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domingo, 28 de maio de 2017

Memórias de um sardinha

Antes do crash de 2008 eu achava que bolsa era um grande cassino, que era pura jogatina e especulação. Ainda assim eu tinha algo em renda variável por meio de alguns fundos, recomendados pela gerente do banco. Eles até rendiam alguma coisa. Eu tambem tinha previdência privada do trabalho com grande exposição a ações (nem sei porque... assinei sem ver pra onde ia o dinheiro).

Veio o crash. Com a queda veio o desespero de ver aquele dinheirinho virando fumaça. Como um bom sardinha eu tratei de ir me desfazendo dos piores, e realoquei minha previdencia privada (que sangrou adoidado) para renda fixa.

Em 2009 a Bovespa foi o melhor investimento do mundo. No início de 2010 comprei um livro sobre ações, estudei, baixei números, balanços, cotações e montei minha posição. Eram umas 10 açoes do Bradesco, banco do brasil, Marfrig e outras empresas que eu nao lembro (graças a Deus nao tinha Petrobrás), mais 2 fundos de ações, um no Itaú e outro no Citibank. Bovespa estava na casa dos 60 mil pontos, com experts dizendo que poderia chegar a 80 mil naquele ano.

Dali pra frente foi só prejuízo. Quando a Bovespa bateu 45 mil pontos eu resolvi vender tudo assim que chegasse em pelo menos 55 mil. Tempos depois chegou lá e vendi todas as ações, mantendo apenas os 2 fundos, os quais sofreram o derradeiro resgate em 2015. Este ultimo resgate foi no Itaú, onde investi 11 mil e no final resgatei 9 mil. Um desastre !

Mais uma vez tinha aquela sensação de que pobre nao pode mexer com essas coisas.

O tempo passa, a gente vai lendo, aprendendo, e esse ano resolvi voltar pra Bovespa pois de vez em quando aquilo rende bem, então a gente tem que aproveitar, tem que diversificar. Comprei 4 fundos imobiliarios (um tipo de investimento que eu nem conhecia) mais algumas ações bem óbvias como Itaú, Bradesco, Ambev e outras meio no chutômetro como Marcopolo e Energisa.

No dia 17/05 minhas ações acumulavam uns 12% de aumento em apenas 3 meses; FIIs cerca de 9%.

Com a divulgação da conversa do Joesley Safadão com o PTemer e a queda da bolsa, resgatei de um fundo com liquidez diária para aproveitar as promoções e comprei mais ações do Itaú, Bradesco, Marcopolo e entrei na Grendene, que eu já estava observando há algum tempo. Também vinha observando BRF e JBS desde o escandalo da carne fraca.

Estas eu vinha olhando por pura especulação. Lembro quando saiu na imprensa que a ação da Petrobras estava 4 reais, depois de mais uma rodada da Lava-Jato e protestos pelo país contra a corrupção. Um cara no trabalho disse que tinha comprado a 30, 20 e 10 reais... sempre achando que dali pra baixo nao ia. Eis que tá valendo 13 reais agora. Quem comprou a 4 está dando risada.

Daí nesse dia JBS caiu 15% e eu puxei o gatilho. 3 dias depois eu acumulava um ganho de 5% nessa ação. Feliz da vida com o lucro facil em poucos dias, resolvi vender. Ao mandar a ordem vi que estava em queda livre... Quando tinha caído uns 20% eu comprei mais e no fim caiu 33% aquele dia. Eu acumulava nessa ação um prejuízo de 20%.

Poucos dias depois o prejuizo de 20% se convertia num lucro de 10% ! Agora tá em 4% de lucro.

Enfim, Bovespa nao é para amadores. Haja estômago. Haja tempo pra garimpar as boas empresas. Eu acho que serei um eterno sardinha.

Posição em 26/05/17 - Açoes:



Symbol % carteira Gain %
WEGE3 7,48% 13,9
IVVB11 9,60% 9,26
ITUB3 18,82% -3,3
UGPA3 14,82% 15,29
ENGI3 7,35% 18,72
POMO3 10,54% -2,64
BBDC4 11,38% -2,08
ABEV3 3,70% 6,34
ELPL4 4,98% -6,78
JBSS3 5,99% 4,21
GRND3 5,33% 5,78

100,00% 4,89
FIIs:


Symbol % carteira Gain %
JSRE11 30,64% 7,55
RBRD11 28,86% 12,3
SPTW11 21,39% 12,34
BRCR11 19,11% -0,41

100,00% 8,42

terça-feira, 16 de maio de 2017

De calças arriadas: minha carteira

Bem básico, não tem mágica, nãotem nenhum bicho de sete cabeças. Alocação ao final de abril/2017:


Fundos Prev Privada FGTS RF TD BOVESPA Stock Plan EUR USD

22,9% 10,8% 5,6% 21,3% 19,8% 10,9% 2,8% 3,0% 2,9%


Renda Fixa Renda Variável

80,5% 19,5%

Em linhas gerais eu tenho:

- Fundos: tem DI, multimercado, renda fixa e crédito privado. Foi meu primeiro tipo de investimento além da poupança. Minha tendência é ir pegando os piores e transferindo pra outros investimentos. Não me vejo 100% sem essa modalidade porque não tenho tempo/conhecimento para tentar bater as performances dos bons fundos.
- Previdencia privada: tenho PGBL com contribuicao da empresa e fiz um VGBL pra longo prazo, pra fugir do maldito come-quotas dos fundos
- FGTS: tá lá sendo comido pela inflação mas o dinheiro é meu e tem que entrar na conta sim !
- Renda Fixa: mais exatamente titulos privados - CDB, LCA, LCIs de diversos bancos médios. Também uso pra fugir do come-quotas dos fundos.
- Tesouro Direto: mais ou menos metade SELIC e metade IPCAs diversos - 2019, 2024, 2035; e uma mixaria em pré-fixados
- Bovespa: mexi com bolsa uma época mas só levei nabo e abandonei. Voltei esse ano via fundo e algumas ações individuais, porém mais forte em FIIs. Há controvérsias mas eu vejo FII como renda variável por isso taco no mesmo balde das ações.
- Stock plan: plano de compra de ações da empresa com belo desconto
- EUR/USD: uma graninha remanescente de umas aventuras por aí

Considerando BOVESPA e exterior como renda variável, eu quero manter aproximadamente 80% em renda fixa e 20% em renda variável por um bom tempo.

Depois vou comentar cada item com mais profundidade.

Rumo a IF ! Quero virar vagabundo !

sexta-feira, 28 de abril de 2017

E agora, José ?

"  E agora, José? 
          A festa acabou, 
          a luz apagou, 
          o povo sumiu, 
          a noite esfriou, 
          e agora, José? 
          e agora, você? 
          você que é sem nome, 
          que zomba dos outros, 
          você que faz versos, 
          que ama, protesta? 
          e agora, José?" - Carlos Drummond de Andrade

Ao acordar da Matrix, ao perceber o caminho em que eu estava, que era possível sim um dia não precisar mais trabalhar pelo dinheiro, atingir a IF, virar vagabundo... foi um choque. Foram dias muito tensos, revirando a internet e fazendo contas para entender o que estava acontecendo.

O aspecto mais difícil pra eu aceitar o que estava vendo era que eu não tinha a menor idéia do que fazer após a IF. Não me preparei pra isso. Fiquei bolado, nem dormia direito. Minha imunidade foi enfraquecendo e acabei ficando doente. 2 semanas de Clavulin depois eu estava mais calmo porém ainda procurando a resposta. E ainda estou.

Pra mim é claro que simplesmente parar de trabalhar e ir viajar, vagabundar, ler livros, fazer hobbies vai ser muito legal por algum tempo mas no longo prazo minha cabeça não vai aguentar. Um homem necessita um propósito, um porque pra levantar da cama todo dia.

Montei inclusive uma tabelinha elencando que atividades eu faria num dia comum. Coisas como:

- Levar e buscar minha filha na escola
- ginastica
- preparar refeições
- arrumar a casa
- brincar com minha filha
- Ler ou estudar

Percebi que não consigo preencher o dia inteiro. Teria que fazer alguma espécie de trabalho que gerasse uma renda qualquer, nao importa quanto. Trabalho por prazer, pra ocupar a cabeça, nao pelo dinheiro. Que trabalho seria esse ? Ainda não sei.

"Vai trabalhar no que vc gosta !" Sim, sim... gosto muito de mexer com música, toco numa banda e tudo. Porém isso nao dá dinheiro, a menos que vc seja muito talentoso e olha lá... Pouco dinheiro nem é o problema, mas a dor de cabeça pra lidar com as pessoas do meio "artístico" me desanima. Poderia dar aulas de violão pra iniciantes, mas antes teria que procurar alguma formação. Niguem vai querer um professor que nao sabe nem ler partitura. É uma idéia.

Eu também poderia arrumar alguma atividade, trabalhar nela alguns meses e depois tirar longas férias, depois voltar, trabalhar mais um pouco e assim ir revezando. Uma espécie de semi-aposentadoria. Outra idéia.

Outra coisa que me tira o sono é que não sei nem o que dizer pra família e amigos. Imagino essas reações:

- vc está podre de rico !! tira o escorpiao do bolso e faz um churrascão ae pra gente comemorar !
- mentiroso !!
- metido !!
- me empresta uma grana ?
- vc está louco, nao pensa no futuro ? vai se sustentar com o que ? plano de saúde tá caro !
- que absurdo ! nao seja egoísta e ajude sua irmã/primo/tio que está duro/a !

Minha mulher tem estudado pra cacete pra passar num concurso. Ela vai me matar. "Eu me matando aqui de estudar e vc não fala nada ! Não preciso trabalhar e estou me matando pra que ?"... Ainda nao tenho uma estratégia pra lidar com isso... por mim bem que podia passar e ir trabalhar na repartição né ? Bom pra ocupar a cabeça, passar o tempo.

Tenho medo de acabar assim:
http://www.huffpostbrasil.com/entry/retirement-and-marriage-on-the-fly-avoid-becoming_n_3223363

São as questões filosóficas de alguém que nunca imaginou que poderia parar de trabalhar antes dos 60 anos e de repente descobre que pode parar com 45. E você, quais sao seus planos pós-IF ?

terça-feira, 25 de abril de 2017

Pobre rico pobre


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Mais sobre o número mágico


Outro dia trombei com esse vídeo do Primo Rico, que eu achei muito didático, muito claro. Acho esse approach de partir de quanto vc quer ter de renda passiva mais interessante que o tal 4% de TSR. Sua "TSR" será X por cento, dependendo de quanto vc precisa pra se sustentar.

A aplicação que vai te dar esses X por cento vai variar ao longo do tempo, conforme o mercado muda. Não é a toa que sempre recomendam diversificar.

Feliz IF !

sábado, 4 de março de 2017

Qual o número mágico ?

Já li bastante sobre TSR, Trinity Study e tal. 4%. Legal. Porém sao estudos baseados no mercado americano. Você tem que ter muito culhão pra se declarar vagabundo, ir curtir a vida e largar sua grana ao sabor do mercado por 50 anos. Por isso persigo um outro metodo.

Em busca do numero magico eu baixei varias planilhas ao longo do tempo e fui mexendo até chegar nesta que eu gostaria de compartilhar com vcs. Ainda tem algumas coisinhas que eu queria melhorar, mas no estagio que está já pode ser usada, espero que seja util para alguem.

Serve tanto para calcular o numero magico quanto para fazer algum acompanhamento e ajustes pós-IF.

Orçamento para aposentadoria

Na primeira parte vc vai estimar todos seus gastos, do ano em que pretende parar de trabalhar até sua morte. Estes gastos vao variar. Na velhice vc vai gastar com remedios e assistencia medica. Se tem filhos, tem despesa com educaçao por muitos anos. Por isso nao acho a TSR constante um calculo seguro.

Todos os numeros devem ser colocados como valor de hoje. Se um plano de saude para alguem de 70 anos custa hoje 2000, coloque 2000 como o valor que vc vai gastar com plano de saude quando tiver 70 anos.

Aqui tambem entram eventuais receitas pós-IF, obtidas de atividades como aluguel ou algum trabalho que vc venha a exercer. Receitas de investimentos nao entram.

Na coluna "Inflação do ano" vc pode ir registrando a inflação real ano a ano. Baseado nesta coluna será calculada a inflação média que vai ser usada para corrigir o valor das despesas. A idéia é acompanhar e cortar gastos se necessário. Voce nao precisa registrar a inflação real no entanto; vc pode manipular os numeros conforme achar que a inflação vai aumentar ou diminuir nos anos seguintes.

Esta inflação media deve ser contada a partir do ano de inicio da IF. Mais uma vez me falta conhecimento em excel pra fazer isso automaticamente, entao vc vai ter que adaptar. Sorry.

Pensei em colocar ano a ano o rendimento da carteira e usar esse valor para corrigir o investimento na aba "Fluxo" mas deixei assim mesmo por enquanto.

Quanto precisa

Na aba "quanto precisa" vc coloca sua idade, idade quando pretende se aposentar, inflação prevista e a rentabilidade do seu portfolio. A inflação prevista aqui só serve para calcular os juros reais.

Por estar alem dos meus conhecimentos em excel, note que vc precisa coordenar o ano da aposentadoria com a aba anterior. A planilha só contabiliza as despesas e portanto calcula quanto vc precisa para atingir a IF a partir do ano em que vc escolheu parar de trabalhar.

NPV - neste campo eu por curiosidade pus o resultado de uma formula, só pra comparar se a soma das despesas está muito fora. Tambem tem q coordenar com o ano de inicio da vagabundagem, aposentadoria ou IF.

Fluxo

Daí na terceira aba, que nao deve ser alterada, a magica acontece. Ano a ano ela vai calcular suas despesas corrigidas pela inflacao média calculada na primeira aba. Em paralelo vai calcular quanto vc precisa ter na carteira para, rendendo o que vc projetou na segunda aba, cobrir as despesas daquele ano. Somando esse valor ano a ano ele chega no numero magico - quanto vc precisa ter para cobrir suas despesas pro resto da vida.

IMPORTANTE: se tudo ocorrer como planejado, no final a carteira vai a zero e o cara morre pobre ! Entao seja generoso quanto a expectativa de vida.

Vira e mexe eu brinco com os numeros. Nesse momento estou projetando parar daqui 3 anos com uma carteira rendendo 2,05% ao ano já descontada a inflação. O numero magico é 2,3 milhoes.

Por curiosidade ela calcula tambem qual seria a TSR ano a ano. A minha deu em media 3,13%.

Sugestões sao muito bem vindas. Baixe AQUI.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Um longo despertar

Ao longo dos anos tive algumas experiencias que foram como um lapso do que existiria fora da Matrix.

2000 - havia terminado a faculdade há alguns meses e ao tirar um extrato no caixa eletronico percebi que após 10 anos de trabalho eu tinha juntado 100k em poupança e fundo de investimento. Por alguns segundos pensei o que fazer com toda aquela grana. Dava pra comprar um apartamento. Mas pra que se eu morava com minha familia, nao pagava aluguel, enfim, tinha casa, comida e roupa lavada ? Um carro ? Estava feliz com meu 1.0 e nunca curti carros. Tinha muitos planos pra viajar, enfim, essa grana nao ia dar nem pro cheiro. Deixei pra lá e continuei trabalhando.

2008 - com a crise financeira global eu perdi uma boa grana. Minha previdencia privada da empresa era toda em renda variavel. Eu nao tava nem aí, pra mim era dinheiro que eu nao via. Todos aportes do ano viraram fumaça. A partir daí eu passei a controlar melhor meu patrimonio. Até entao eu só via o quanto tinha na hora de declarar imposto de renda. Era uns 700k na época. Eu nem ligava, pensava "ah, sou novo ainda tenho muito pra trabalhar... quando der 1 milhao eu vejo".

2010 - com a proximidade iminente do primeiro milhao, aquele lapso do ano 2000 voltou com força. Meu Deus, o que eu faço agora ? Será que acabou a corrida dos ratos ? Não era possível, eu era novo, tinha que trabalhar até uns 60 anos pelo menos. Era uma loucura, tinha algo de errado, era muita grana. Percebi que ainda nao tinha um imóvel próprio e pagava aluguel. Pronto, é isso. Comprei um apartamento. Voltei pra Matrix, baixei a cabeça e continuei trabalhando.

2013 - se a idéia era diminuir o patrimonio, nao deu muito certo, pois o apartamento valorizou pra cacete. E a grana que sobrou continuou rendendo em fundos, previdencia privada e até poupança. Os aportes continuavam chegando e o primeiro milhao chegava mais uma vez... Nao, nao, peraí... aha ! É porque nao tenho filhos ! Pronto ! Como estavamos decididos a ter um bebê este se encarregaria de consumir toda a grana. Beleza, deixa eu voltar pro trabalho.

2015 - a vida seguia seu curso quando fui contactado por uma corretora que queria me vender um baita seguro de vida em vida, algo pra salvaguardar o sustento da minha familia pra sempre caso algo acontecesse comigo - morte ou invalidez. Falei pra ela minhas despesas, proventos e planos. Numa reuniao ela me lançou "Porque vc guarda tanto dinheiro ?". Nem sei o que respondi, porque eu nao tinha resposta, nao sabia o que estava fazendo. Estava somente vivendo minha vida. Nao comprei o tal seguro (era uns 10k por ano) mas fiquei encucado com os numeros. Comecei a aprender sobre renda fixa e saí da poupança, parei de por dinheiro em fundos e fui pra CDB, LC* e Tesouro Direto. 

2016 - percebi que apesar de um filho dar bastante despesa, nao é tudo de uma vez... Sinto o efeito bola de neve. Demorei 20 anos pro primeiro milhao e 6 anos depois o segundo se tornava realidade. Aperfeiçoei meu controle de investimentos e comecei a brincar com a ideia de se aposentar mais cedo. Quanto realmente eu precisaria ? Sendo uma conta bastante complicada, eu eventualmente deixei pra lá. O bolo continuava crescendo e eu nao tinha mais nada pra fazer a nao ser continuar na corrida dos ratos, pois afinal é o que todo mundo faz.

2017 - ao fazer o balanço anual mais uma vez fui pesquisar o tema "Quanto preciso para me aposentar", no embalo da reforma da Previdencia que vinha em destaque nos jornais naqueles dias. Googlando em ingles cheguei a uma materia da Forbes sobre um casal que se aposentou com 30 e poucos anos nos EUA. Guardei a matéria pois ali tinha numeros, nao só palavras. Deles cheguei a outros gringos que tambem conseguiram sair da corrida dos ratos fazendo o que eu sempre fiz - viver com menos do que se ganha. A curiosidade me levou a blogs de brasileiros que mesmo em meio ao nosso caos sócio-político-economico tambem conseguiram, estavam por conseguir, ou tinham meta e planos claros para em alguns anos (e não décadas) alcançar a independencia financeira, ou se aposentar antes dos 65 anos. Eu também nao precisava trabalhar até morrer.

Acordei. E agora ?