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domingo, 14 de abril de 2019

De calças arriadas: investimentos no exterior


Essa modalidade tão querida na blogosfera... investir no exterior, onde as coisas funcionam, longe da bandalheira deste país subdesenvolvido, corrupto e sempre em risco de se tornar a próxima Venezuela...

Particularmente não tenho uma visão tão pessimista. Se não fosse a vida que tivesse me levado pelo mundo afora acho que minha diversificação no exterior seria só IVVB11 e alguns dólares debaixo do colchão. O problema que vejo são impostos. EUA cobram 30% (1/3 dos seus dividendos vão pro ralo), Europa vai de 20 a 25% dependendo do país... os juros já são baixos e ainda por cima o governo guloso dá essa mordida. Sem falar nas taxas pra transferir o dinheiro pra lá.

Mais fácil chegar na IF aqui que nesses países, pelo menos na minha experiência.

De todo jeito, acho sim que vale a pena diversificar, nem tanto como investimento e sim mais como proteção a partir de um certo patrimônio. Acho que a partir de 500 mil investido vale a pena pensar em formas de desatrelar sua rentabilidade da volátil economia brazuca e sua frágil moeda. Menos que isso acho que vale mais a pena investir por aqui mesmo, deixar os juros compostos fazerem seu trabalho por algum tempo até ter uma quantia mais substancial. Mas enfim, cada um sabe onde dói o calo.

Antes de conhecer o mundo FIRE eu pensava em trazer esses recursos pra cá e aplicá-los em qualquer coisa que rendesse mais. Depois entendi o papel que essa grana podia ter na minha carteira: proteção no longo prazo e seguro contra uma eventual venezuelização.


A evolução da minha história como investidor foi assim (clique nos títulos para ir ao post com mais detalhes):

1.     Poupança (não tenho mais)
3.     Investimentos no exterior
4.     Ações
5.     Títulos privados - CDB, LCx (LC, LCA, LCI)
6.     Títulos públicos
8.     FIIs

Nesse momento tenho 13% da carteira atrelado a ativos no exterior. Minha meta era 10% mas fiz umas revisões e agora é 14%.

Vamos abrir a carteira.

Dólar

Estes ativos são parte de uma previdência privada que eu tive numa temporada que passei na terra do tio Sam. Quero fazer uns ajustes em breve.


Fundo Alocação atual Alvo Tipo Expense ratio 3 anos 5 anos
Vanguard Extended Market Index Fund Institutional Plus Shares 13.12% 20,00% Mid e small caps 0,050% 45,54% 46,25%
Vanguard Institutional 500 Index Trust 23.94% 40,00% S&P500 0,015% 46,25% 67,81%
Vanguard Institutional Total Bond Market Index Trust 13.47% 20,00% Títulos do tesouro americano e de empresas 0,028% 6,27% 2,73%
Vanguard Wellington Fund Admiral Shares 49,47% 20,00% Multimercado 0,17% 31,44% 44,02%

Fora isso mantenho uma graninha em IVVB11, ETF negociado na B3 que segue a bolsa americana.


Juntando tudo dá 5% da carteira.


Euro

Resquícios de alguns anos de trabalho no velho continente. 


Fundo Alocação atual Tipo Expense ratio 5 anos 3 anos
ARERO-DER WELTFONDS INH. (LU0360863863) 32,3% Multimercado 0,50% 33,9% 26,8%
CS.-STX.EU.600 NR U.ETF I (LU0378434582) 33,7% ETF - 600 maiores empresas da Europa 0,20% 31,6% 26,8%
ISHS CORE DAX UCITS ETF (DE0005933931) 34,0% ETF - Bolsa da Alemanha 0,16% 26,8% 22,8%

Ainda tenho ações via Stock Plan. Ganho 40% de desconto para comprar as ações da empresa direto em uma das maiores bolsas da Europa. Como a chance da ação cair 40% antes de eu vendê-la é praticamente nula, é lucro certo. Infelizmente existe limite no valor que posso investir, senão eu poria meu salário inteiro nesse lance.

Juntando tudo de euro, dá 8% da carteira.

Conclusão

Só pra fazer uma comparação besta, o CDI nos últimos 3 anos rendeu 31%... Acho que foi bom não ter tirado essa grana de lá.

Tem que manter isso. Essa grana terá papel importante no começo da minha IF...

Faltam 47 dias.

6 comentários:

  1. É vaga, como falei muito já no AA40, impostos são a pior coisa de investir no exterior. Estes 30% sobre dividendos é especialmente ruim se vc nao tiver renda no Brasil para abater, o que vc poderia.
    Ganhos de capital são isentos nos EUA e aqui são tbm até 35 mil então vejo isso como o principal fator positivo é o que planejo fazer (migrar de DGI para INdexing) quando voltar a morar no Brasil.
    CDI subiu 30% em 3 anos mas USD/BRL valorizou 23% então se vc tinha dolares e não investiu praticamente conseguiu manter o nível do CDI. Muito relativo mas entendo bem seu sentimento que aqui fora os juros são baixíssimos mas boas açoes ainda garantem um long-term promissor. Abcs

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    1. Concordo que DGI nao vale a pena, apesar de num primeiro momento parecer interessante. Imagine nao mexer no principal e nao se importar com o preco da acao, só receber os dividendos. Imposto acaba com a festa, tambem prefiro nao ter os dividendos distribuidos. Se a pessoa mora fora aí é outra coisa.

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  2. https://www.investidorinternacional.com/2019/04/14/imposto-de-renda-as-7-duvidas-mais-comuns-respondidas/

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  3. Olá, colega, esses fundos de USD e EUR você aplica através de uma corretora no exterior?

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    1. É por banco mesmo, por razoes historicas. Melhor corretora pra quem vai começar agora

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