra longo prazo.

Perspectivas

Os astros vão aos poucos se alinhando. Se há exatamente um ano atrás eu nem sequer sabia da existência do movimento FI/RE, hoje vejo que minha hora está chegando e tenho mais clareza sobre um futuro pós-IF. Muitos cálculos me indicam IF neste momento, porém quero uma certa margem que provavelmente chegará esse ano. Outro indicador forte de IF é que minha rentabilidade superou meus aportes em 2017.

Com certeza 2018 promete, vai ser outro ano transformador. Me puseram num projeto 100% remoto que vai até agosto. Sinto que depois conseguirei enrolar com feriados e férias e assim escapar de maiores roubadas até o final do ano. Ou seja, vou faturar mais um ano, desta vez sem grandes aborrecimentos, que será importante para aumentar meu patrimônio e sustentar minha família.

Feliz 2018 !

sábado, 16 de dezembro de 2017

De calças arriadas: renda fixa


Continuando a série sobre detalhes da minha carteira, dessa vez abordo a renda fixa - títulos públicos e privados. 

A evolução da minha história como investidor foi assim:
  1. Poupança
  2. Fundos de investimento
  3. Ações
  4. Títulos privados - CDB, LCx (LC, LCA, LCI)
  5. Títulos públicos
  6. Previdência Privada
  7. FIIs
Por conta do pífio rendimento do Tesouro Direto nos últimos meses e constante queda da SELIC, resolvi examinar com mais detalhe essa carteira, que atualmente corresponde a 38% dos meus investimentos.

Títulos privados

No início de 2015 fiz uma revisão anual das finanças e senti necessidade de diversificar em algo. Não era possível que todo meu dinheiro tinha que ir pra fundos e poupança. Estava muito concentrado. Fui pesquisar sobre renda fixa e finalmente abri conta numa corretora - Easynvest. Sem taxa de custódia e ótima variedade de papéis. Todo mês resgatava uma quantia dos fundos e comprava alguns. 

Nessa época os juros estavam na lua mas eu não tinha idéia da oportunidade. Surfei um pouco na onda mas meio sem querer pois não sabia que aquilo era uma situação extraordinária. Devia ter enchido os bolsos de pré-fixados. Agora é tarde, paciência. Ainda assim peguei alguns. O último CDB pré a 18% vence ano que vem.

Sempre me atento à classificação de risco dos bancos. Jamais pego algo com grau de investimento especulativo, mesmo com a proteção do FGC. Cheguei a ter uns 80 papéis na carteira e a partir de 2016 o que ia vencendo eu colocava em outras coisas, principalmente Tesouro Direto.

Títulos privados correspondem a 14% da minha carteira. Análise da minha posição:




  • CDI - 56,7% da carteira, a uma taxa média de 104% CDI, vencimento médio em 1,8 anos
  • Inflação - 31,7% da carteira, taxa média de 6,48% + IPCA ou IGPM, vencimento médio 1,3 anos
  • Pré-fixado - 11,6% da carteira, taxa média 13,09%, vencimento em 1,4 anos em média


  • Esta carteira acumula 19,3% de rendimento em 2017 segundo a planilha do AdP. Deve ter algum bug nisso. Não sei se tem a ver, mas o que mais rolou foi retirada (títulos vencendo sendo realocados para outros investimentos) e o preço médio anual da cota vem caindo enquanto o valor da cota aumenta. Devo mencionar que comecei o controle em abril, sendo que os 3 primeiros meses eu preenchi meio de cabeça e estava rolando forte realocação de recursos. Paciência, ano que vem se acerta.


    Valor da cota Preço médio anual Preço médio histórico % mês % ano
    R$ 1,0027 R$ 1,0000 R$ 1,0000 0,27% 0,27%
    R$ 1,0050 R$ 1,0000 R$ 1,0000 0,23% 0,50%
    R$ 1,0404 R$ 1,0003 R$ 1,0003 3,52% 4,01%
    R$ 1,0795 R$ 0,9969 R$ 0,9969 3,76% 8,28%
    R$ 1,0875 R$ 0,9940 R$ 0,9940 0,74% 9,41%
    R$ 1,0952 R$ 0,9858 R$ 0,9858 0,71% 11,10%
    R$ 1,1018 R$ 0,9858 R$ 0,9858 0,60% 11,76%
    R$ 1,1108 R$ 0,9710 R$ 0,9710 0,82% 14,39%
    R$ 1,1193 R$ 0,9613 R$ 0,9613 0,77% 16,44%
    R$ 1,1279 R$ 0,9613 R$ 0,9613 0,76% 17,33%
    R$ 1,1356 R$ 0,9522 R$ 0,9522 0,69% 19,27%


    Títulos públicos

    Assim como nos títulos privados, surfei um pouco na onda porém sem saber a oportunidade que estava ali. Ainda assim peguei alguns TD IPCA com taxa superior a 7%. Infelizmente pré-fixado não peguei quase nada naquela época.

    Títulos públicos correspondem a 23% da minha carteira. Análise da minha posição:
    • TD IPCA 2019, 2024 e 2035 - 51,3% de participação a uma taxa média de IPCA + 6%
    • Pré-fixados 2019 e 2023 - 6,9% da carteira a uma taxa média de 11,3%
    • Tesouro SELIC - 41,8% da carteira
    Esta carteira acumula 7,57% de rendimento em 2017, já líquido de IR. Acho que nesse caso não tem bug na planilha !

    Conclusão

    Apesar da rentabilidade recente do TD ter sido um fiasco acredito estar bem posicionado em TD IPCA, com boa reserva em Tesouro SELIC para oportunidades futuras. A taxa dos Pré-fixados não é excepcional mas é a menor parte da carteira. Minha estratégia agora é ir pegando alguns CDBs pós-fixados a 116% ou mais do CDI e reavaliar quando a taxa do TD IPCA 2035 superar 6%.

    Vender os títulos de 7% só em caso de emergência pois a verdade é que não sei onde poderia reinvestir esse dinheiro. Por enquanto fica lá pra quando eu ficar velho.

    Meus títulos privados estão com taxas melhores em comparação com os públicos, o que é coerente por oferecem um pouco mais de risco que o TD.

    Bons investimentos a todos, seja em renda ou em perda fixa !