Financeiramente falando não foi um mês favorável. De férias gastei mais do que o normal e como já havia recebido antes de sair, não tive nenhuma renda ativa além de reembolsos de despesas do trabalho. A cereja do bolo ficou por conta da rentabilidade medíocre da minha carteira. Praticamente só meus investimentos no exterior se saíram bem. No Brasil, pra se ter uma idéia da mediocridade, o depósito no FGTS nem ficou entre os piores investimentos. Aparentemente a queda na SELIC me ferrou dessa vez pois os títulos públicos tiveram uma queda. Como tenho muita coisa de Tesouro Direto e fundos atrelados a ele, já viu. É o que explica o vídeo abaixo.
Vamos ao números:
Taxa de poupança ( (receitas - despesas) / receitas) de acordo com o GuiaBolso: -255%
Como no fim de setembro recebi férias, 1/3 e o cacete, em outubro não recebi quase nada e por isso essa taxa e a do mês passado ficaram distorcidas.
Renda passiva de FIIs e ações: 1397,15
Rendimento global da carteira: 0,53% - Medíocre. Acumulado de 2017: 9,85%
Previdencia Privada: 0,53% - já foi melhor
Tesouro direto: 0,39% - ridículo
RF (Titulos privados): 0,76% - ok
Fundos: 0,28% - lamentável ! Alguns multimercados até caíram esse mês
FGTS: 0,24% - sem comentários
Ações: -11,46% - aportes em TAEE11 (quanto mais compro, mais cai) e LAME4 viraram pó
FIIs: 2,74% - enfim andou pra frente, liderado por BRCR11 se recuperando lentamente
USD: 4,74% - aí sim
EUR: 3,91% - beleza
Stock plan: 8,51% - show
Todas rentabilidades acima sao líquidas. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pra cá, mais multas e impostos.
Indicadores do mês:
CDI 0,64% - nao cheguei nem perto esse mês. No ano acumula 8,75% (continuo superando)
IPCA: 0,42% - ganhei...; no ano acumula 2,21%
Poupança: 0,43% - mesmo com desempenho pífio, minha carteira rendeu mais; no ano acumula 5,71%
Alocação atual:
Brasil
Exterior
Fundos
Prev Privada
FGTS
RF
TD
FII
Ações
Stock Plan
EUR
USD
23,9%
10,8%
5,8%
14,9%
22,5%
9,0%
3,9%
2,2%
4,2%
2,8%
Próximos aportes: - Tesouro IPCA 2035 - aproveitando a queda momentânea dos preços - FIIs - TAAE11, LAME4... última chance - algum CDB de liquidez diária se sobrar algum dinheiro Vamos todos nessa lenta e obstinada marcha rumo à independência financeira e à liberdade que ela nos trará.
Inspirado neste vídeo da youtuber Nathalia Arcuri, resolvi enumerar os fatores que me levaram a esta marca simbólica, alcançada após 20 anos de trabalho, por volta dos 35 anos de idade. No final do post farei uma coleção de links para outros milionários.
Mercenário
Dos 20 aos 27 anos eu multipliquei meu salário cerca de 5 vezes. Não queria ficar na mesma empresa mais que 2 anos, ainda mais se sabia que o mercado estava pagando mais. Priorizei empregos que me agregassem conhecimento. Nos primeiros ganhava pouco mas aprendi coisas que valorizaram meu currículo. Era aprender algo, pegar alguma experiência, semear currículos, colher um novo emprego recebendo mais e repetir o ciclo. Depois desse período só ganhei aumento por promoção.
Frugalidade
Ao mesmo tempo que minha renda subia, meu padrão de vida continuava estável. Nessa época eu morava com meus pais e tinha poucas despesas. Fui de um Fusca a um Fiat Uno usado, chegando no topo que foi um Corsa 1.0 zero km e dali não passei. Nunca curti roupas e tênis de marca, tinha uma atitude punk anti-capitalista, era avesso a essas coisas tidas como coisas de playboy. Bem no começo meu salário mínimo nem dava pra comprar essas coisas. Eu juntava alguns meses e comprava um walkman, aparelho de som, CDs ou qualquer coisa que eu estivesse afim. Sempre odiei parcelar e fazer dívida.
Tempo
O componente mais poderoso para qualquer investimento foi primordial para mim. Como consegui passar numa faculdade pública não tinha gastos com mensalidade. Com a frugalidade e baixas despesas (só gastava com livros pra faculdade, gasolina e umas baladinhas de vez em quando) eu consegui guardar dinheiro desde os 20 anos mais ou menos. Imagine o tanto de juros compostos que eu ganhei em cima do que eu poupei ao optar por um carro usado ou popular quando eu tinha 25 anos.
Aportes
Viabilizados pela minha mentalidade mercenária e punk anti-consumista-destrua-o-sistema, feitos desde cedo e com regularidade, estes superaram até mesmo minha ignorância sobre investimentos. Grande parte do meu primeiro sabugo cresceu em poupança e fundos de investimento DI/RF do Itaú. Vejam só, de longe estes não foram os melhores investimentos ! Foi mais importante investir cedo e com regularidade, não importou tanto onde.
Conclusão
Eu nem sabia porque estava guardando essa grana. Vindo de uma família com poucos recursos, aprendi a viver com pouco e guardar dinheiro simplesmente porque ninguém sabia o dia de amanhã, não podia gastar tudo pois podia fazer falta no futuro. IF ? Nem em sonho no começo, só fiquei pensativo quando estava perto do sabugo (ui) mas logo deixei pra lá. Eu não tinha a menor idéia do conceito, muito menos que aquilo era viável pra um proletário como eu.
Espero que meu testemunho e o da Nathalia ajude os leitores em busca do sonhado milhão. Perseverança, gente !
Atualização - abaixo estarei colecionando links para outras pessoas que atingiram essa importante marca:
Mês cansativo, marcado pela frustração com o trabalho e recordes da Bovespa. Pra mim é claro que não posso continuar a fazer um trabalho onde eu não tenha autonomia para decidir como faze-lo da melhor forma. A cultura corporativa me cansa. Penso em iniciar minha retirada dessa vida já no final do próximo ano, através de uma licença não-remunerada. Vamos ver. Neste mês separei as carteiras de ações e FIIs. A planilha do AdP ficou muito louca pra apresentar o acumulado do ano, talvez eu tenha comido bola. Eu só peguei o valor dos FIIs ao final de agosto e joguei em setembro como retirada da carteira antiga e aporte na carteira nova, somente com FIIs. Sei lá, dane-se. 2 CDBs que venceram este mês (um deles pré a 17,50% - bons tempos :) foram reinvestidos em FIIs, ações, ouro, fundo de ações e TD Pré 2023. Ainda sobrou um restinho pra reinvestir em renda variável - ordens estão prontinhas na corretora.
Desempenho do mês:
Taxa de poupança ( (receitas - despesas) / receitas) de acordo com o GuiaBolso: 85%
No fim do mes recebi férias, 1/3 e o cacete, entao essa taxa e a do proximo mês (quando nao receberei praticamente nada) ficam distorcidas.
Renda passiva de FIIs e ações: 1379,86
Rendimento global da carteira: 1,19% - Legal ! Acumulado de 2017: 9,33%
Previdencia Privada: 0,8% - ok
Tesouro direto: 0,94% - bom
RF (Titulos privados): 0,77% - ok
Fundos: 1,04% - bom
FGTS: 0,29% - sem comentários
Ações: 5,93% - sabia que tava subindo pra caramba... POMO3 com 17% foi a maior alta, ELPL4 com -19% a maior baixa
FIIs: -0,45% - no começo era meu orgulho, agora virou uma bela porcaria
USD: 2,68% - oba
EUR: -0,01 - choveu no molhado
Stock plan: 13,27% - enfim compraram na baixa e subiu
Todas rentabilidades acima sao líquidas. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pra cá, mais multas e impostos.
Indicadores do mês:
CDI 0,64% - bati outra vez ! No ano acumula 8,14%
IPCA estimado: 0,12% - ganhei fácil; no ano acumula 1,74%
Poupança: 0,5% - melhor que meus FIIs; no ano acumula 4,69%
Alocação atual:
Brasil
Exterior
Fundos
Prev Privada
FGTS
RF
TD
FII
Ações
Stock Plan
EUR
USD
24,1%
10,7%
5,7%
15,0%
22,7%
8,8%
4,4%
1,9%
4,1%
2,7%
Nos próximos dias estarei tirando merecidas férias. Quero muito espairecer e retornar com novo fôlego pois tenho estado com a cabeça muito ruim, cansado e confuso também com a perspectiva de atingir a IF e o que virá depois. Pareço um cara que se descobriu homossexual e não sabe como contar pra família, não sabe como sair do armário. É assim que me sinto.
Quero virar vagabundo ! Mas não conto pra ninguém...
Atualização: leia aqui versão mais atualizada deste post Desde que descobri a comunidade de independência financeira sempre desconfiei da clássica taxa de 4% por ter vindo de estudos baseados no mercado americano. O nosso mercado é muito diferente, os números são óbvios. Até mesmo para o mercado americano essa regra é constantemente questionada. Um dia lendo o blog "My Money Design" me deparei com um artigo sobre uma tal simulação de Monte Carlo, onde ele questionava a tal regra de 4%. Em síntese, o estudo do William Bengen e o Trinity Study foram feitos em cima de resultados do passado. Obviamente aquela sequência de rendimentos e quedas no mercado com certeza não vai se repetir outra vez, igualzinho aconteceu. Também ninguém pode cravar qual será o retorno da bolsa ano a ano. No método Monte Carlo você simula aleatoriamente os rendimentos ano a ano, dentro do que foram os rendimentos do passado. Infelizmente não sei porque motivo o cara deletou o post. Descobri isso ao procurar outra vez para por o link como referência no final deste post. Porém na hora que vi eu baixei a planilha dele, onde você podia fazer simulações em cima dos retornos da bolsa americana desde 1950. Na hora eu pensei "outro dia eu pesquiso os retornos da bolsa brasileira e ponho aqui pra ver o que dá". Tempos depois eu fiz essa pesquisa e hoje quero mostrar os resultados da brincadeira.
Como funciona
Na aba "Rendimentos" estão os rendimentos de cada índice. Ali pode ser informado a partir de que data será calculada a média e desvio padrão que irão alimentar as simulações.
Na aba "Simulações" aparece o resultado final de cada uma das 1000 simulações, junto com alguns dados estatísticos. Percebi que por conta daquele período da hiperinflação no final dos anos 80 e começo dos anos 90 a simulação ficava muito prejudicada. Eu adaptei a planilha para considerar uma data inicial variável. Para o Brasil a data inicial mais antiga decente parece ser 1996.
Na aba "Monte Carlo" preencha as células verdes e pressione F9. Será mostrada uma tabela com a evolução da carteira de acordo com a taxa de retirada e inflação informados, assim como os retornos gerados aleatoriamente dentro do histórico do índice escolhido. Do lado aparece um gráfico com a evolução da carteira. Tanto o gráfico quanto a evolução da carteira valem somente para a primeira simulação. A planilha original simulava 70 anos de retorno aleatório, uma única vez. A minha simula quantos anos você quiser até máximo 70, e faz isso 1000 vezes. São mil simulações com taxas de rendimentos aleatórias, que estão dentro do que ocorreu desde a data inicial especificada. Para repetir a rodada e gerar mais 1000 simulações basta pressionar F9.
Resultados
Resumo: carteira 1M - TSR x taxa de falha
Inflação
SP500 - 0%; IBOV 4%
Período
SP500 -1/1/1950 em diante; IBOV 1/1/1996 em diante
Indice
Anos
Taxa de retirada
30
40
50
S&P 500
0
0
0
0,5%
IBOV
21
27
34
IBOV USD
54
64
73
S&P 500
0
0
0
1%
IBOV
26
33
40
IBOV USD
60
71
78
S&P 500
0,1
0,2
0,3
2%
IBOV
35
42
50
IBOV USD
66
76
82
S&P 500
0,5
1,5
2
3%
IBOV
40
49
55
IBOV USD
72
79
84
S&P 500
3,5
6,5
8
4%
IBOV
49
54
60
IBOV USD
75
82
87
Dada uma carteira de 1 milhão, simulei diversas vezes cada cenário e anotei a taxa de falha que mais apareceu. Taxa de falha seria a porcentagem de simulações onde a carteira zerou antes de terminar o período.
No cenário pelo SP500 e TSR de 4% durante 30 anos (estilo Trinity Study) a taxa de falha ficou em 3,5%. Nos cenários usando o Ibovespa as taxas de falha foram sempre superiores a 20%. Mesmo adotando um período mais estável (desprezando a época da hiperinflação) e convertendo os retornos para dólar a volatilidade foi imensa, o que provocou uma montanha russa nas simulações. Você pode ver que as vezes a carteira sobe 100% e no ano seguinte cai 60%, ou sobe de novo 80% e daí cai mais de 50% por alguns anos. Veja aba "Monte Carlo".
A média do Ibovespa nominal ficou em 19,78% com um desvio padrão de 45,88% (!); em dólar esses valores ficaram em 18,07% e 55,81% respectivamente (em dólar a variação foi ainda maior). Veja aba "Rendimentos".
Conclusão
De acordo com esse exercício de pura curiosidade ter uma carteira com 100% em ações vai resultar em fortes emoções numa aposentadoria precoce ou não. Nossa economia ainda é frágil e a bolsa vai oscilar bastante a cada crise ou suspeita de crise internacional ou nacional. Muitas ocorrerão ao longo das décadas. Quero pesquisar os retornos de renda fixa para simular nessa planilha também. Abaixo vou deixar vários links que me ajudaram a fazer essa brincadeira, assim como o link para baixar a planilha que eu fiz. Divirta-se ! Links Monte Carlo Simulation: The Basics Monte Carlo Simulation with Excel 45 Anos de Bovespa e 4 Bear-Markets: 3 com Quedas de 80%-90% em Dólar Minha planilha
E lá se vai mais um mês nessa longa, lenta, porém inabalável caminhada rumo à independência financeira. Depois de um período razoavelmente tranquilo esse mês entrei em mais um projeto-roubada. Está claro que não vai dar pra ficar mais 20 anos nessa vida. Enquanto antes minha reação era disparar currículos pro mercado em busca de algo melhor, agora estou mais tranquilo e consciente. A IF é minha única saída.
Eventos que me chamaram a atenção na comunidade FIRE:
- Bill Bengen, inventor da regra dos 4%, deu uma entrevista no Reddit dizendo que agora é 4,5%;
- Descobri o blog Early Retirement Now, que tem uma série sensacional sobre taxa segura de retirada. Segundo o estudo do cara, esta seria 3,25% para quem vai ficar 60 anos vivendo de renda;
- Michael Kitces, outro guru na área, defendeu em entrevista ao Mad FIentist a regra dos 4% inclusive para aposentadoria além de 30 anos.
Particularmente vejo mais factível o estudo do blog Early Retirement Now. Estou lendo aos poucos.
Desempenho do mês:
Taxa de poupança ( (receitas - despesas) / receitas) de acordo com o GuiaBolso: 67%
Renda passiva de FIIs e ações: 1637,96
Rendimento global da carteira: 0,75% - decente. Acumulado de 2017 - 8,38%
Previdencia Privada: 0,8% - decente
Tesouro direto: 0,87% - decente
RF (Titulos privados): 0,82% - decente
Fundos: 0,82% - medíocre
FGTS: 0,30% - sem comentários
Bolsa: 0,48% - FIIs estagnados ou em leve queda
USD: 1,12 % - leve alta
EUR: 0,50% - leve alta
Stock plan: 0,72% - outro mês comprando no topo seguido de queda da ação
Agora todas rentabilidades acima sao líquidas. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pra cá, mais multas e impostos.
Indicadores do mes:
CDI 0,8% - como minha rentabilidade é liquida, superei ! No ano acumula 7,34% (também estou superando)
IPCA estimado: 0,44% - ganhei fácil; no ano acumula 1,87%
Poupança: 0,55% - mesmo melhor que meu desempenho na bolsa, no geral minha carteira supera; no ano acumula 4,69%
Alocação atual:
Brasil
Exterior
Fundos
Prev Privada
FGTS
RF
TD
BOVESPA
Stock Plan
EUR
USD
23,5%
10,9%
5,8%
16,4%
23,0%
11,9%
3,1%
2,8%
2,7%
Nos próximos capítulos terei que decidir o que fazer com 2 CDBs que estão vencendo esse mês. Queria reinvestir tudo em ações e FIIs mas estou receoso com essa euforia, achando FIIs principalmente muito caros e com baixo rendimento. Tesouro Direto está devagar também. De repente vou jogar em fundo de ações ou algum ETF. Vamos ver.
Quero mexer na minha planilha para separar ações e FIIs. Tenho certeza que tive uma alta expressiva em ações este mês mas como está tudo junto não sei quanto foi.
Por fim quero estudar e tentar bolar uma estratégia de retiradas melhor que a que apresentei no blog mês passado.
Obrigado pela visita e vamos virar vagabundo !!! :-)
Atualização: veja AQUI a mais nova versão da minha estratégia ! Penso bastante (até mais do que devia) em como virar vagabundo, parar de trabalhar por dinheiro e viabilizar uma vida pós-IF. Basicamente consegui pensar em 2 modelos até agora:
1. Múltiplas fontes de renda passiva, depositando dinheiro na minha conta mensalmente
2. Diversos "baldes" de dinheiro, alocados por prazo e/ou percentual, de onde eu iria retirando à medida que precisasse
Por enquanto só consegui detalhar algo baseado no modelo 1. Apesar de ainda ter algumas lacunas e incertezas, como parte da premissa do blog de mostrar minha jornada rumo à IF e trocar idéias com outros aspirantes a virar vagabundo acho interessante registrar aqui essa primeira versão.
Este plano é baseado nos seguintes pilares:
- Cupons semestrais do tesouro direto
- Mudança para alguma cidade com custo de vida menor, usando o aluguel do meu apartamento para pagar aluguel lá e ainda sobraria algum dinheiro
Plano de renda passiva
Estes são os números que andei mastigando:
Yield
R E N D A
%
origem
valor
anual
anual
mensal
Carteira
Renda
TD IPCA 2035
330000
4%
13200
1100,00
15,1%
13,7%
TD IPCA 2050
330000
4%
13200
1100,00
15,1%
13,7%
TD PRE 2027
330000
4%
13200
1100,00
15,1%
13,7%
FII
300000
7,4%
22327,25
1860,60
13,7%
23,2%
Ações
150000
3%
4500
375,00
6,8%
4,7%
Aluguel
750000
4%
30000
2500,00
34,2%
31,1%
TOTAL
2190000
96427,25
8035,60
Renda fixa
45,2%
41,1%
Renda variável
20,5%
27,8%
Outros
34,2%
31,1%
Taxa de retirada
4,4%
Este fluxo me garantiria uma renda média de 8000 reais por mês. Todas taxas de retirada prevem o não-consumo do principal do investimento e correção pela inflação.
Tesouro direto
Taxas no dia em que comecei a escrever este post (16/08/2017):
Esta parte está bem explicada nesse vídeo, a partir do minuto 15:
Muito importante notar que uma parte dos juros seria usada para se reinvestir em mais títulos, para proteger o principal da inflação. Por exemplo o Tesouro Prefixado 2027 pagaria 10% ao ano de juros, mas eu só retiraria 4%, reinvestindo o restante. Nos meses de recebimento o excesso de dinheiro seria colocado em algum investimento com liquidez para uso no mês posterior.
FIIs
Considerei um DY mensal de 0,60%, onde os aluguéis seriam reajustados pela inflação. Meu DY atual está em 0,62% mais ou menos.
Ações
Seriam retirados somente os dividendos. Até acho que consigo mais que 3% mas nesse primeiro momento vou ser mais conservador.
Aluguel
Pesquisei preços de imóveis parecidos na minha região e fiz um desconto de 15% por causa do IR. Aluguel seria reajustado pela inflação.
Se tudo correr bem, consumindo 4,4% anuais dessa carteira teórica eu teria uma renda suficiente para suprir minhas necessidades, enquanto a outra carteira (já já chegaremos lá) continuaria crescendo livre. Mas e se algo der errado ?
Plano B
Em meses de maiores despesas ou períodos de escassez dessas fontes de renda, entraria em ação esta carteira backup:
Yield
R E N D A
%
origem
valor
anual
anual
mensal
Carteira
Renda
TD SELIC
100000
4%
4000
333,33
10,0%
8,9%
Fundos+Prev
500000
5%
25000
2083,33
50,0%
55,6%
RF
250000
4%
10000
833,33
25,0%
22,2%
Exterior
100000
4%
4000
333,33
10,0%
8,9%
Ouro
50000
4%
2000
166,67
5,0%
4,4%
TOTAL
1000000
45000,00
3750,00
Renda fixa
35,0%
31,1%
Renda variável
15,0%
13,3%
Outros
50,0%
55,6%
Taxa de retirada
4,5%
Este fluxo me geraria em média 3750,00 mensais, equivalente a 47% da renda principal. Mais uma vez a idéia seria retirar somente juros acima da inflação, deixando o principal intacto.
Tesouro SELIC: famosa reserva de emergência, seria o primeiro a ser tocado em caso de necessidade
Fundos+Previdencia Privada: diversos fundos multi-mercado de médio e longo prazo
Renda Fixa: títulos privados com duração de 3 anos distribuídos ao longo tempo. Em anos ruins eu não reinvestiria uma parte deles.
Exterior e ouro: apliquei a famosa taxa de 4%
Esta carteira me cobriria bem em alguns casos bem prováveis:
Dificuldade de achar inquilino: esta carteira cobriria essa renda e ainda sobraria algo pro bolo continuar crescendo. Aluguel seria 31% da minha renda, enquanto esta carteira equivale a 47%.
FIIs e ações com problemas reduzindo os dividendos pela metade: mesmo assim a carteira backup daria conta do recado e ainda sobraria. Poderia até cobrir a renda de aluguel ao mesmo tempo se precisasse, porém aí não sobraria nada.
Ou seja, mesmo que num certo período minhas despesas aumentem 47% ou cerca de metade da minha carteira principal falhe eu ainda poderia me virar com essa carteira backup. Sem comentar que eu poderia cortar gastos e nem precisar recorrer a essa carteira. Aquela viagem pra Europa poderia ser trocada por uma viagem mais barata, trocar de carro poderia esperar mais um ano e coisas assim. Eu também pretendo gerar alguma renda através de algum trabalho que me agrade, retardando ao máximo a necessidade de recorrer a esta carteira para pagar minhas contas. Em condições normais (retirada somente da carteira principal) a taxa de retirada geral das duas carteiras seria 3% ao ano. Não gosto de comparar com os tal 4% porque essa é a TSR baseada no mercado americano. Portanto não sei se é alta ou baixa, diria que é adequada para a renda almejada.
Plano C
Mas e se a coisa ficar feia mesmo ?
Aluguel baixando ou faltando, ações e FIIs sem pagar dividendos por vários anos: não restaria outra alternativa senão vender ativos, fazer retiradas acima da inflação e comprometer o principal dos investimentos.
Governo dando calote nos títulos do Tesouro: neste cenário Mad Max, eu estaria morando no interior, com espaço para plantar e criar alguns animais para me alimentar. Ainda teria uma reserva em ouro e moeda estrangeira para complementar.
Não faço questão de deixar dinheiro para herdeiros. Prefiro investir em boa educação para gerar oportunidades com as quais eles enriquecerão sozinhos e quem sabe até me ajudarão se eu precisar. Nesse processo gerarão riqueza por si mesmos, melhorando um pouco o mundo a seu redor. Por isso não me preocupa consumir o principal do investimento por algum tempo se for preciso.
É claro que existe risco. Mas nessa vida nada é garantido. Você pode trabalhar até os 70 anos, juntar 10 milhões de dólares e no dia seguinte sofrer um acidente ou ataque cardíaco, sem aproveitar nenhum fruto do seu trabalho.
Para diminuir o risco de acabar o dinheiro (eliminar é impossível, mesmo trabalhando até 70 anos) quero ter ainda uma margem de segurança. Por este plano eu precisaria ter aplicado 2,44 milhões. Isso equivale à conta de número mágico mais simples que vemos por aí, aquela baseada na taxa de 4%: 8000 x 12 x 25 = 2,4 milhões. Conforme meu post sobre cálculo do número mágico, vou arredondar isso para 3 grandes sabugos.
Pontos em aberto
Certas coisas eu ainda não sei exatamente como tratar:
Apartamento: se valeria mais a pena vender e alugar ou comprar em outro lugar, é um capítulo à parte; por questão de simplicidade deixei essa questão de lado nessa primeira versão da estratégia
Reinvestimento dos títulos: só Deus sabe que taxas eu pegaria no reinvestimento semestral e principalmente no vencimento de cada título
Impostos: os primeiros cupons do tesouro seriam mais taxados; ainda que após 2 anos caísse na faixa de 15%, é dinheiro que não ficará lá rendendo juros compostos, mostrando ineficiência do ponto de vista financeiro/matemático e enchendo os bolsos dos nossos infames governantes
Alocação ideal dos ativos: basicamente eu parti do aluguel e vendo que daria cerca de 1/3 da renda almejada, joguei outro terço pra TD e outro para dividendos de ações e FIIs
Margem de segurança: onde alocar, pois aqui só considerei o básico (2,4 sabugões)
Renda mensal pra que ? Como assalariado sempre fui organizado e nunca vivi de contra-cheque em contra-cheque, então não sei até que ponto vale a pena pagar o preço da ineficiência comentada acima só pela conveniência de ter dinheiro garantido pingando na conta corrente com frequência.
Por conta desse último ponto eu ainda quero pesquisar, mastigar mais números e tentar viabilizar uma estratégia conforme o modelo 2 mencionado no início do post.
É um trabalho em progresso. Críticas e sugestões são bem vindas. Feliz IFAP !
Gastar menos do que ganha e reduzir despesas eu considero como o pilar fundamental dos aspirantes a IFAP - independência financeira e aposentadoria precoce. Há 5 meses venho acompanhando meus gastos através do app GuiaBolso.
Este app tem a vantagem de buscar automaticamente o extrato bancário. Jamais funcionaria pra mim se eu tivesse que guardar recibinhos ou revisar o extrato para classificar os gastos na mao em alguma planilha. O GuiaBolso já classifica corretamente a maioria dos itens, restando alguns que eu vou acertando enquanto estou no ônibus ou esperando alguma coisa.
Nesse tempo já foi possível entender meu padrão de despesas, que na maior parte bateu com as estimativas que eu tinha. Somente supermercado eu tenho gasto mais do que imaginava. Vejamos a média das minhas despesas mensais - casal e uma criança:
Viagem
516,6
Moradia
981,4
Educação
775,38
Restaurante
614,08
Transporte
701,17
Lazer
415,36
Empregada
480
NET Netflix
239,948
Luz
151,718
Mercado
1387,512
Resto
1027,038
TOTAL
7290,206
Eita, como tá caro morar em Sao Paulo, viu.
Viagem: gasto com hotéis, gasolina e restaurantes durante viagens de lazer. Fiz duas esse ano e ainda tenho mais uma. Portanto esse número deve permanecer nessa faixa.
Moradia: condomínio e suas taxas malucas, mais água e gás.
Educação: creche meio período e livrinhos infantis.
Restaurante: comer perto do trabalho varia de 20 a 60 reais. Eu procuro ir nos mais em conta, mas não recuso se o pessoal quer gastar mais. Prezo o convívio. Nesse custo entra também a pizza e restaurantes de fim de semana.
Transporte: gastos com carro e transporte coletivo. Como não tem mais parcelas de seguro nem revisão do carro pra fazer esse ano, esse número deve baixar.
Lazer: aqui está pesando esse monte de shows internacionais acontecendo no Brasil. Não estou aguentando, e nem vou em todos. Outro custo significativo foi um violão que comprei em abril.
Empregada: uma vez por semana
NET Netflix: o combo maroto da NET mais o Netflix.
Luz: energia elétrica
Mercado: supermercado mais ração para dois gatos. Pesa a compra de muitas frutas, legumes e o leite da minha filha. Custa R$ 48 por lata e é difícil de achar. Quando vejo no mercado pego umas 10 latas de uma vez. Fiz isso em maio.
Resto: porcariadas diversas - roupinhas, presentes, cabelereiro da mulher, remédios, etc
Com o advento da IF espero baixar alguns custos:
Moradia: sem necessidade de morar em SP, poderei ir para uma cidade média do interior
Restaurante: sem precisar ir para uma empresa, poderei cozinhar e comer em casa
Lazer: já nem vou a tantos shows como ia antigamente e a tendência é continuar diminuindo. Fora poder ir no cinema nos horários mais em conta.
Empregada: tendo tempo de sobra, poderei eu mesmo cuidar da casa