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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Balanço - Novembro/2025

Como investidor em renda fixa há vários anos, sempre via os papéis desse banco com taxas excelentes porém o rating sempre ruim. Mesmo com FGC, não invisto em banco mal avaliado ou que tenha dado prejuízo recentemente. Sempre olho no bancodata.com.br antes de bater o martelo, então nunca me passou pela cabeça por dinheiro ali.

Vieram à tona história de empresas, fundos e até pessoas físicas com milhões investidos. Assessores que convenceram gente a aplicar uma bolada nos papéis do banco, muito acima do limite do FGC. É inacreditável... pra mim era tragédia anunciada.

Que fique a lição. 

 

Desempenho da carteira

Todas rentabilidades abaixo são líquidas, com exceção de previdência privada. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pro Brasil, mais multas e impostos.
 
Tesouro direto (Pré-fixado, IPCA, Selic): 2,3%
Bombou !!!!
 
Renda Fixa (CDB, LCx, Debêntures): 0,5%
Fundos de Infra empacados deixaram um yield de 0,99%. Na escadinha de CDB vencimentos foram reaplicados. Só quando os juros baixarem essa carteira vai performar direito. Temos SELIC a IPCA+9 enquanto a carteira vai em IPCA+6 mais ou menos.

Fundos: 1,0%
Só alegria ! Esse ano não teve come-cotas que segurasse o desempenho !

Ações: 2,5%
Podia ser mais ! Fiquei sabendo da bonificação de 40% da EGIE3 e decidi comprar mais pra vender as bonificações quando pudesse. Acho que foi cagada. Devia era ter vendido pra comprar agora depois dessa queda de 40%... No lado positivo, queimei o restinho de SEER3. Resquícios de quando eu ainda acreditava em stock picking e tentava implantar a estratégia do Joel Greenblatt.

FIIs: 1,5%; DY do mês ficou em 0,97% 
Excelente mês para os FIIs.

EUR: -1,1%
Não sei o que acontece aqui. Tenho que parar pra ver uma hora.
 
USD: 2%
Ouro disparado; não vendo porque não tenho mais prejuízo em ações pra compensar.

Veja detalhes atualizados sobre a carteira no meu Painel de Controle.


Outros ativos


Reserva de segurança (SELIC, RF): 0,9%
Não dá pra reclamar !

Meia-boca.


Resultado do mês


Rendimento global da carteira: 0,9%; no ano 8,8%
Rendimento real nos últimos 12 meses: 3,6% 
Taxa de poupança: 18%
 
Indicadores:

CDI: 1,05%, acumulando 12,94% no ano
IPCA previsto: 0,2%, acumulando 3,94% no ano
Poupança: 0,6642%, acumulando 7,5374% no ano

O que dizer ? Quase tudo subiu e a IF está ficando mais gorda !

 
Próximos passos  

Pensando esses dias se vou inventar uma ocupação de fachada ou falar mesmo pra todo mundo que aposentei. Ninguém vai entender ! Vão achar que sou ex-político ou policial ou sei lá o que.

Faltam 178 dias.

domingo, 17 de outubro de 2021

Investimentos no exterior - Atualização 2021


Já faz um tempo que escrevi sobre isso aqui e já estava na hora de fazer uma revisão. Algumas coisas mudaram. Para quem tiver curiosidade, veja o post anterior:


Pois sem mais delongas vamos mais uma vez arriar as calças e mostrar o que há por debaixo dos panos.

Dólar


Estes ativos, com exceção de IVVB11, são parte de uma previdência privada que eu tive numa temporada que passei na terra do tio Sam. Como antes da aposentadoria não posso acessar sem pagar uma bela multa, penso em parar de considerar como parte da carteira, assim como a previdência privada que tenho no Brasil. Esta conto como um ativo à parte que, assim como a reserva de emergência, não entra na estratégia de alocação de ativos. Por enquanto fica assim mesmo.




Rentabilidade anualizada

Ativo
Expense ratio3 anos5 anosAlocação atualAlvo
IVVB11S&P 500
27,36%28,47%31,41%37,50%
Vanguard Institutional 500 Index TrustS&P 5000,015%15,67%16,43%29,79%25,00%
Vanguard Institutional Extended Market Index TrustMid e small caps - EUA0,039%15,99%16,90%16,51%12,50%
Vanguard Institutional Total Bond Market Index TrustTítulos do tesouro americano e de empresas0,028%5,43%2,99%9,65%12,50%
Vanguard Wellington Fund Admiral SharesFundo Multimercado0,170%12,06%11,56%12,65%12,50%

Basicamente só rebalanceei ano passado depois do crash e depois não mexi mais. Preciso rebalancear de novo porque o S&P 500 não parou de subir.

Não sei se é correto contar IVVB11 como investimento no exterior sendo que o papel é negociado no Brasil. Mas é lastreado em ativos dos EUA.

Juntando tudo dá 8% da carteira global.

Performance da carteira USD:

2017 - 13%
2018 - 9%
2019 - 29%
2020 - 50%
2021 até agora - 17%


Euro


Resultado de alguns anos de trabalho no velho continente.




Rentabilidade anualizada

AtivoDescriçãoExpense ratio3 anos5 anosAlocação atualAlvo
PoupançaCash
0,10%0,10%39,67%18,18%
ARERO - Der Weltfonds LU0360863863Fundo Multimercado0,50%10,35%7,78%17,93%18,18%
Amundi IS MSCI Emerging Markets AE-C (LU0996177134)Fundo de índice – ações de países emergentes0,75%10,72%7,88%13,19%18,18%
Amundi IS FTSE EPRA NAREIT Global AE-C LU1328852659Fundo de índice – imóveis em países desenvolvidos0,34%9,39%5,13%8,49%9,09%
Amundi Index Msci World Ae (Eur) Acc (LU0996182563)Fundo de índice – ações globais0,40%13,06%12,84%13,05%18,18%
Vanguard Eurozone Inflation-Linked Bond Index Fund Investor EUR Accumulation IE00B04GQQ17Fundo de índice – títulos europeus indexados à inflação0,12%4,88%2,70%7,47%18,18%

Antigamente, quando trabalhava numa multinacional, eu tinha ações via Stock Plan numa bolsa da Europa mas ano passado vendi tudo e migrei pros fundos de índice acima. O mesmo aconteceu com os ETFs que investiam em bolsas da Europa. Não sou muito fã delas. Várias estão estagnadas no mesmo patamar há muitos anos, como por exemplo a da França. Todo esse movimento visou uma melhor diversificação e também simplificação. Tenho uma grana parada que estou jogando aos poucos nos fundos de índice.

Juntando tudo de euro, dá 11% da carteira global.

Rentabilidade da carteira EUR:

2017 - 11%
2018 - 2%
2019 - 10%
2020 - 36%
2021 até agora - 1%


Conclusão


De 2 anos pra cá pulei de 13% para 19% a alocação em investimentos no exterior. A tendência é aumentar. Quero deixar esse dinheiro rendendo e gastar de vez em quando em viagens.

Composição geral dos meus investimentos no exterior:

Classes de ativoCashMultimercadoReal stateRFRV
Alocação atual19,85%15,30%4,25%8,57%52,02%
Alvo9,09%15,34%4,55%15,34%55,68%

A partir de um certo patrimônio é interessante ter algo no exterior, como seguro e como diversificação. O Brasil é muito instável. É como um bêbado passeando na beira de um precipício. O cara se diverte mas o risco de cair no buraco está sempre presente.

Bye !

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Mais sobre meu auto-exílio


O leitor AdvFire, que foi até entrevistado no podcast do Sr.IF365, me mandou várias perguntas sobre como vim parar aqui e como vou me virar com dinheiro nesses anos. Ele está nos últimos anos da fase de acumulação, já pensando concretamente em chutar o balde e também passar uma temporada (ou várias, não sei) no velho mundo.

Agradeço ao AdvFire pela visita ao blog e pelo interesse ! Entendo perfeitamente a solidão de quem está nessa caminhada, em meio a um mundo afogado em dívidas e consumismo fútil. Só mesmo na internet pra achar alguém com quem conversar sobre o assunto. Além dos blogs é possível falar de IF neste fórum do Reddit.

Resolvi fazer esse post pra responder, pois ao mesmo tempo acho que pode ser útil a outros leitores que almejam a mesma coisa: morar fora do país mesmo que seja por algum tempo, logo após conquistar a independência financeira, ou até durante um período sabático (semi-FIRE).

Então o que eu levei em conta pra partir pra esse auto-exílio ?


Pra escolher qual cidade viria não levei em consideração a qualidade de serviços públicos pois basicamente isso é padrão em toda Europa ocidental, variando do razoável ao bom. Levei mesmo em conta foi o custo de vida. Tinha que ter um custo de vida mais baixo e uma oferta razoável de atrações, ao lado de uma cultura que eu já conhecesse de viagens anteriores. Malha de transportes razoável pra visitar cidades ao redor também, mesmo que não tivesse aeroporto internacional.
 
O segundo fator que levei em conta foi a possibilidade de tirar cidadania. Isso nem é pra mim, e sim pra minha filha. Se não fosse por ela eu nem tinha me mudado, teria ficado no Brasil mesmo. Se um dia o Brasil virar Venezuela, ela terá um plano de fuga. Eu já estou velho, pra mim passaporte europeu só vai servir quem sabe um dia pra ir pra Miami comprar muamba sem precisar de visto.

Assim como o Sr. IF365, Corey e o Viver de Dividendos, não fiz Declaração de saída definitiva. Minha saída nem é definitiva, cacete !! Não vou esquentar cabeça com isso por causa de alguns anos. Recomendo este vídeo do Viver de Dividendos sobre o assunto. É polêmica a questão, não recomendo fazer como fiz e sim estudar e ver o que fica melhor pra cada um.

Voltando ao ponto do custo de vida, no meu orçamento pós-IF estão previstos gastos com viagens a lazer, tanto domésticas quanto internacionais. Penso em ir ao Brasil uma vez por ano ver a família e, conforme o calendário escolar permitir, dar um pulinho em outras cidades/países. Recomendo estes 2 posts para mais detalhe - alguma coisa já mudei mas o fundamental está ali ainda:
A parte cash da carteira detalhada acima está sendo parcialmente consumida agora mas a partir do ano que vem será reposta com remessas, provavelmente bimestrais. Não recomendo levar muito dinheiro de uma vez, melhor ir aos poucos, investindo e fazendo preço médio.

Aluguei uma casa já mobiliada, o que é uma mão na roda pra quem tá chegando. Pra quem quiser ver preços de móveis, é só procurar no site do Ikea – loja super conhecida, presente em vários países. Tirando os custos iniciais de mudança, calculo viver com cerca de 1900 euros por mês, sem muito luxo. Se quiser morar no melhor bairro, numa casa bacana, ter um bom carro, jantar fora todo fim de semana, ficar em bons hotéis quando viaja, calcule logo 3 ou 4 mil. Aí você vive bem em Portugal, Espanha, leste europeu e algumas regiões da Itália e França eu acho. Da Suiça pra cima o bicho pega, o custo de vida é bem mais alto. Site recomendado para comparar o custo de vida em várias cidades do mundo: Numbeo.

Se a coisa apertar minha ideia é diminuir o padrão de vida. Nada de voltar ao Brasil antes de conseguir cidadania ! Cortar viagens, restaurante, morar numa cidade mais barata, numa casa mais barata, tudo é válido. Meu plano tem flexibilidade e várias linhas de defesa. Mais detalhes sobre os planos A, B e C no post abaixo:
Acho que é por aí. Na verdade, não importa onde você mora – São Paulo, Tóquio ou Paris. No fim vira tudo uma taxa de retirada em cima de uma carteira e as estratégias para fazê-la render mais – isso sim me interessa.

Qualquer dúvida, deixe seu comentário que eu vou respondendo.

Fui !

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

100 dias de “vagabundagem”


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100 dias sem pisar num escritório, participar de conferências, reuniões improdutivas, fazer malabarismo com várias tarefas “urgentes”, “importantes” e conflitantes entre si, responder e-mails a toque de caixa, ter que ouvir pacientemente os desejos e caprichos de clientes e gerentes.

100 dias sem ver a cor de um contra-cheque.

Não significa 100 dias sem problemas ou sem stress. O que eu menos fiz vou vagabundar. Nesse período trabalhei como carpinteiro, chofer, babá, encanador, secretária, office boy, pedreiro, psicólogo, doméstica e sei lá mais o que.

O que mudou ?


Parti para um auto-exílio e vim parar numa pequena cidade na Europa. Não importa exatamente onde nem como pois o foco do blog não é cultura ou imigração e sim finanças pessoais e a jornada rumo à independência financeira. Pretendo ficar por aqui alguns anos e voltar pro Brasil, a menos que nesse meio-tempo o fascismo de esquerda ou direita tenha “venezuelizado” o país. O motivo da mudança foi expor minha filha a outro idioma e poder viajar com certa facilidade pelo velho continente, coisas que estando no Brasil ficariam bem mais difíceis. Tirar cidadania é a cereja do bolo – um plano de fuga caso um dia precise.

Foi uma mudança bem cansativa. No começo dos preparativos eu ainda estava trabalhando normalmente então imaginem: preparar mudança internacional de mala e cuia e ainda ter que enfrentar trânsito pra passar 9 horas por dia pressionado dentro de uma sala de reuniões. Quem acompanha o blog deve ter percebido como as postagens minguaram.

Chegando aqui tive, como previsto, grande dificuldade pra alugar apartamento. Tive que diminuir exigências e por fim consegui alugar uma casinha meio afastada da cidade que veio com alguns probleminhas, os quais só descobri depois de entrar. Arrumar eu mesmo ou procurar alguém que o fizesse tomou bastante tempo também. Lembro de ter passado um sábado quase inteiro pra trocar a fechadura duma porta que estava prestes a se fechar trancando alguém pra dentro. E por aí vai.

Levo um estilo de vida sem nenhum glamour. Moro numa rua pequena, habitada por gente humilde e aparentemente sem muita instrução. Todos são daqui, ninguém tem pinta de gringo. Não tenho carro e isso nos obriga (sob protestos da patroa) a andar de ônibus ou debaixo do sol escaldante do verão pra fazer as coisas do dia a dia.

Meu custo de vida continua o mesmo do Brasil, mesmo levando esse estilo de vida mais humilde. Lá tudo era mais confortável, sem dúvida. Porém replicar aqui aquele estilo de vida me levaria à falência. Tem sido uma experiência de auto-conhecimento. Estou vendo o quão pobre consigo ser sem dar nos nervos. Algumas coisas me irritam – a cidade muito pequena, a falta de mobilidade e de identificação com o povo do lugar. Não é exatamente o que eu sonhei para um pós-IF mas vou ter que engolir por enquanto, ficar pianinho pelo menos nesse primeiro ano.

O que não mudou ?


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IF não é a solução de todos os males, eu já sabia disso. E posso confirmar que não é mesmo. Você se livra de vários problemas e vários novos aparecem. Alguns você não via pois estava ocupado com o seu emprego. Outros já existiam mas pelo mesmo motivo você não tinha clareza de sua proporção. Já passei por algumas semanas onde eu quis mesmo enfiar a cara no trabalho pra esquecer dos problemas em casa. Agora não dá mais, não tenho mais esse esconderijo.

Por causa da escolha que fiz (mudança internacional), meu custo de vida continua o mesmo.

Reclamações da patroa continuam do mesmo jeito, porém tenho que ouvir com mais frequência por estar mais tempo em casa.

As contas continuam chegando – água, gás, aluguel, telefone, internet, cartão de crédito, etc.

As pessoas te tratam do mesmo jeito – bem ou mal.

Mas valeu a pena ?


Hell YES !

Já vi isso em alguns lugares e vou repetir aqui: prefiro um dia ruim vagabundando do que um dia bom trabalhando numa empresa. 

Eu sei que um dia ruim como vagabundo tem conserto, tem como e vai melhorar, pois agora tenho tempo pra lidar com os problemas fora do trabalho e pra desenvolver meus projetos pessoais. 

Já um dia bom no escritório é só isso – logo vem mais um projeto estressante, um cliente insuportável, um gerente sem noção, uma meta absurda pra cumprir.

Como as pessoas reagem ?


“Aposentado” é uma palavra muito forte, nem pra mim mesmo eu digo isso, quanto mais pra amigos ou pra alguém na fila do mercado. Pra mim estou num sabático por tempo indeterminado.

Pra quem perguntar digo que sou freelancer em TI, trabalho em casa pela internet. Não é mentira, tenho mesmo vontade de fazer isso. E pra quem não perguntar não falo nada e pronto.

IF é um assunto tabu, não adianta. Não dá pra comentar com ninguém, só aqui na blogosfera mesmo. É pior que o cidadão se assumir homossexual. Enfrenta-se mais preconceito, ódio e incompreensão.

E as finanças ?


Por enquanto o patrimônio tem crescido. Só não cresceu mais pois tive muitas despesas pra fazer a mudança e se estabelecer. Ainda estou bem no começo, deixa rolar mais uns meses, e ano que vem vejo se preciso rebalancear. Lembrando que estou gastando em euro tendo a maior parte da carteira em reais, mas assumo esse risco pois serão apenas alguns poucos anos. Estou preparado pra continuar nessa mesmo com mais alguma valorização do euro.

O que eu recebo de aluguel e dividendos de FIIs e ações é suficiente pra cobrir meus custos fixos. O resto tenho retirado da minha reserva em euros. A partir do ano que vem vou por em prática minha estratégia mirabolante pra viver de renda passiva

Próximos passos


Ainda tenho umas coisinhas pra resolver aqui mas enfim retomei meus exercícios e agora é partir pra mais um monte de coisas que ficaram pendentes:
  • projetos pessoais, incluindo este blog
  • vida social
  • fazer freelances de vez em quando
  • cursos de desenvolvimento web, música, carpintaria, culinária
  • explorar fontes de renda passiva ou semi-passiva via internet
  • por a leitura em dia (pensando em assinar Amazon Prime)
  • meditação
Com tanta coisa pra fazer, não sei como tinha tempo pra ter um emprego.

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domingo, 14 de abril de 2019

De calças arriadas: investimentos no exterior


Essa modalidade tão querida na blogosfera... investir no exterior, onde as coisas funcionam, longe da bandalheira deste país subdesenvolvido, corrupto e sempre em risco de se tornar a próxima Venezuela...

Particularmente não tenho uma visão tão pessimista. Se não fosse a vida que tivesse me levado pelo mundo afora acho que minha diversificação no exterior seria só IVVB11 e alguns dólares debaixo do colchão. O problema que vejo são impostos. EUA cobram 30% (1/3 dos seus dividendos vão pro ralo), Europa vai de 20 a 25% dependendo do país... os juros já são baixos e ainda por cima o governo guloso dá essa mordida. Sem falar nas taxas pra transferir o dinheiro pra lá.

Mais fácil chegar na IF aqui que nesses países, pelo menos na minha experiência.

De todo jeito, acho sim que vale a pena diversificar, nem tanto como investimento e sim mais como proteção a partir de um certo patrimônio. Acho que a partir de 500 mil investido vale a pena pensar em formas de desatrelar sua rentabilidade da volátil economia brazuca e sua frágil moeda. Menos que isso acho que vale mais a pena investir por aqui mesmo, deixar os juros compostos fazerem seu trabalho por algum tempo até ter uma quantia mais substancial. Mas enfim, cada um sabe onde dói o calo.

Antes de conhecer o mundo FIRE eu pensava em trazer esses recursos pra cá e aplicá-los em qualquer coisa que rendesse mais. Depois entendi o papel que essa grana podia ter na minha carteira: proteção no longo prazo e seguro contra uma eventual venezuelização.


A evolução da minha história como investidor foi assim (clique nos títulos para ir ao post com mais detalhes):

1.     Poupança (não tenho mais)
3.     Investimentos no exterior
4.     Ações
5.     Títulos privados - CDB, LCx (LC, LCA, LCI)
6.     Títulos públicos
8.     FIIs

Nesse momento tenho 13% da carteira atrelado a ativos no exterior. Minha meta era 10% mas fiz umas revisões e agora é 14%.

Vamos abrir a carteira.

Dólar

Estes ativos são parte de uma previdência privada que eu tive numa temporada que passei na terra do tio Sam. Quero fazer uns ajustes em breve.


Fundo Alocação atual Alvo Tipo Expense ratio 3 anos 5 anos
Vanguard Extended Market Index Fund Institutional Plus Shares (VEMPX) 13.12% 20,00% Mid e small caps 0,050% 45,54% 46,25%
Vanguard Institutional 500 Index Trust 23.94% 40,00% S&P500 0,015% 46,25% 67,81%
Vanguard Institutional Total Bond Market Index Trust 13.47% 20,00% Títulos do tesouro americano e de empresas 0,028% 6,27% 2,73%
Vanguard Wellington Fund Admiral Shares (VWENX) 49,47% 20,00% Multimercado 0,17% 31,44% 44,02%

Fora isso mantenho uma graninha em IVVB11, ETF negociado na B3 que segue a bolsa americana.


Juntando tudo dá 5% da carteira.


Euro

Resquícios de alguns anos de trabalho no velho continente. 


Fundo Alocação atual Tipo Expense ratio 5 anos 3 anos
ARERO-DER WELTFONDS INH. (LU0360863863) 32,3% Multimercado 0,50% 33,9% 26,8%
CS.-STX.EU.600 NR U.ETF I (LU0378434582) 33,7% ETF - 600 maiores empresas da Europa 0,20% 31,6% 26,8%
ISHS CORE DAX UCITS ETF (DE0005933931) 34,0% ETF - Bolsa da Alemanha 0,16% 26,8% 22,8%

Ainda tenho ações via Stock Plan. Ganho 40% de desconto para comprar as ações da empresa direto em uma das maiores bolsas da Europa. Como a chance da ação cair 40% antes de eu vendê-la é praticamente nula, é lucro certo. Infelizmente existe limite no valor que posso investir, senão eu poria meu salário inteiro nesse lance.

Juntando tudo de euro, dá 8% da carteira.

Conclusão

Só pra fazer uma comparação besta, o CDI nos últimos 3 anos rendeu 31%... Acho que foi bom não ter tirado essa grana de lá.

Tem que manter isso. Essa grana terá papel importante no começo da minha IF...

Faltam 47 dias.

domingo, 4 de novembro de 2018

Balanço - Outubro/2018


Bem, amigos, que mês maluco ! Eleições polarizadas, bolsa subindo, dólar caindo e no geral minha carteira segue no passo da tartaruga. Devagar e sempre. Sim, consegui recuperar um pouco na parte de bolsa e FIIs mas a queda do dólar e das bolsas lá fora enterraram minha rentabilidade. 

Vejamos:
  • FGTS: 0,24% - sem comentários
  • Ações: 7,86% - excelente, melhor rendimento que eu já tive
  • FIIs: 2,12% - excelente, ainda com DY por volta de 0,69%
  • EUR: -14% - desastre
  • USD: -12% - massacre
  • Stock plan: -19% - pacote completo: compra no topo, queda de ação e do euro

Alocação:

Renda FixaRenda VariávelMulti mercado
42,1%28,1%29,8%

Outros ativos:
  • Colchão de segurança (Tesouro SELIC, Fundo DI): 0,51%
Concluindo:
  • Rendimento global da carteira: 0,29% - medíocre; no ano 6,36%
  • Taxa de poupança ( (receitas - despesas) / receitas) de acordo com o GuiaBolso: 32%
Todas rentabilidades acima são líquidas, com exceção de previdência privada. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pra cá, mais multas e impostos.

Fazendo uma simulação, vejo que se o câmbio tivesse permanecido estável eu teria fechado com um rendimento global de 1,20%. Paciência.

Indicadores do mês:
  • CDI: 0,54% - tomei uma surra; acumulado 5,41% no ano
  • IPCA: 0,55% - apanhei feio; no ano acumula 3,91%
  • Poupança: 0,37%; no ano acumula 3,85%

Próximos aportes devem ser no arroz com feijão: Tesouro SELIC.

Não vamos desanimar, gente. Sempre ter em mente que você não deve encarar a buscar da IF como uma fuga de um emprego chato e sim como uma caminhada em direção à uma vida mais livre, equilibrada e alinhada a seus interesses.

Faltam 208 dias.