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sábado, 16 de fevereiro de 2019

Preparação para o crash




Já se vão mais de 10 anos desde o último derretimento global dos mercados. Aquele evento me marcou muito. Empresas quebraram e as que ficaram em pé pararam de investir num momento em que eu buscava uma colocação melhor no mercado. Estava no trabalho que eu mais odiei e não pude sair, não tinha pra onde ir e não tinha idéia de que existia algo chamado FIRE pra me consolar. 


Uma hora a festa vai acabar, gente. Quando ? Ninguém sabe, mas um dia a casa cai. E como vamos ficar ? Com essa pergunta na cabeça eu, como bom viciado em planilhas, voltei no tempo atrás de números e simulei o tamanho do tombo que minha estratégia levaria se uma crise daquela proporção acontecesse hoje. Vamos lá:

Iniciou 2008 em 11,25%, terminou em 12,75% (fonte).

Estando agora em 6,50%, vou chutar que chega a 8%; descontando 15% de IR fico com 6,8% de SELIC líquida e, pra simplificar, também CDI.

Tesouro IPCA e FIIs
Aqui dei sorte na pesquisa pois nosso colega Investidor de Risco já fez o trabalho pesado:

"Por exemplo no período entre mai/2007 e ago/2008 os juros das NTN-B's 2035 foram de uma mínima de 5,88% + IPCA a uma máxima de 8,82% + IPCA e os títulos desvalorizaram -20,6%. Neste período não havia sido criado o IFIX o que prejudica a comparação. Mas avaliando alguns FII's mais antigos temos para o mesmo período:

EURO11: +14,48% (Logística)
FFCI11: +10,34% (Corporativo)
SHPH11: +9,09% (Shoppings)"

Vou considerar uma queda de 20% no TD e também debêntures. Pra FIIs vou ser pessimista. Vou supor que as cotações e rendas vão pra vala, caindo 10%.


Clique no título para ver o graficozinho maroto que já mata 2 coelhos com uma paulada só.

IBovespa caiu 41% em 2008.

Escolhi apenas um fundo multimercado pra simplificar. O rendimento dele foi 47% do CDI. Considerando os 8% estimados acima, menos 15% de imposto, teríamos 3,2%.


Plano 1: 91% CDI = 6,2%.
Plano 2: -23% CDI = -1,6%.


Jogando cada um como 50% do portfólio, temos um rendimento de -2,3%.

Dólar
Esse artigo da época relembra a alta de 32% na moeda dos EUA. Com aquele crash passei a acompanhar meu patrimônio com um pouco mais atenção: uma vez ao ano :)
Anotações da época escavadas do meu HD:

2007 – 1,77
2008 – 2,34
S&P500: -38.49%


Somando +32% do cambio com -38,49% da bolsa eu teria uma queda de 6,49%.

Ouro
O mesmo artigo linkado acima cita uma alta de 20% em 2008.


Euro
A variação no cambio foi:


2007 – 2,61
2008 – 3,24

Ou seja, +24%.


DAX despencou 40% (olha o tamanho da cacetada no índice da bolsa da Alemanha). Atualmente tenho uns 40% em cash e 60% em ETFs. Resultaria então numa queda de 14,4% na parte Euro da carteira.


Anotei na época que o que eu tinha de investimentos em euro caiu 25% de 2007 a 2008 enquanto meu patrimônio em dólar caiu 13%. Foram tempos negros, meus amigos.

E agora ?



Agora pego essas projeções e aplico na estratégia de alocação de ativos apresentada anteriormente:


Ativo Alocação Alvo Valor Rendimento Resultado Saldo
Tesouro Direto 30% 750.000 -20% -150.000 600.000
LC*, CDB 15% 375.000 6,8% 25.500 400.500
Debêntures 5% 125.000 -20,0% -25.000 100.000
Ações 5% 125.000 -41% -51.250 73.750
FIIs 10% 250.000 -10% -25.000 225.000
EUR 6% 150.000 -14,4% -21.600 128.400
USD 4% 100.000 -6,5% -6.490 93.510
Ouro 5% 125.000 20% 25.000 150.000
Fundos MM 20% 500.000 3,2% 16.000 516.000
Prev Privada
354.000 -2,3% -8.142 345.858
Apto
750.000 -2% -15.000 735.000
SELIC
232.000 6,8% 15.776 247.776








Patrimônio alvo TOTAL 100,00% 3.836.000 -5,74% -220.206 3.615.794
Em Dinheiro
3.086.000 -6,65% -205.206 2.880.794
AA
2.500.000 -8,51% -212.840 2.287.160

Andei fazendo uns ajustes nessa estratégia, mas vou deixar pra comentar num futuro post. Por enquanto deixemos assim. Deixei de fora a reserva imediata, a ser usada no dia-a-dia, equivalente a um ano de despesas.

Enfim, eu teria uma redução de patrimônio de cerca de 6%. É ruim mas não seria o fim do mundo... Como eu sei ? Pego o resultado (2.287.160) e jogo de volta na planilha, no lugar do valor original (2.500.000). Se na aba "Renda passiva por plano" aparecer uma renda mensal que cubra o valor de despesas ali informado, jóia ! Posso continuar a ser vagabundo ! Nesse exemplo dá certo ! :-)


Fica AQUI a planilha pra quem quiser brincar.


E você ? Está preparado para a queda ??




Faltam 104 dias.

PS: vou migrar o blog pra outra plataforma. Não aguento mais essa zona que ele faz com os espaços e tamanho das letras. Recomendações ?

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Balanço - Janeiro/2019: um passo decisivo



Salve !


Com a euforia da bolsa neguinho já está até especulando que ela pode chegar a 500 mil pontos nos próximos anos. Será ? Esse vídeo acima pra mim foi a melhor análise. Até guardei, tem coisa ali que eu quero estudar com calma.

Este mês nosso colega Sr. IF365 começa sua jornada sem emprego, vivendo de renda passiva. Virou vagabundo ! Parabéns pela conquista e muito sucesso pra ele !

Do meu lado, além do excelente rendimento da carteira, dei um passo decisivo, o primeiro deles. Joguei a primeira pedra que deve virar uma avalanche de mudanças nos próximos meses: comecei a negociar na empresa pra tirar um sabático. Depois de fazer isso parece que tirei um peso das costas. Me sinto mais confiante pra mandar tudo à merda e virar vagabundo.

Um artigo que me chamou atenção foi um do blog Early Retirement Now, comentando a recente queda no mercado americano. Ele explica que algumas quedas são permanentes, outras vêem uma recuperação nos anos seguintes, seja ela parcial ou total. A queda de 2000 foi permanente, já a de 2008 foi totalmente recuperada.


Vamos aos números de janeiro/2019:
  • FGTS: 0,24% - a mesma merda de sempre
  • Ações: 9,92% -  excelente mas continuo perdendo pro lixo Ibovespa. 
    • Destaques para KLBN3 com 36% de alta; nenhuma das minhas ações caiu.
    • Não consegui entrar em GOVE11 devido à alta
  • FIIs: 1,64% - excelente !
    • Destaque para a gangorra BBFI11B com alta de 15%; do outro lado, HGRE11 caiu 2,8%
    • Me livrei do lixo BRCR11 e estreei nada menos que 5 novos FIIs na carteira: HTMX11 (hotéis), BCRI11 (papel), AEFI11 (educação), FIIB11 (logística) e HGBS11 (shoppings). Vamos ver qual vai vingar !
  • EUR: -3,19% - euro em queda
  • USD: 0,52% - pequena recuperação do tombo do mês passado
  • Stock plan: -2,14% - euro em queda  

Alocação:
Renda FixaRenda VariávelMulti mercado
42%28%30%

Outros ativos:
  • Colchão de segurança (Tesouro SELIC, Fundo DI): 0,48% - beleza
  • Previdência Privada: 1,56% - rentabilidade alta devido a mudança na metodologia. A partir desse ano só considero como aporte o que saiu do meu bolso, a parte da empresa não entra.
Concluindo:
  • Rendimento global da carteira: 1,31% - excelente
  • Taxa de poupança ( (receitas - despesas) / receitas) de acordo com o GuiaBolso: 55%
Todas rentabilidades acima são líquidas, com exceção de previdência privada. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pra cá, mais multas e impostos.

Indicadores do mês:
  • CDI: 0,54%
  • IPCA:  0,32%
  • Poupança:  0,37%
Estou feliz por ter superado os 3.

Próximos passos

O app do GuiaBolso está bugado. Não está trazendo várias despesas. Não sei o que fazer se tiver que abandoná-lo. Não tenho tempo pra ficar anotando tudo que gasto no dia-a-dia. Fim de mês já é pesado fazer esse fechamento aqui, imagina ter que puxar extratos de cartões de crédito e contas correntes pra classificar um a um os débitos. Socorro !!!!

Até o carnaval minha idéia é continuar investindo em FIIs. Mesmo com a taxa caindo, Tesouro Direto IPCA 2045 receberá aportes. Não tem muito pra onde correr hoje em dia. Tá tudo caro, tudo no topo.

A avalanche está começando e o blog vai estar bem movimentado nos próximos meses. Fiquem ligados !

Faltam 117 dias.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

De calças arriadas: previdência privada


Salve, amigos nerds das finanças !

Estou retomando a série mostrando detalhes da minha carteira. A evolução da minha história como investidor foi assim (clique nos títulos para ir ao post com mais detalhes):

1.     Poupança (não tenho mais)
3.     Investimentos off-shore (a ser detalhado num post futuro)
4.     Ações
5.     Títulos privados - CDB, LCx (LC, LCA, LCI)
6.     Títulos públicos
7.     Previdência Privada
8.     FIIs

Hoje o assunto é previdência privada, modalidade odiada por muitos e pouco entendida por mais gente ainda. Vou falar da minha experiência e estratégia somente. Para entender o post é preciso saber como funciona VGBL, PGBL, tributação e tal. Recomendo uma busca na internet que tem muito material.

Durante muito tempo eu não dava a menor bola pra previdência privada. Descontava todo mês do salário e pra mim aquilo era dinheiro perdido, porque não tinha liquidez imediata como a poupança ou um fundo de renda fixa. Eu não entendia nada do que estava fazendo.

Quando descobri que podia atingir a independência financeira aí sim eu procurei saber quanto tinha lá, como funcionava e como usar aquilo na minha caminhada. Na minha estratégia a previdência privada tem estes papéis:
  • Gerar restituição de imposto de renda via plano PGBL
  • Planejamento sucessório: fora da alocação de ativos, será o último ativo a ser consumido. O que sobrar ali fica de herança e pra cobrir despesas da minha família caso eu venha a morrer, incluso custo de inventário.
Atualmente conto com dois planos, um PGBL e um VGBL. Clique aqui para ver o gráfico de desempenho. São eles:

Itaú Flexprev XVI Renda Fixa (PGBL)
Plano oferecido pela empresa, onde eu contribuo com 4% do meu salário e a empresa iguala a contribuição. Está na modalidade PGBL, que me permite abater a contribuição da base de imposto de renda. Minha regra é contribuir voluntariamente (além do desconto em folha) um valor correspondente ao imposto economizado, todo ano. Exemplo: se num ano contribuo via folha de pagamento 10 mil, isso gera um abatimento de 2.750 (27,5%) na base de imposto, daí faço uma contribuição voluntária nesse valor.

Detalhe pouco usual pelo que vejo por aí é que esse plano está com tributação progressiva. Porque ? Na hora de optar eu só pensava que ia sair fora daquele emprego no ano seguinte e a primeira faixa na modalidade regressiva é 35%... Como minha idéia era sair e sacar tudo, deixei como progressivo.

Pensei várias vezes em mudar pra regressiva definitiva mas resolvi deixar como está. Eventualmente posso tirar vantagem disso e fazer saques de tal forma que o imposto de renda fique em 7,5%, o que é excelente se comparado aos 15% da renda fixa.

Itaú Flexprev Premium V20 (VGBL)
Este plano investe 20% em renda variável. Já que ações é o melhor pra longo prazo e isso aqui é o investimento de maior prazo que eu tenho, combinou perfeitamente. Comecei ele numa tentativa de diversificar além de fundos de investimentos, em algo que não sofresse do maldito "come-cota". Como já tinha um PGBL com tributação progressiva, optei por VGBL com tributação regressiva.

Em nenhum dos planos jamais paguei taxa de carregamento, nem existe taxa de saída.

Acho que é isso. Deixe seu comentário e obrigado pela visita !!!

Faltam 136 dias.

    quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

    Balanço - Dezembro/2018


    Feliz ano novo !


    2018 já era... ano complicado financeiramente, onde fui castigado por várias despesas imprevistas: máquina de lavar quebrada, carro quebrado, reposição de bens furtados em viagem e pagamento de custos em 2 processos judiciais que perdi, um deles até com multa.

    Aumento de despesas já era previsto por conta de viagem internacional. Comprei passagem com dólar a 3,30 e na hora de comprar as verdinhas pra levar a cotação subiu pra 3,90... pobre só se ferra. 

    Pra completar a explosão das despesas teve a mudança de escola, uma despesa que mais que dobrou.
    Em paralelo também houveram aqueles momentos tensos no meio do ano em que o mercado derreteu meu portfólio... Ufa !


    Vamos aos números de dezembro/2018:
    • FGTS: 0,24% - sem comentários
    • Ações: -2,92% - KLBN3 despencou 15% enquanto HGTX3 foi destaque com alta de 14,5% 
    • FIIs: 1,79% - muito bom, destaque pra GGRC11 com alta de 5,5%; BBFI11B caiu 6,7% 
    • EUR: -1,58% - mais um mês difícil
    • USD: -4,29% - vem aí o crash ?
    • Stock plan: -2,12% - ação em queda livre 

    Alocação:
    Renda FixaRenda VariávelMulti mercado
    44%27%29%

    Outros ativos:
    • Colchão de segurança (Tesouro SELIC, Fundo DI): 0,41% - dentro do esperado
    Concluindo:
    • Rendimento global da carteira: 0,12% - que merda...; no ano 7,37% - tá bom né ? 
    • Taxa de poupança ( (receitas - despesas) / receitas) de acordo com o GuiaBolso: 53%
    Todas rentabilidades acima são líquidas, com exceção de previdência privada. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pra cá, mais multas e impostos.

    Indicadores do mês:
    • CDI: 0,49%; acumulado 6,42% no ano, o que me dá um rendimento de 114% CDI
    • IPCA: 0,15% - quase empatei; no ano acumulou 3,75%
    • Poupança: 0,37%; no ano acumulou 4,62%
    Mais uma vez tudo que é mercado exterior foi mal e enterrou minha rentabilidade. Vai rolar crise financeira global ? Só podemos especular. Se houvessem indícios claros o mercado tomaria medidas pra evitá-la. Não dá pra prever, mas certamente haverá e virá de algum fator desconhecido ou negligenciado pelos governos.

    Resumão do ano

    • Melhores investimentos: Stock plan (53%), Tesouro Direto (12,5%) e Fundos (9,5%)
    • Piores investimentos: EUR (1,93%), FGTS (2,74%) e Ações (6,52%, incluindo dividendos)
    • Receitas aumentaram 9%, enquanto as despesas saltaram 70% e aportes diminuíram 30%
    • Taxa de poupança fechou na casa dos 49%, contra 67% em 2017

    Próximos passos

    Começo do ano é muito complicado por causa de IPTU e IPVA, porém até o meio do ano tenho esperança de aumentar minha taxa de poupança pra casa dos 60%.

    Estou convencido da minha incompetência como gestor de ações. Ibovespa subiu 15% no ano e eu fechei outra vez atrás e dessa vez muito atrás, com 6,52% incluindo dividendos. Pífio. Sei que não é a melhor opção mas vou transicionar pra ETF, especificamente GOVE11, começando com novos aportes e depois realizando lucros das ações. Não tenho tempo pra mexer direito com ações individuais ou pra adquirir tal competência. Porque GOVE11 ? Vou deixar o grande Frugal Simples explicar - clique aqui.

    Tive muitos problemas com FIIs ao longo do ano porém comecei uma recuperação no último trimestre. Vou continuar firme nos aportes e me livrando dos micos. Esse mês vendi um monte de BRCR11 e estou perto de me livrar de vez dessa porcaria.

    Obrigado a todos pela audiência e feliz 2019 com excelentes investimentos !


    Faltam 149 dias.

    sábado, 15 de dezembro de 2018

    Filhos: fim da busca da independência financeira ?


    Uma questão que de tempos vem à tona nos blogs e fóruns é a de se é possível atingir a IF mesmo tendo filhos.

    Obviamente criar uma criança traz um impacto financeiro porém a meu ver este pode ser mitigado a ponto de não influenciar significativamente a jornada de quem busca a IF.

    O momento

    Se você tem um filho num momento em que já tem um bom patrimônio e já está no meio da jornada, acho que não faz tanta diferença. Note que filho traz gastos, mas não se gasta tudo de uma vez. Vai se diluindo ao longo de 20 anos, tempo suficiente pros juros compostos fazerem seu trabalho.

    Agora, se o cara começa a vida profissional ganhando aquela miséria e logo em seguida já engravida a namorada, aí sim a coisa se complica. Não quer dizer que não vá conseguir, mas fica mais difícil. Os pequenos aportes, valiosos por serem os primeiros, que ficarão mais tempo se multiplicando,  serão comprometidos.

    Um time de futebol

    Acho que até dois filhos, se vierem num momento mais adequando, dá pra tirar de letra. A partir do terceiro já acho que complica, mas ainda é possível. Do quarto pra frente aí não sei. Se for um multi-milionário da vida como o João Dória não faz diferença, mas pra nós reles mortais pode ser sim o fim do sonho da IF.

    O propósito

    Filhos são na verdade o maior motivo para alguém perseguir a IF. Formar um ser humano é o trabalho mais nobre que existe. Ter tempo para se dedicar a isso é um imenso privilégio, uma alegria que vale a pena buscar.

    Ou o cidadão vai pendurar a chuteira e assistir Netflix pro resto da vida ? Ficar na praia olhando pro mar ? Viajar o mundo ? Legal, mas depois de 6 meses já encheu o saco. Pra mim não funciona. Você tem que ter dois ou três grandes projetos pra preencher uma vida pós-emprego. Um dos meus vai ser isso - cuidar de criança. Educar, passear, jogar bola, ir ao cinema, andar de bicicleta, ajudar na lição de casa, etc.

    Tempo é o bem mais valioso

    Sim, é preciso gastar dinheiro com filhos, mas a melhor coisa que se pode gastar com eles é tempo. Vejo várias pessoas comprando um monte de roupas de marca pra molecada que duram poucos meses. É uma armadilha social, você vê todo mundo fazendo e começa a achar normal, que tem que fazer também.

    Escola também não entendo. Como se justifica pagar 4000 por mês pra uma criança aprender a escrever e fazer contas ? Particularmente optei por escola bilíngue que não é barato porém a idéia é aproveitar que enquanto pequenos as crianças absorvem uma segunda língua igual esponja. É investimento. Depois dos 7 anos coloco numa escola normal, particular é claro, já que no Estado não tem condições.

    O que acontece é que muita gente torra grana com filhos pra compensar a falta de tempo que passa com eles, por estar na corrida dos ratos pra pagar a escola, viagem pra Disney, hotel fazenda, brinquedos, celular... um ciclo vicioso.

    Exemplos

    Não faltam exemplos de gente que atingiu a IF mesmo tendo filhos. Vou mencionar os que me vem à cabeça agora:

    Gustavo Cerbasi, 3
    Viagem lenta, 1
    Pensamentos Financeiros, 1
    What life could be, 2
    Early retirement now, 1
    Retire by 40, 1
    Early retirement dude, 1
    Root of Good, 3
    1500 days, 2

    Conclusão

    Tenho uma amiga que diz que quem não quer ter filhos veio ao mundo a passeio. Não concordo com essa visão. Ninguém é obrigado a ter filhos. Se me dizem que não quer filhos porque não tem grana acho super legítimo, melhor que por os coitadinhos no mundo pra passar necessidade.

    Se não quer porque não gosta de criança ou não tem paciência, tranquilo. Ninguém é obrigado a gostar. Mas se diz que não quer porque vai atrapalhar a conquista do próximo milhão... acho triste. Enfim, aí é uma decisão tomada apenas do ponto de vista pessoal, pois tecnicamente é possível.

    Faltam 167 dias.

    segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

    Balanço - Novembro/2018


    Bem, amigos, mais um mês com despesas imprevistas mas pelo menos o mercado colaborou.

    Vamos aos números:
    • Renda Fixa (CDB, LCx):  0,56% - acabou a festa 
    • FGTS: 0,24% - sem comentários
    • Ações:  2,76% - muito bom, destaque para HGTX3 que subiu 13% 
    • FIIs: 1,63% - ótimo, ah se fosse sempre bom assim... enfim me livrei do MFII11 e a maior alta foi o lixo FAMB11B com 21%
    • EUR: 3,76% - leve alta do euro
    • USD: 5,5% - leve alta do dólar e IVVB11
    • Stock plan: 0,74% - andou de lado 

    Alocação:
    Renda FixaRenda VariávelMulti mercado
    43,2%28,2%28,5%

    Outros ativos:
    • Colchão de segurança (Tesouro SELIC, Fundo DI): 0,39%
    Concluindo:
    • Rendimento global da carteira: 0,98% - ótimo; no ano 7,45%
    • Taxa de poupança ( (receitas - despesas) / receitas) de acordo com o GuiaBolso: 23%
    Todas rentabilidades acima são líquidas, com exceção de previdência privada. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pra cá, mais multas e impostos.

    Indicadores do mês:
    • CDI: 0,49% - dobrei a meta; acumulado 5,9% no ano
    • IPCA: -0,07% - superei; no ano acumula 3,74%
    • Poupança: 0,37%; no ano acumula 4,24%
    Próximos passos... CDB, LCx, TD IPCA 2045, GGRC11 e HGBS11 ou qualquer FII que preste, de preferencia no ramo de logística ou shopping.

    A curto prazo vários desafios (buchas) no trabalho. Melhor nem pensar, é baixar a cabeça e esperar. Haja resiliência.


    Faltam 179 dias.