Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador aposentadoria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aposentadoria. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de abril de 2026

Balanço - Março/2026

Pois é, mais uma guerra no Oriente Médio. Fiquei só vendo meu patrimonio derreter. Acho que poucos investidores escapararam, né ?

Vi que o André "Viagem Lenta" vai voltar a trabalhar depois de 16 anos vivendo de renda. Passou num concurso ! Por essa nao esperava. Fiquei pensando se nao vai acontecer comigo. Passados vários anos sem trabalhar, será que vou precisar de um desafio intelectual que me faça voltar ? 

Trabalhar - aí que está. Não é necessariamente ter um emprego.

Eu andei produzindo uma música aqui e digo pra vcs, isso dá muito trabalho ! Pra fazer a coisa soar minimamente decente demora bastante. E eu ainda estou longe de chegar num resultado realmente profissional. Ainda tenho muito o que aprender. Muito trabalho pela frente !

A música é uma imensa fonte de trabalho. Falei só de produçao. Vc ainda pode aprender diferentes instrumentos. E diferentes estilos de música. As combinações vão se multiplicando. Trabalho para uma vida inteira.

Ou meu saco vai encher logo depois de ter dominado o rock, blues e jazz em 3 instrumentos e estiver aprendendo flauta barroca? Quantos anos se passarão até lá ?

Não sei. Vamos ver o que eu invento.

Mas o caso do André confirma algo que já falei aqui no blog. Uma das melhores formas de se mitigar o risco de se aposentar cedo e depois ficar sem grana ou entendiado é justamente se aposentar cedo. Ele parou com menos de 40 e agora com 50 e pouco, ainda é relativamente jovem e tem saúde para ter um emprego.

 

Desempenho da carteira

Todas rentabilidades abaixo são líquidas, com exceção de previdência privada. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pro Brasil, mais multas e impostos.
 
Tesouro direto (Pré-fixado, IPCA, Selic): -0,4%
Até que caiu pouco.
 
Renda Fixa (CDB, LCx, Debêntures): 0,9%
Fundos de Infra deram um yield de 1,06%. Minha planilha tava bugada, não considerava a caixinha do Nubank a 120% do CDI. Um pecado ! Escadinha de CDB foi devidamente renovada com a reaplicação dos papéis vencidos.

Fundos: -2%
Acabou o bull market.

Ações: -8,8%
Matando a saudade dos velhos tempos.

FIIs: -1,8%; DY do mês ficou em 0,93% 
Em linha com quase todo o resto - um desastre.

EUR: -5,6%
Valorização do real e ativos indo ladeira abaixo.
 
USD: -6,1%
Madeeeeira !!!!

Veja detalhes atualizados sobre a carteira no meu Painel de Controle.


Outros ativos


Reserva de segurança (SELIC, RF): 1,2%
Número meio elástico. É que fechei já nos primeiros dias de abril, entao ficou um mes com mais de 30 dias.

Tristeza.


Resultado do mês


Rendimento global da carteira: -2%, acumulando -0,2% no ano
Rendimento real nos últimos 12 meses: 6,4% 
Taxa de poupança: -2,4%
 
Indicadores:

CDI: 1,21%, acumulando 3,35% no ano
IPCA previsto: 0,44%, acumulando 1,35% no ano
Poupança: 0,6744%, acumulando 1,98% no ano

Melhores investimentos do trimestre: Ações (3,9%), RF (2,1%), TD (1,7%) 
Piores: EUR (-5,6%), USD (-6,1%), Prev Privada (-0,5%)
 
Ano começou bem mas rapidinho todos os ganhos foram devolvidos. Agora tem que remar tudo de novo, com objetivo de superar pelo menos a inflação.
 
 

Próximos passos  

 
Depois de consertar a RF agora meu foco é FIIs, nos poucos que ainda valem a pena. Também o combalido e fora de moda IVVB11 deve receber algum aporte nos próximos dias.
 
Hoje pedi demissão.
 
Faltam 54 dias. 

terça-feira, 16 de junho de 2020

Aposentadoria pelo INSS



Se eu disser que não conto com o INSS estarei mentindo. Nos meus cálculos considerei que eu e a patroa vamos receber um salário mínimo a partir dos 65 anos de idade. É um número conservador, porque na maior parte do tempo eu contribuí mais do que isso. Mesmo que tivesse contribuído menos, não existe pensão menor que o salário mínimo. Sem falar que já contribuí 26 anos, não dá pra desprezar tanto tempo ! Quero minha fatia do bolo !


Daí outro dia bateu a curiosidade de saber quanto eu receberia, se não contribuísse mais nada, se hoje eu tivesse 65 anos. Primeiro fui na página do INSS, tentei simular mas deu pau.



Aí acabei indo pelo caminho mais difícil: calculei na mão... Tudo que vou falar a seguir é o que vale pra mim. No final do post vou deixar uns links que me ajudaram, e provavelmente ajudem você também.

Atualização 19/06/20: consegui simular pelo app no celular ! 
O tempo bateu com minha planilha, porém ele não calcula o benefício pois ainda não tenho direito.

Quando joguei a toalha eu tinha 45 anos e já tinha contribuído 26 anos. Ainda assim, como não iria me aposentar nos próximos anos, não entro em nenhuma das regras de transição. No meu caso, como me filiei ao INSS antes da reforma, só posso me aposentar com 65 anos de idade e com pelo menos 15 anos de contribuição. Como já contribuí mais que isso, se eu não fizer mais nada, eu me aposento com 65. 

Recebendo quanto ? O benefício é calculado em cima da média dos salários de contribuição. A partir de 15 anos de contribuição o homem recebe 60% dessa média, ganhando mais 2% a cada ano depois de 20 anos de contribuição. Chega a 100% (aposentadoria integral) somente com 40 anos de pagamento.



Detalhe que essa média só leva em conta os salários desde julho de 1994. As contribuições anteriores só contam pra saber se você já tem pelo menos 180, não pelo valor. Tenho poucas contribuições na era pré-real, todas com salário baixo. Ou seja, pra mim não faz diferença.

Estes foram os passos:

1. Baixei meu extrato de contribuições na página do INSS
2. Levantei todos meus salários de contribuição
3. Apliquei a correção monetária
4. Calculei a média
5. Apliquei o percentual pela regra acima (26 anos = 72% do benefício)

E o que que deu ?

Cerca de 3 salários mínimos !!!

Maravilha ! 

Porém eu gostaria de manter o direito aos outros benefícios do INSS tais como aposentadoria por invalidez e auxílio doença. Pra isso eu tenho que manter a qualidade de segurado, ou seja, não posso parar pra sempre de contribuir. Nesse momento estou nos últimos dias do meu período de graça, prestes a perder a qualidade de segurado pois já vai fazer um ano que pedi demissão. 

Como contribuinte facultativo eu perco a qualidade de segurado 6 meses depois da última contribuição. Daí pensei e vou fazer o seguinte: contribuirei 3 vezes por ano, a cada 4 meses, só pra manter a qualidade de segurado e ter direito a todos os benefícios. 

Não adianta eu começar a contribuir em cima de 3 salários mínimos e daqui 10 anos vierem com outra reforma me ferrando mais ainda. Por isso, em princípio, vou contribuir pelo salário mínimo mesmo, mesmo que signifique uma redução no benefício final. Isso porque como disse a maioria das minhas contribuições foram superiores ao salário mínimo, sendo uma boa parte delas pelo teto. 

Aqui vem uma parte que eu não entendo que é a alíquota. O facultativo que contribui com 20% em cima de qualquer salário (do piso ao teto) tem direito a aposentadoria por idade ou tempo de contribuição naquele valor. Porém, que eu saiba, agora só existe aposentadoria por idade, a menos que você entre em alguma regra de transição, o que não é meu caso. 

Já quem contribui com 11% só pode fazê-lo sobre o salário mínimo e só poderá se aposentar por idade. Mas na hora de se aposentar por idade não tem que ver quantos anos contribuiu pra ver quantos por cento da média vai receber ? E não tem que ter pelo menos 180 contribuições ?? Então o tempo conta ou não conta ?

Enfim, simulando aqui essa estratégia de contribuir a cada 4 meses só pra manter a qualidade de segurado, meu benefício final se reduziria em cerca de 5,5%. Seriam 57 contribuições até os 65 anos. Se por um lado teria mais meses (alíquota de 11% vale ?), o que aumentaria o percentual, por outro lado a média se reduz pois estaria adicionando contribuições mais baixas, em cima de um salário mínimo apenas.

Pra não haver nenhuma redução eu teria que, adicionalmente, contribuir mais 4 anos com base em 3 salários mínimos, totalizando 105 contribuições ou cerca de 9 anos.

Outra idéia seria simplesmente contribuir a cada 4 meses em cima de 2 salários mínimos. Assim manteria a qualidade de segurado e no final o benefício ainda seria de 3 salários mínimos, por volta de 3135 reais.

EstratégiaContribuiçõesSegurado ?BenefícioContribuição adicional total (20%)
1Só as que fiz até hojeNão3135N/A
2+ a cada 4 meses, salário mínimoSim296012000
3Situação 2 + 48 contribuições de 3 salários mínimosSim313542000
4Como a 2, porém em cima de 2 salários mínimosSim313524000

Se eu tivesse certeza que daqui alguns anos outra reforma não viria me ferrar eu começaria com o número 4. Por isso acho que vou começar conforme o 2, só faltando saber qual a alíquota - 11% ou 20%.

E você, o que acha do INSS ? Tem lugar pra aposentadoria oficial no seu planejamento financeiro ?

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

De calças arriadas: previdência privada


Salve, amigos nerds das finanças !

Estou retomando a série mostrando detalhes da minha carteira. A evolução da minha história como investidor foi assim (clique nos títulos para ir ao post com mais detalhes):

1.     Poupança (não tenho mais)
3.     Investimentos off-shore (a ser detalhado num post futuro)
4.     Ações
5.     Títulos privados - CDB, LCx (LC, LCA, LCI)
6.     Títulos públicos
7.     Previdência Privada
8.     FIIs

Hoje o assunto é previdência privada, modalidade odiada por muitos e pouco entendida por mais gente ainda. Vou falar da minha experiência e estratégia somente. Para entender o post é preciso saber como funciona VGBL, PGBL, tributação e tal. Recomendo uma busca na internet que tem muito material.

Durante muito tempo eu não dava a menor bola pra previdência privada. Descontava todo mês do salário e pra mim aquilo era dinheiro perdido, porque não tinha liquidez imediata como a poupança ou um fundo de renda fixa. Eu não entendia nada do que estava fazendo.

Quando descobri que podia atingir a independência financeira aí sim eu procurei saber quanto tinha lá, como funcionava e como usar aquilo na minha caminhada. Na minha estratégia a previdência privada tem estes papéis:
  • Gerar restituição de imposto de renda via plano PGBL
  • Planejamento sucessório: fora da alocação de ativos, será o último ativo a ser consumido. O que sobrar ali fica de herança e pra cobrir despesas da minha família caso eu venha a morrer, incluso custo de inventário.
Atualmente conto com dois planos, um PGBL e um VGBL. Clique aqui para ver o gráfico de desempenho. São eles:

Itaú Flexprev XVI Renda Fixa (PGBL)
Plano oferecido pela empresa, onde eu contribuo com 4% do meu salário e a empresa iguala a contribuição. Está na modalidade PGBL, que me permite abater a contribuição da base de imposto de renda. Minha regra é contribuir voluntariamente (além do desconto em folha) um valor correspondente ao imposto economizado, todo ano. Exemplo: se num ano contribuo via folha de pagamento 10 mil, isso gera um abatimento de 2.750 (27,5%) na base de imposto, daí faço uma contribuição voluntária nesse valor.

Detalhe pouco usual pelo que vejo por aí é que esse plano está com tributação progressiva. Porque ? Na hora de optar eu só pensava que ia sair fora daquele emprego no ano seguinte e a primeira faixa na modalidade regressiva é 35%... Como minha idéia era sair e sacar tudo, deixei como progressivo.

Pensei várias vezes em mudar pra regressiva definitiva mas resolvi deixar como está. Eventualmente posso tirar vantagem disso e fazer saques de tal forma que o imposto de renda fique em 7,5%, o que é excelente se comparado aos 15% da renda fixa.

Itaú Flexprev Premium V20 (VGBL)
Este plano investe 20% em renda variável. Já que ações é o melhor pra longo prazo e isso aqui é o investimento de maior prazo que eu tenho, combinou perfeitamente. Comecei ele numa tentativa de diversificar além de fundos de investimentos, em algo que não sofresse do maldito "come-cota". Como já tinha um PGBL com tributação progressiva, optei por VGBL com tributação regressiva.

Em nenhum dos planos jamais paguei taxa de carregamento, nem existe taxa de saída.

Acho que é isso. Deixe seu comentário e obrigado pela visita !!!

Faltam 136 dias.

    terça-feira, 13 de novembro de 2018

    Orçamento pós-IF


    Vamos recapitular:

    1. Há algum tempo publiquei aqui a metodologia que uso para calcular meu número mágico.

    2. Depois mostrei a evolução do meu plano para viver de renda passiva, como vou investir o valor definido no passo 1

    Agora vou trazer ao mundo a primeira pincelada sobre como essa renda passiva vai financiar meu estilo de vida durante as próximas décadas.

    Desde que descobri o conceito de Independência financeira e percebi que era possível venho aperfeiçoando um orçamento baseado na planilha de número mágico apresentada.

    O plano seria declarar IF em meados de 2019 e durante os primeiros anos viajar bastante ou mesmo morar fora. Portugal ? Espanha ? Canadá ? Austrália ? Bielo-rússia ? Ainda não sei. Seguem os anos com eventos marcantes:
    • 2019 - declaração de Independência Financeira
    • 2020~2025 - "sabático" com viagens ou morar no exterior
    • 2032 - filha inicia faculdade
    • 2037 - fim da faculdade, menores despesas
    • 2039 - teoricamente poderei começar a receber uma esmola do INSS e da previdência privada
    • 2054 - idoso, vou morar numa casa de repouso
    Eventos periódicos:
    • Viagem internacional - aproximadamente a cada 3 anos
    • Compra de carro - a cada 5 anos vendo meu carro, boto mais 15 mil em cima e compro outro
    Elementos do orçamento:
    • Saúde: ponto mais difícil de estimar. Basicamente peguei valores de plano de saúde que ouvi de pessoas conhecidas, lancei e interpolei os valores que não tinha. Coloquei um aumento significativo a partir dos 60 anos. Inclui remédios.
    • Lazer/viagens: como explicado quero aproveitar bastante no começo, como uma espécie de sabático. Não sei se vai rolar mas melhor já deixar reservado no orçamento. Depois retorno a um nível parecido com o de hoje e diminuo bastante na velhice, restando ali somente eventuais excursões para idosos.
    • Moradia: gasto mais no começo por conta de viagens e AirBnb, depois devo firmar base no Brasil e alugar apartamento ou casa em algum lugar com bom custo/benefício. Nesse meio tempo meu apartamento atual ficaria alugado. Quero vendê-lo quando o mercado estiver melhor, podendo comprar outro pra eliminar essa despesas mas ainda não sei, prefiro assumir que vou morar de aluguel por enquanto. Aos 80 anos vou morar numa casa de repouso.
    • Alimentação: no começo diminuo um pouco os gastos assumindo que vou comer mais em casa, depois restam somente eu e minha esposa e por fim reservo um dinheirinho pra comer fora de vez em quando com a família ou a turma do asilo.
    • Transporte: não ando muito de carro hoje e atingindo a IF não vejo motivo pra aumentar. Deixei no mesmo patamar e incluí um valor pra trocar de carro a cada 5 anos
    • Empregada: eu e a patroa vamos fazer tudo em casa até uns 70 anos e daí acho que não vai ter jeito, vamos procurar uma
    • Filho: basicamente gastos com educação são a maior parte do valor, que vai subindo até a faculdade e depois suponho que ela vai arrumar emprego e dar seus pulos. Dali pra frente só reservei um valorzinho pra dar um presentinho no aniversário ou natal.
    • Outras despesas: chute baseado no meu padrão atual
    O número mágico calculado pela planilha ficou na faixa de 3,1 milhões de Bolsonaros, em valor de hoje. Deve ser suficiente... Pela regra dos 4% daria 10 mil por mês. Como não pretendo deixar herança posso gastar até mais e nem contei meu apartamento, que vai estar gerando alguma renda de aluguel e ainda pode ser vendido pra engrossar o caldo.


    Idade 44
    Idade ao se aposentar 45
    Tempo até aposentadoria (anos) 1
    Expectativa de vida 100
    Expectativa de período de recebimento 55 Anos
    Ano da aposentadoria 2019
    Ano do fim do dinheiro 2073


    Quanto seria preciso ter aplicado para cobrir as despesas ? R$ 3.125.870
    Para preservar o principal (média de gastos e juros) 4.121.925

    Esse número é coerente com o calculado no meu plano para viver de renda passiva, onde eu distribuí o dinheiro entre vários ativos e estimei uma taxa de retirada para cada um deles. Embora ali o cálculo tenha sido em cima de uma despesa mensal média de R$ 9.000, o plano pode gerar mais pois existem várias margens de segurança e como dito não faço questão de deixar herança. De fato, pelo orçamento a média de despesas até o fim da vida ficou em torno de R$ 12.000, enquanto que o tal plano poderia gerar até R$ 16.000 por mês.

    Por fim, tudo isso está em constante revisão mas já que a idéia do blog é narrar minha jornada e trocar experiências, lá vai a primeira versão do orçamento detalhado pós-IF... download aqui.

    Este é o paradoxo da aposentadoria precoce. Se trabalhar até os 70 junta mais dinheiro mas corre o risco de não conseguir aproveitar; se trabalhar até os 40 tem mais chance de aproveitar a vida mas existe risco pois só Deus sabe o que pode ocorrer nos 50 anos seguintes.

    Não dá pra ter tudo.

    Faltam 199 dias.

    segunda-feira, 17 de abril de 2017

    Mais sobre o número mágico


    Outro dia trombei com esse vídeo do Primo Rico, que eu achei muito didático, muito claro. Acho esse approach de partir de quanto vc quer ter de renda passiva mais interessante que o tal 4% de TSR. Sua "TSR" será X por cento, dependendo de quanto vc precisa pra se sustentar.

    A aplicação que vai te dar esses X por cento vai variar ao longo do tempo, conforme o mercado muda. Não é a toa que sempre recomendam diversificar.

    Feliz IF !

    sábado, 4 de março de 2017

    Qual o número mágico ?

    Já li bastante sobre TSR, Trinity Study e tal. 4%. Legal. Porém sao estudos baseados no mercado americano. Você tem que ter muito culhão pra se declarar vagabundo, ir curtir a vida e largar sua grana ao sabor do mercado por 50 anos. Por isso persigo um outro metodo.

    Em busca do numero magico eu baixei varias planilhas ao longo do tempo e fui mexendo até chegar nesta que eu gostaria de compartilhar com vcs. Ainda tem algumas coisinhas que eu queria melhorar, mas no estagio que está já pode ser usada, espero que seja util para alguem.

    Serve tanto para calcular o numero magico quanto para fazer algum acompanhamento e ajustes pós-IF.

    Orçamento para aposentadoria

    Na primeira parte vc vai estimar todos seus gastos, do ano em que pretende parar de trabalhar até sua morte. Estes gastos vao variar. Na velhice vc vai gastar com remedios e assistencia medica. Se tem filhos, tem despesa com educaçao por muitos anos. Por isso nao acho a TSR constante um calculo seguro.

    Todos os numeros devem ser colocados como valor de hoje. Se um plano de saude para alguem de 70 anos custa hoje 2000, coloque 2000 como o valor que vc vai gastar com plano de saude quando tiver 70 anos.

    Aqui tambem entram eventuais receitas pós-IF, obtidas de atividades como aluguel ou algum trabalho que vc venha a exercer. Receitas de investimentos nao entram.

    Na coluna "Inflação do ano" vc pode ir registrando a inflação real ano a ano. Baseado nesta coluna será calculada a inflação média que vai ser usada para corrigir o valor das despesas. A idéia é acompanhar e cortar gastos se necessário. Voce nao precisa registrar a inflação real no entanto; vc pode manipular os numeros conforme achar que a inflação vai aumentar ou diminuir nos anos seguintes.

    Esta inflação media deve ser contada a partir do ano de inicio da IF. Mais uma vez me falta conhecimento em excel pra fazer isso automaticamente, entao vc vai ter que adaptar. Sorry.

    Pensei em colocar ano a ano o rendimento da carteira e usar esse valor para corrigir o investimento na aba "Fluxo" mas deixei assim mesmo por enquanto.

    Quanto precisa

    Na aba "quanto precisa" vc coloca sua idade, idade quando pretende se aposentar, inflação prevista e a rentabilidade do seu portfolio. A inflação prevista aqui só serve para calcular os juros reais.

    Por estar alem dos meus conhecimentos em excel, note que vc precisa coordenar o ano da aposentadoria com a aba anterior. A planilha só contabiliza as despesas e portanto calcula quanto vc precisa para atingir a IF a partir do ano em que vc escolheu parar de trabalhar.

    NPV - neste campo eu por curiosidade pus o resultado de uma formula, só pra comparar se a soma das despesas está muito fora. Tambem tem q coordenar com o ano de inicio da vagabundagem, aposentadoria ou IF.

    Fluxo

    Daí na terceira aba, que nao deve ser alterada, a magica acontece. Ano a ano ela vai calcular suas despesas corrigidas pela inflacao média calculada na primeira aba. Em paralelo vai calcular quanto vc precisa ter na carteira para, rendendo o que vc projetou na segunda aba, cobrir as despesas daquele ano. Somando esse valor ano a ano ele chega no numero magico - quanto vc precisa ter para cobrir suas despesas pro resto da vida.

    IMPORTANTE: se tudo ocorrer como planejado, no final a carteira vai a zero e o cara morre pobre ! Entao seja generoso quanto a expectativa de vida.

    Vira e mexe eu brinco com os numeros. Nesse momento estou projetando parar daqui 3 anos com uma carteira rendendo 2,05% ao ano já descontada a inflação. O numero magico é 2,3 milhoes.

    Por curiosidade ela calcula tambem qual seria a TSR ano a ano. A minha deu em media 3,13%.

    Sugestões sao muito bem vindas. Baixe AQUI.