Estou super ocupado com imposto de renda, juntando aquele monte de papelzinho falando que ganhei uns trocados dessa e daquela ação e tal, e pra não deixar o blog abandonado vou rapidinho por no ar a minha trilha sonora da IF.
Que nada, eu sou dos que odeiam carnaval. Na verdade eu gosto é de "pular" o carnaval, passar em branco sem ver nada do assunto, se possível longe da baderna.
Nos blogs que eu sigo saíram umas coisinhas interessantes esse mês:
- os americanos vão fazer 2 convenções essse ano, uma em Porto, Portugal e outra no interior da Inglaterra. Uma mais cara que a outra. Ali é ostentação total. Ingresso mais barato era 3000 dólares pra uma semana, cobrindo somente hospedagem e participação no evento com os blogueiros mais badalados do momento. Detalhe: esgotado. - Millenial Revolution e ERN estão quase saindo no tapa sobre a questão de usar ou não ativos que rendem altos dividendos (porém são mais voláteis) para resolver ou diminuir o problema de fazer retiradas durante um bear market.
Enquanto isso sigo no meu esforço às vezes hercúleo de tolerar meu trabalho. Na verdade nem gosto de pensar muito... tenho tentado de todos os modos permanecer em piloto automático.
Taxa de poupança ( (receitas - despesas) / receitas) de acordo com o GuiaBolso: 18%
Todas rentabilidades acima são líquidas, com exceção de previdência privada. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pra cá, mais multas e impostos.
Já falei pro meu chefe que quero um sabático. Coitado quase caiu da cadeira. Estamos trabalhando nos detalhes. Depois que pedi um sabático senti um grande alívio, como um peso que foi embora das minhas costas. Me sinto mais confiante pra seguir adiante com a revolução IF. Os próximos aportes vão pra FII, ações e Tesouro Direto. Diante do declínio da renda fixa decidi aumentar um pouquinho minha alocação em renda variável.
Já
se vão mais de 10 anos desde o último derretimento global dos
mercados. Aquele evento me marcou muito. Empresas quebraram e as que ficaram em pé pararam de investir num momento em que eu buscava uma colocação
melhor no mercado. Estava no trabalho que eu mais odiei e não pude
sair, não tinha pra onde ir e não tinha idéia de que existia algo
chamado FIRE pra me consolar.
Uma
hora a festa vai acabar, gente. Quando ? Ninguém sabe, mas um dia a
casa cai. E como vamos ficar ? Com
essa pergunta na cabeça eu, como bom viciado em planilhas, voltei no tempo atrás de números e
simulei o tamanho do tombo que minha estratégia levaria se uma crise
daquela proporção acontecesse hoje. Vamos lá:
Iniciou
2008 em 11,25%, terminou em 12,75% (fonte).
Estando agora em 6,50%, vou chutar que chega a 8%; descontando 15% de IR fico com 6,8% de SELIC líquida e, pra simplificar, também CDI.
Tesouro
IPCA e FIIs
Aqui
dei sorte na pesquisa pois nosso colega Investidor
de Riscojá
fez o trabalho pesado:
"Por
exemplo no período entre mai/2007 e ago/2008 os juros das NTN-B's
2035 foram de uma mínima de 5,88% + IPCA a uma máxima de 8,82% +
IPCA e os títulos desvalorizaram -20,6%. Neste período não havia
sido criado o IFIX o que prejudica a comparação. Mas avaliando
alguns FII's mais antigos temos para o mesmo período:
EURO11:
+14,48% (Logística)
FFCI11:
+10,34% (Corporativo)
SHPH11:
+9,09% (Shoppings)"
Vou considerar uma queda de 20% no TD e também debêntures. Pra FIIs vou ser pessimista. Vou supor que as cotações e rendas vão pra vala, caindo 10%.
Clique
no título para ver o graficozinho maroto que já mata 2 coelhos com
uma paulada só.
IBovespa caiu 41% em 2008. Escolhi apenas um fundo multimercado pra simplificar. O rendimento dele foi 47% do CDI. Considerando os 8% estimados acima, menos 15% de imposto, teríamos 3,2%.
Jogando cada um como 50% do portfólio, temos um rendimento de -2,3%. Dólar
Esse
artigo da época relembra a alta de 32% na moeda dos EUA. Com aquele
crash passei a acompanhar meu patrimônio com um pouco mais atenção:
uma vez ao ano :)
Anotações
da época escavadas do meu HD:
2007 – 1,77 2008
– 2,34
S&P500: -38.49%
Somando +32% do cambio com -38,49% da bolsa eu teria uma queda de 6,49%.
Ouro
O
mesmo artigo linkado acima cita uma alta de 20% em 2008.
Euro
A
variação no cambio foi:
2007 – 2,61
2008
– 3,24
Ou
seja, +24%.
O DAXdespencou 40%
(olha o tamanho da cacetada no índice da bolsa da Alemanha).
Atualmente tenho uns 40% em cash e 60% em ETFs. Resultaria então
numa queda de 14,4% na parte Euro da carteira.
Anotei na época que o que eu tinha de investimentos em euro caiu 25% de 2007 a 2008 enquanto meu patrimônio em dólar caiu 13%. Foram tempos negros, meus amigos.
Andei fazendo uns ajustes nessa estratégia, mas vou deixar pra comentar num futuro post. Por enquanto deixemos assim. Deixei de fora a reserva imediata, a ser usada no dia-a-dia, equivalente a um ano de despesas. Enfim, eu teria uma redução de patrimônio de cerca de 6%. É ruim mas não seria o fim do mundo... Como eu sei ? Pego o resultado (2.287.160) e jogo de volta na planilha, no lugar do valor original (2.500.000). Se na aba "Renda passiva por plano" aparecer uma renda mensal que cubra o valor de despesas ali informado, jóia ! Posso continuar a ser vagabundo ! Nesse exemplo dá certo ! :-)
Com a euforia da bolsa neguinho já está até especulando que ela pode chegar a 500 mil pontos nos próximos anos. Será ? Esse vídeo acima pra mim foi a melhor análise. Até guardei, tem coisa ali que eu quero estudar com calma.
Este mês nosso colega Sr. IF365 começa sua jornada sem emprego, vivendo de renda passiva. Virou vagabundo ! Parabéns pela conquista e muito sucesso pra ele !
Do meu lado, além do excelente rendimento da carteira, dei um passo decisivo, o primeiro deles. Joguei a primeira pedra que deve virar uma avalanche de mudanças nos próximos meses: comecei a negociar na empresa pra tirar um sabático. Depois de fazer isso parece que tirei um peso das costas. Me sinto mais confiante pra mandar tudo à merda e virar vagabundo.
Um artigo que me chamou atenção foi um do blog Early Retirement Now, comentando a recente queda no mercado americano. Ele explica que algumas quedas são permanentes, outras vêem uma recuperação nos anos seguintes, seja ela parcial ou total. A queda de 2000 foi permanente, já a de 2008 foi totalmente recuperada.
Destaque para a gangorra BBFI11B com alta de 15%; do outro lado, HGRE11 caiu 2,8%
Me livrei do lixo BRCR11 e estreei nada menos que 5 novos FIIs na carteira: HTMX11 (hotéis), BCRI11 (papel), AEFI11 (educação), FIIB11 (logística) e HGBS11 (shoppings). Vamos ver qual vai vingar !
EUR: -3,19% - euro em queda
USD: 0,52% - pequena recuperação do tombo do mês passado
Stock plan: -2,14% - euro em queda
Alocação:
Renda Fixa
Renda Variável
Multi mercado
42%
28%
30%
Outros ativos:
Colchão de segurança (Tesouro SELIC, Fundo DI): 0,48% - beleza
Previdência Privada: 1,56% - rentabilidade alta devido a mudança na metodologia. A partir desse ano só considero como aporte o que saiu do meu bolso, a parte da empresa não entra.
Concluindo:
Rendimento global da carteira: 1,31% - excelente
Taxa de poupança ( (receitas - despesas) / receitas) de acordo com o GuiaBolso: 55%
Todas rentabilidades acima são líquidas, com exceção de previdência privada. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pra cá, mais multas e impostos.
O app do GuiaBolso está bugado. Não está trazendo várias despesas. Não sei o que fazer se tiver que abandoná-lo. Não tenho tempo pra ficar anotando tudo que gasto no dia-a-dia. Fim de mês já é pesado fazer esse fechamento aqui, imagina ter que puxar extratos de cartões de crédito e contas correntes pra classificar um a um os débitos. Socorro !!!!
Até o carnaval minha idéia é continuar investindo em FIIs. Mesmo com a taxa caindo, Tesouro Direto IPCA 2045 receberá aportes. Não tem muito pra onde correr hoje em dia. Tá tudo caro, tudo no topo. A avalanche está começando e o blog vai estar bem movimentado nos próximos meses. Fiquem ligados !
Estou retomando a série mostrando detalhes da minha carteira. A evolução
da minha história como investidor foi assim (clique nos títulos para ir ao post
com mais detalhes):
Hoje o assunto é previdência privada, modalidade odiada por muitos e
pouco entendida por mais gente ainda. Vou falar da minha experiência e
estratégia somente. Para entender o post é preciso saber como funciona VGBL,
PGBL, tributação e tal. Recomendo uma busca na internet que tem muito material.
Durante muito tempo eu não dava a menor bola pra previdência privada.
Descontava todo mês do salário e pra mim aquilo era dinheiro perdido, porque
não tinha liquidez imediata como a poupança ou um fundo de renda fixa. Eu não
entendia nada do que estava fazendo.
Quando descobri que podia atingir a independência financeira aí sim eu
procurei saber quanto tinha lá, como funcionava e como usar aquilo na minha
caminhada. Na minha estratégia a previdência privada tem
estes papéis:
Gerar restituição de imposto
de renda via plano PGBL
Planejamento sucessório:
fora da alocação de ativos, será o último ativo a
ser consumido. O que sobrar ali fica de herança e pra cobrir despesas da
minha família caso eu venha a morrer, incluso custo de inventário.
Atualmente conto com dois planos, um PGBL e um VGBL. Clique aqui para ver o gráfico de desempenho. São
eles:
Itaú Flexprev XVI Renda Fixa (PGBL)
Plano oferecido pela empresa, onde eu contribuo com 4% do meu salário e
a empresa iguala a contribuição. Está na modalidade PGBL, que me permite abater
a contribuição da base de imposto de renda. Minha regra é contribuir
voluntariamente (além do desconto em folha) um valor correspondente ao imposto
economizado, todo ano. Exemplo: se num ano contribuo via folha de pagamento 10
mil, isso gera um abatimento de 2.750 (27,5%) na base de imposto, daí faço uma
contribuição voluntária nesse valor.
Detalhe pouco usual pelo que vejo por aí é que esse plano está com
tributação progressiva. Porque ? Na hora de optar eu só pensava que ia sair
fora daquele emprego no ano seguinte e a primeira faixa na modalidade
regressiva é 35%... Como minha idéia era sair e sacar tudo, deixei como
progressivo.
Pensei várias vezes em mudar pra regressiva definitiva mas resolvi
deixar como está. Eventualmente posso tirar vantagem disso e fazer saques de
tal forma que o imposto de renda fique em 7,5%, o que é excelente se comparado
aos 15% da renda fixa.
Itaú Flexprev Premium V20 (VGBL)
Este plano investe 20% em renda variável. Já que ações é o melhor pra
longo prazo e isso aqui é o investimento de maior prazo que eu tenho, combinou
perfeitamente. Comecei ele numa tentativa de diversificar além de fundos de
investimentos, em algo que não sofresse do maldito "come-cota". Como
já tinha um PGBL com tributação progressiva, optei por VGBL com tributação
regressiva.
Em nenhum dos planos jamais paguei taxa de carregamento, nem existe taxa
de saída.
Acho que é isso. Deixe seu comentário e obrigado pela visita !!!
2018 já era... ano complicado financeiramente, onde fui castigado por várias despesas imprevistas: máquina de lavar quebrada, carro quebrado, reposição de bens furtados em viagem e pagamento de custos em 2 processos judiciais que perdi, um deles até com multa.
Aumento de despesas já era previsto por conta de viagem internacional. Comprei passagem com dólar a 3,30 e na hora de comprar as verdinhas pra levar a cotação subiu pra 3,90... pobre só se ferra. Pra completar a explosão das despesas teve a mudança de escola, uma despesa que mais que dobrou. Em paralelo também houveram aqueles momentos tensos no meio do ano em que o mercado derreteu meu portfólio... Ufa !
Rendimento global da carteira: 0,12% - que merda...; no ano 7,37% - tá bom né ?
Taxa de poupança ( (receitas - despesas) / receitas) de acordo com o GuiaBolso: 53%
Todas rentabilidades acima são líquidas, com exceção de previdência privada. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pra cá, mais multas e impostos.
CDI: 0,49%; acumulado 6,42% no ano, o que me dá um rendimento de 114% CDI
IPCA: 0,15% - quase empatei; no ano acumulou 3,75%
Poupança: 0,37%; no ano acumulou 4,62%
Mais uma vez tudo que é mercado exterior foi mal e enterrou minha rentabilidade. Vai rolar crise financeira global ? Só podemos especular. Se houvessem indícios claros o mercado tomaria medidas pra evitá-la. Não dá pra prever, mas certamente haverá e virá de algum fator desconhecido ou negligenciado pelos governos.
Resumão do ano
Melhores investimentos: Stock plan (53%), Tesouro Direto (12,5%) e Fundos (9,5%)
Piores investimentos: EUR (1,93%), FGTS (2,74%) e Ações (6,52%, incluindo dividendos)
Receitas aumentaram 9%, enquanto as despesas saltaram 70% e aportes diminuíram 30%
Taxa de poupança fechou na casa dos 49%, contra 67% em 2017
Próximos passos
Começo do ano é muito complicado por causa de IPTU e IPVA, porém até o meio do ano tenho esperança de aumentar minha taxa de poupança pra casa dos 60%. Estou convencido da minha incompetência como gestor de ações. Ibovespa subiu 15% no ano e eu fechei outra vez atrás e dessa vez muito atrás, com 6,52% incluindo dividendos. Pífio. Sei que não é a melhor opção mas vou transicionar pra ETF, especificamente GOVE11, começando com novos aportes e depois realizando lucros das ações. Não tenho tempo pra mexer direito com ações individuais ou pra adquirir tal competência. Porque GOVE11 ? Vou deixar o grande Frugal Simples explicar - clique aqui. Tive muitos problemas com FIIs ao longo do ano porém comecei uma recuperação no último trimestre. Vou continuar firme nos aportes e me livrando dos micos. Esse mês vendi um monte de BRCR11 e estou perto de me livrar de vez dessa porcaria. Obrigado a todos pela audiência e feliz 2019 com excelentes investimentos ! Faltam 149 dias.