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terça-feira, 17 de abril de 2018

Imposto de Renda 2018 - um pesadelo

Estou nos finalmente aqui com a minha declaração. Deu uma trabalheira danada. Esse negócio de diversificar investimentos me tomou um tempão pra acertar tudo na declaração. Ações, FIIs, CDBs, LCAs, LCIs, 3 corretoras, fundos, TD, conta corrente, conta conjunta... santa burocracia, Batman !

Juntar uma papelada, pesquisar como declarar aqueles 16 reais que ganhei de dividendo daquela ação, procurar o CNPJ... peraí, isso aí é crédito em trânsito de juros sobre capital próprio, é outra ficha, outro campo, vamos lá...

E assim se passaram meus dias. Comecei a fazer um levantamento de despesas pra compartilhar aqui no blog mas larguei pra lá.

No fim vou receber uns trocados de restituição graças à minha contribuição voluntária no PGBL. Todo ano eu faço uma contribuição no valor do imposto economizado "por default". Exemplo: durante o ano minhas contribuições em folha de pagamento somam 10 mil reais. Isso equivale a R$ 2750 (27,5%) a menos de imposto. Faço então uma contribuição nesse valor. Tem funcionado bem.

Infelizmente não se pode deduzir mais com gastos de educação. Eu tirei do bolso uns 4000 ano passado. Eta leão esfomeado.

Enfim, lamento não ter um post melhor no momento. Boa sorte aos leitores em suas declarações, que o leão tenha compaixão da gente !



domingo, 8 de abril de 2018

Balanço - Março/2018

Ouvi o blogueiro Frugalisten dando entrevista num podcast, onde ele fez uma interessante comparação. A jornada rumo a IF é como um vôo de longa distância no sentido em que você não sabe como estarão as condições climáticas e do aeroporto de destino mas mesmo assim você tem que decolar. Então você decola e vai. Não se sabe como estarão os juros, inflação, custo de vida, ameaças do Estado Islâmico e tudo mais daqui 10 anos, mas mesmo assim é preciso começar a jornada hoje através de economia e investimentos diversificados.

Estou tentando terminar de ler "Your Money or your life", a bíblia do movimento FIRE. Ali tem um exemplo disso. O autor Joe Dominguez atingiu a IF em 1969 investindo em títulos públicos americanos que na época pagavam altos juros, algo impensável nos dias de hoje. 30 anos depois dele, gente como o Money Mustache e o Early Retirement Dude atingiu a IF no mesmo país, porém desta vez através do mercado acionário (ETFs) e imóveis. E daqui 30 anos, como será ? Não importa, a viagem tem que começar ou continuar até o fim para os que já decolaram.

Um acontecimento muito legal esse mês foi o blogueiro Early Retirement Now, autor do melhor estudo sobre TSR já publicado, revelando sua identidade. Só esperou o bônus anual cair na conta pra pedir demissão e sair do armário. Que inveja boa. O cara é alemão e atingiu a IF mesmo morando na 2a. cidade mais cara dos EUA, San Francisco. Good job.

Vamos ver como foi minha performance esse mês:
  • Taxa de poupança ( (receitas - despesas) / receitas) de acordo com o GuiaBolso: 92%. Como recebi PLR e gastei pouco ficou muito distorcido esse número
  • Rendimento global da carteira: 0,81% - bom; acumulado de 2018: 2,05%
  • Previdência Privada: 0,61% - ok
  • Tesouro direto: 0,71% - devagar e sempre
  • Renda Fixa (CDB, LCx): 0,75% - bom, sempre constante
  • Fundos: 0,65% - bom 
  • FGTS: 0,24% - sem comentários
  • Ações: 0,89% - num mês onde a bolsa andou de lado, mostrou resiliência; destaque para  KLBN3 com 44,69% de valorização (credo, parece bitcoin !!!)
  • FIIs: 1,46% - só alegria, destaque para MXRF11 com alta de 8% (eu já estava quase vendendo)
  • USD: 0,94% - alta do dólar
  • EUR: 1,07% - alta do euro
  • Stock plan: 2,29% - bom desempenho devido a alta do euro principalmente

Indicadores do mês (continuo superando todos !):
  • CDI: 0,53%, acumulado 1,59%
  • IPCA: 0,15%, acumulado 0,76%
  • Poupança: 0,39%, acumulado 1,19% em 2018

Alocação atual:
BrasilExterior
FundosPrev PrivadaFGTSRFTDFIIAçõesStock PlanEURUSD
23,3% 10,7% 5,9% 14,1% 22,2% 10,2% 4,5% 2,4% 4,0% 2,6%

Meu PLR vai um terço pra renda variável, outro terço pra CDBs e outro pra Tesouro Direto (SELIC e IPCA 2035). Acho que assim fica equilibrado. Gostaria de aportar mais em FIIs mas está difícil - preços esticados e rendimentos pífios.
Só a IF salva.








domingo, 18 de março de 2018

De calças arriadas: minhas ações


Voltando à série sobre detalhes da carteira, é hora de compartilhar com os amigos quais ações eu tenho. Posts anteriores:

Fundos de investimento
Renda Fixa

No post "Memórias de um sardinha" conto como comecei e recomecei no mercado. No momento em que estou escrevendo este post minha posição está assim:


Ação Alocação Ganho
WEGE3 6,97% 20,96%
ITUB3 13,15% 31,54%
POMO3 8,19% 47,16%
IVVB11 5,49% 21,51%
UGPA3 7,41% 12,20%
ENGI3 5,40% 69,78%
BBDC4 8,18% 36,89%
ABEV3 2,23% 24,83%
GRND3 8,48% 11,65%
TAEE11 12,25% -7,28%
KLBN3 2,55% 2,54%
LAME4 6,84% 4,47%
MPLU3 3,41% -2,41%
CPLE6 2,54% 10,32%
HGTX3 2,32% 5,52%
TIET11 4,59% -3,05%

Distribuição por setor:
Consumo - 23%
Elétrico - 32%
ETF - 6%
Financeiro - 21%
Indústria - 18%

Sei que IVVB11 não é ação e sim ETF mas deixo no bolo porque é só uma pequena parte e no fim das contas tem ações de verdade por trás dele. O ganho refere-se ao período de fevereiro/2017 (quanto comprei as primeiras ações) até agora.

Não invento muito, vou nas empresas mais óbvias. Pensei primeiro em empresas que eu entendia bem o que fazem e cujo mercado eu considerava resiliente. POMO3 foi meio no instinto, é a única exceção e ultimamente até estou pensando em vender. Da TAEE11 pra baixo são as que eu peguei pensando em dividendos. Já tive JBSS3 comprada na época da delação só pra especular. Vendi no começo do ano com um belo lucro, 20 ou 30%, não lembro agora.

Meu objetivo nesse momento é ter 5% dos investimentos em ações, que gerem um DY anual de 2% pelos menos. Ano passado meu DY ficou em 1,11%.

Estudo de caso: ações x ETF x fundo de ações

Será que valeu a pena queimar neurônios analisando ações ou teria sido melhor jogar tudo na mão de uma equipe de analistas de um fundo ? Ou deixar rolar ao sabor do mercado num ETF como o BOVA11 ?

Abaixo eu comparo a rentabilidade desta carteira (calculada pela famosa planilha do AdP) com o fundo BNP Paribas Action (que eu também tenho), com o IBovespa (espelhado no BOVA11) e com o ETF GOVE11:


Mes Carteira IBOV BNP Paribas GOVE11
02/17 -1,85% 3,08% 2,48% 3,73%
03/17 0,71% -2,52% -1,50% -2,20%
04/17 2,79% 0,64% 0,34% 1,44%
05/17 1,22% -4,12% 0,52% -3,63%
06/17 -0,35% 0,30% 0,73% 0,90%
07/17 4,63% 4,80% 1,94% 4,81%
08/17 5,29% 7,46% 3,24% 7,62%
09/17 3,39% 4,88% 2,79% 4,53%
10/17 -1,71% 0,02% -0,59% -0,51%
11/17 -0,84% -3,15% -4,48% -3,66%
12/17 5,70% 6,16% 5,79% 3,60%
01/18 2,18% 11,14% 1,40% 13,29%
Total 21,18% 28,69% 12,66% 29,92%
Dividendos 1,11%


IR
15,00% 15,00% 15,00%
Liquido 22,29% 24,39% 10,76% 25,43%

Fica claro que eu do meu jeito tosco bati o BNP Paribas fácil, sendo que um investimento passivo em ETF teria sido até melhor. Pelo menos foi assim de um ano pra cá. E como teria ficado se eu tivesse investido 1000 reais por mês em cada uma dessas aplicações ?


Mês Aporte Carteira IBOV BNP Paribas GOVE11
02/17 1.000,00 981,52 1.030,80 1.024,80 1.037,30
03/17 1.000,00 1.995,67 1.979,62 1.994,43 1.992,48
04/17 1.000,00 3.079,35 2.998,69 3.004,61 3.035,57
05/17 1.000,00 4.129,27 3.833,95 4.025,43 3.889,08
06/17 1.000,00 5.111,57 4.848,45 5.062,12 4.933,08
07/17 1.000,00 6.394,74 6.129,17 6.179,72 6.218,46
08/17 1.000,00 7.786,07 7.661,01 7.412,35 7.768,51
09/17 1.000,00 9.083,73 9.083,67 8.647,05 9.165,72
10/17 1.000,00 9.911,05 10.085,69 9.590,13 10.113,88
11/17 1.000,00 10.819,81 10.736,49 10.115,70 10.707,11
12/17 1.000,00 12.493,80 12.459,45 11.759,29 12.128,57
01/18 1.000,00 13.787,97 14.958,84 12.937,92 14.873,35
Total aportado 12.000,00



Ganho bruto
1.787,97 2.958,84 937,92 2.873,35
IR
0 443,83 140,69 431,00
Liquido
1.787,97 2.515,01 797,24 2.442,35
Rent liquida
14,90% 20,96% 6,64% 20,35%

Mais uma vez o investimento em ETF teria me dado um resultado muito melhor. Sem falar na economia de tempo - não precisar acompanhar diversas ações, controlar, declarar uma por uma no IR todo ano.

Esses números me surpreenderam e me fizeram pensar. Como pode um índice cheio de empresas geridas por políticos bater uma carteira de empresas escolhidas a dedo ? Vou insistir em gestão ativa, seja ela feita por mim mesmo ou por um fundo, só mais esse ano e se não virar o jogo vou pra ETF. Tempo é dinheiro também. E como um futuro vagabundo acho que não tem retorno mais interessante: tempo pra não fazer nada.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Balanço - Fevereiro/2018


E lá se foi... Mais um mês com pesadas despesas (IPTU, máquina de lavar nova) onde não deu pra aportar como eu queria.

Neste cenário de juros super baixos e bolsa meio inchada está difícil achar pra onde correr. Hoje estava olhando debêntures e desanimei. Investimento sem garantia de FGC pagando IPCA + 4% ? Se tem CDB nessa faixa, pra que arriscar ?

E eu inocente pensando que ia faturar esse ano com relativa tranquilidade, sentei na graxa. Me ofereceram uma função com mais responsabilidade no projeto e eu bestamente não me opus. Alegria de pobre dura pouco.

O assunto que mais me chamou atenção na blogosfera financeira esse mês: a disparidade entre as reuniões que os gringos vão fazer esse ano. Enquanto na Europa os caras vão pra uma desconhecida cidade na Romênia num fim de semana, os norte-americanos vão tirar umas férias animais num baita hotel com vista pro mar, ao pé do monte Olimpo, na Grécia, custando a bagatela de 2300 Euros por semana. Frugalidade ?! We're FAT FIRE, honey ! Links:

Estou pensando em mudar minha contabilidade. O jeito que venho fazendo é baseado no tipo de investimento. Estou pensando em mudar para a finalidade do investimento, alinhada a um plano para viver de renda passiva e alocação de ativos. Teria que refazer a planilha pra ela no final do mês me dizer se está na hora de rebalancear.

Eu tenho colocado tudo no bolo mas a verdade é que alguns investimentos não deveriam estar disponíveis para rebalanceamento. Por exemplo, Previdência Privada eu só quero sacar quando tiver 65 anos. Teria que contabilizar à parte.

Também estou pensando em outra forma de contabilizar a renda passiva potencial. Hoje eu simplesmente somo os dividendos de ações e FIIs. Muito básico.


Enquanto não faço essa reforma, vamos aos números:
  • Taxa de poupança ( (receitas - despesas) / receitas) de acordo com o GuiaBolso: 26%
  • Rendimento global da carteira: 0,51% - devagar e sempre 
  • Previdência Privada: 0,53% - ok
  • Tesouro direto: 1,58% - pequena distorção por conta de um aporte no último dia de janeiro que não apareceu no saldo daquele mês; na real deve ter sido uns 0,50%
  • Renda Fixa (CDB, LCx): 0,56% - bom
  • Fundos: 0,56% - bom 
  • FGTS: 0,24% - sem comentários
  • Ações: 1,15% - ótimo crescimento sem grandes destaques; a minha que mais subiu foi CPLE6 (3,43%) 
  • FIIs: 0,61% - destaque para RBRD11 com alta de 4%
  • USD: -1,39% - queda na bolsa americana
  • EUR: -2,26% - queda nas bolsas européias
  • Stock plan: -4,43% - queda geral nos mercados internacionais 

Indicadores do mês:
  • CDI: 0,46% - superei
  • IPCA: 0,34% - superei 
  • Poupança: 0,40% - superei

Alocação atual:


Brasil Exterior
Fundos Prev Privada FGTS RF TD FII Ações Stock Plan EUR USD
23,5% 10,8% 5,9% 14,1% 22,4% 10,1% 4,3% 2,3% 4,0% 2,7%


No próximo mês recebo meu bônus anual. Aporte deverá ser dividido em FII, ações, Ouro, CDBs, fundos e Tesouro SELIC.



Vamo que vamo.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Reflexões do primeiro ano na comunidade IF

Queridos leitores, foram nos primeiros dias de 2017 que eu acordei da Matrix ao fazer a chocante descoberta do movimento FI/RE. Ela mudou minha cabeça e tem norteado meus pensamentos desde então.

Como era meu mundo antes ?


Eu caí no conto de procurar satisfação no trabalho. Senti essa satisfação algumas vezes e queria sentir mais. Era bom produzir algo que ajudasse no trabalho de outras pessoas. Vários pessoas se diziam felizes com seu trabalho e eu queria ser feliz também. Se eles conseguiam, porque eu não conseguiria ? Era muito importante, pois eu passava boa parte da vida no trabalho. Essa busca me levou literalmente aos quatro cantos do mundo, procurando uma razão para meus anos de estudo. Estava convencido que o patrão sim é quem ficava feliz e com os bolsos cheios com meu trabalho, mas eu achava que também poderia encontrar um sentido naquilo, fazer algo que fosse interessante, útil e que oferecesse um bom equilíbrio entre vida e trabalho.



Essa missão impossível culminou em 8 anos fazendo um trabalho que eu odiava. Viagens inúteis, reuniões sem sentido, demandas estapafúrdias, ineficiência, muito suor para pouco ou nenhum aprendizado, processos tortos: isso era meu dia-a-dia. Entrei nessa como minha última cartada para encontrar a tal satisfação profissional. Obviamente eu não sabia que era assim. Fui outra vez iludido pelo canto da sereia.


Como não sabia do movimento FI/RE, minha maneira de fugir daquilo era procurar outro emprego. Nos piores dias eu me lançava no Linkedin e outros sites em busca da salvação. Num certo momento ficou difícil por vários motivos:

  • já estava na empresa há vários anos e tinha um bom salário e benefícios, era muito difícil achar algo parecido em outro lugar; não valia a pena o risco de sair pra ganhar menos, pois o emprego seguinte poderia revelar-se a mesma porcaria
  • como não aprendia muita coisa, não tinha tanto a oferecer; mesmo tendo feito alguns cursos por fora faltava experiência prática
  • a economia entrou em recessão por volta de 2013; número de entrevistas caiu sensivelmente
  • movimentação interna era super difícil; possibilidades bem limitadas, maioria delas eram roubadas
  • tendo visitado várias empresas, sabia que a maioria delas eram piores seja pelo ambiente de trabalho ou pela parte financeira e benefícios
Assim enjaulado eu num certo momento em algum hotel, aeroporto ou taxi desse mundo reconheci minha situação de impotência e comecei a aceitar que eu iria me aposentar naquele trabalho aos 65 anos de idade. A menos que me demitissem (meu sonho de consumo), eu não conseguiria sair.

Porém no final de 2015 pintou a chance de uma movimentação interna, que não era 100% garantido que seria melhor, mas era simplesmente a única entrevista que eu tinha feito no ano e era a melhor chance em vários anos de sair daquela vida ou pelo menos melhorá-la. Aceitei e no começo foi horrível. Me puseram num projeto-roubada e mais uma vez eu me lançava nos sites de emprego e acionava meu networking pra ver se rendia algo.


Com o tempo fui me acostumando e conseguindo negociar certas coisas, até ter a certeza de que foi uma boa escolha, que era mesmo a única escolha. Não era perfeito, mas era melhor do que onde eu estava antes.

E o que mudou com a descoberta do movimento FI/RE ?


Continuei entrando em roubadas de vez em quando. Ao invés de correr pro Linkedin atualizar meu perfil e enviar currículos que provavelmente não renderiam nada, passei a ter uma certa tranquilidade ao lembrar que aquilo era passageiro, algo que não precisaria aturar mais 20 anos. É segurar as pontas e investir bem o dinheiro para em algum tempo abandonar o mundo corporativo.


Se eu tivesse essa visão antes, me teria poupado muito sofrimento. Nos meus 8 anos de martírio teria sido um bálsamo. Se eu tivesse gasto meu tempo aprendendo sobre investimentos ao invés de produzir currículos, eu talvez já estivesse aposentado.


É fácil falar sobre segurar as pontas pois estou numa situação privilegiada agora. Após 2 décadas de trabalho e frugalidade (na maior parte do tempo inconsciente) estou mais perto que longe da IF. Fico pensando nas pessoas que já conhecem o movimento FI/RE e perseguem este objetivo no longo prazo. Como deve ser difícil aturar certas coisas, sabendo que só vão alcançar a IF em uma década ou algo assim. É preciso muita determinação, saber jogar o jogo, dançar conforme a música toca mas manter a serenidade e ter em mente que é possível usar o sistema para subverte-lo.


Subverter o sistema usando seus próprios meios será nossa grande vitória, amigos.


Vamos virar vagabundo !

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Balanço - Janeiro/2018

Aportei mais um pouco em FIIs (MFII11) e ações (CPLE6, TAEE11) e o que sobrou preferi entregar pro Tesouro SELIC pra não ficar parado.

Acho que comecei bem o ano. Vejamos:
  • Taxa de poupança ( (receitas - despesas) / receitas) de acordo com o GuiaBolso: 30% - num mês com pesadas despesas, a primeira parcela do 13o. veio a calhar
  • Renda passiva de FIIs e ações: 1549,27
  • Rendimento global da carteira: 0,89% - bom
    • Previdência Privada: 0,78% - beleza
    • Tesouro direto: 0,23% - no passo da tartaruga manca, sofreu com a cobrança da taxa semestral
    • Renda Fixa (CDB, LCx): 0,74% - beleza
    • Fundos: 1,25% - multimercados voaram esse mês
    • FGTS: 0,24% - normal
    • Ações: 2,18% - destaque para ENGI3, minha primeira ação a dobrar de preço !
    • FIIs: 3,14% - destaque para JSRE11 com alta de 6% no mês
    • USD: -1,27% - dólar em queda
    • EUR: 2,18% - muito bom
    • Stock plan: -2,13% - compra no topo seguida de queda
Todas rentabilidades acima são líquidas. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pra cá, mais multas e impostos. 

Indicadores do mês (mais detalhes nesse link):
  • CDI: 0,58% - superei
  • Poupança: 0,40% - rendendo mais que meu TD

Alocação atual:
BrasilExterior
FundosPrev PrivadaFGTSRFTDFIIAçõesStock PlanEURUSD

23,5% 10,8% 5,8% 14,2% 22,3% 10,0% 4,2% 2,3% 4,1% 2,7%

É seguir o barco que o destino é inevitável. Próximos aportes deverão ser ações e fundos multimercados.
Emprego ruim é pleonasmo. O negócio é virar vagabundo.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Planos para 2018

Passada a ressaca do reveillon, é hora de voltar ao batente. Um ano com carnaval, copa do mundo e eleições não promete ser dos mais produtivos. Porém nós, guerreiros da IF, sabemos que não precisa ser assim.


Gostaria de compartilhar minha visão para investimentos e busca da IF neste ano recém iniciado. 

Investimentos

  • Ações: continuarei aumentando a carteira, agora focando em pagadoras de dividendos. Estarei efetuando vendas pontuais de ações que comprei meio que pra ver como funcionava e reinvestindo. Meta é ter 15 ações no máximo.
  • FIIs: continuarei aportando principalmente em fundos de tijolos multi-inquilino que tenham potencial de valorização no longo prazo. Meta é ter 10 FIIs no máximo.
  • Tesouro Direto: aportes em Pré somente quando voltar a 13%, IPCA somente se voltar a 6%+. Único aporte aqui será Tesouro SELIC se sobrar dinheiro. TD não é prioridade esse ano.
  • CDBs, LCx: estarei reinvestindo a maioria dos títulos que vencerem ao longo ano, espalhando o vencimento ao longo dos próximos 3 anos em taxas 116%+ do CDI.
  • Previdência privada: continuarei contribuindo com o plano PGBL da empresa pois afinal eles igualam minha contribuição mensal (dinheiro de graça é sempre bem-vindo). O VGBL penso em fazer portabilidade para outro (a ver).
  • Fundos: vou liquidar um e fazer aportes somente nos multi-mercados macro se abrirem pra captação; nos demais só se sobrar dinheiro. Não é prioridade.
  • Exterior: continuarei comprando ações da empresa com desconto e fazendo vendas de tempos em tempos pra comprar ETFs e diversificar a carteira.
  • Debêntures, CRI, CRA: são opções para gerar renda passiva e não tenho nada disso no momento; quero estudá-las se o tempo permitir
  • Criptomoedas: continuarei sentado no sofá comendo pipoca e assistindo o desenrolar dos acontecimentos.

Finansfera


Tenho várias idéias de posts guardadas, que quero desenvolver e ir publicando ao longo do ano. Gosto muito de acompanhar a trajetória das pessoas e contribuir humildemente para o crescimento da comunidade FIRE. Como muitos, não tenho com quem falar sobre isso, então assim não me sinto tão só.

Dito isso, fica claro que acredito que os blogs tenham o seu papel. Porém faz falta uma plataforma centralizada para troca de idéias. Ás vezes vejo o mesmo assunto pintar nos comentários de vários blogs diferentes e fica impossível as pessoas discutirem seu ponto de vista em todos. Penso como seria legal se todos pontos de vista sobre aquele assunto fossem debatidos.

Lá fora existem além dos blogs vários fóruns FIRE com discussões muito interessantes. Meus preferido é o http://www.early-retirement.org/

No Reddit temos o riquíssimo sub Financial Independence, que é mais focado nos EUA mas tem gente de outros países postando discussões relevantes com frequencia, além de alguns outros subs específicos por país: Austrália, Holanda, Canadá, Reino Unido, Índia e agora também Brasil ! Vamos entrar lá e participar, gente ! Qualquer dúvida podem me falar. O subreddit chama-se IFBrasil.

Trabalho


Como comentei outro dia, tenho a perspectiva de encaçapar esse ano sem grandes sofrimentos. Depois estou pensando numa mudança de carreira, para algo que me permita trabalhar onde eu quiser, que me permita também flexibilidade de horário e trabalhar em projetos interessantes. Talvez algo relacionado à internet, seja uma loja virtual, blogs ou criação de sites. Vamos ver, continuarei investigando.

Decidi usufruir um pouco da liberdade financeira conquistada e não vou aturar mais certas coisas. Esse ano vou recusar projetos que se mostrem grandes roubadas. O pior que pode acontecer é perder o emprego mas posso arrumar outro ganhando menos. Mesmo assim, isso não vai me impedir de alcançar a IF.



Férias


Vou tentar aproveitar os feriados e semanas sem aula pra passear com a família em viagens mais econômicas, de carro mesmo, num raio de 600km. Isso até agosto, que é até quando imagino não ter grandes sofrimentos no trabalho. A partir de setembro podem voltar as roubadas e aí vou aproveitar pra tirar férias mais compridas e quebrar o ritmo em outubro e novembro. Em um deles quero tirar 2 semanas e no outro 1 semana. Estou lotado de dias que não tirei em anos anteriores.

Educação

Estou lendo "Your money or your life", provavelmente a bíblia do movimento FI/RE. Próximos (última atualização 07/02):
  • The 4 hour work week
  • So good they can't ignore you
  • Man´s search for meaning
  • O investidor inteligente
  • The abundance of less

Feliz 2018 !