Pesquisar este blog

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Balanço - Junho/2021: um mês bem cheio

  

Olá, mundo !

Junho foi um mês de acontecimentos marcantes: tomei a vacina anti-corona, completei 2 anos de sabático, passei numa certificação de idiomas e voltei ao batente. Ufa !

No momento estou de casa nova, com caixas de mudança e malas pra todo lado.

No trampo comecei há poucos dias e portanto estou numa fase de adaptação. Já estou vendo umas merdas e tenho a impressão de que fui sacaneado. Quem sabe faço um post explicando melhor. O mundo corporativo continua o mesmo.

Desempenho da carteira

Todas rentabilidades abaixo são líquidas, com exceção de previdência privada. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pro Brasil, mais multas e impostos.

Tesouro direto (Pré-fixado, IPCA, Selic): 0,6%
Nos velhos tempos de SELIC a 2% estaria ótimo mas hoje em dia é bem fraco.

Renda Fixa (CDB, LCx): 0,6%
Idem. Raquítico.

Fundos: -0,3%
Ouro despencou e enterrou a carteira.

FGTS: 0,25%
O de sempre.

Ações: 1,1%
Bastante expressivo ! Realizei alguns lucros no início do mês e foi uma boa estratégia.

FIIs: -2,8%; DY do mês ficou em 0,74% 
Cotas seguem em queda livre. O fantasma da tributaçao de dividendos está de volta. Pelo menos os dividendos vieram mais gordos que no mês passado.

EUR: -6,5%
Real virando moeda forte !

USD: -1,8%    
Dólar em queda livre.


Veja detalhes atualizados sobre a carteira no meu Painel de Controle.

Outros ativos


Colchão de segurança (SELIC, RF): 0,4%
Mais que isso nao vai.

Medíocre.

Resultado do mês


Rendimento global da carteira: -0,8%; no ano acumula -0,2%
Rendimento real nos últimos 12 meses: -2%
Taxa de retirada nos últimos 12 meses: 2,5% - dentro da meta (3,2%)

Indicadores do mês:

CDI: 0,3%; no ano 1,27%
IPCA: 0,53%; acumulando 3,77% no ano
Poupança: 0,2%; no ano 0,87%

Como já passei de 1 ano de vagabundagem posso mostrar a taxa de retirada anual, que é mais fácil de entender e acompanhar. Esta taxa 2,5% é a divisão de todas as despesas dos últimos 12 meses, menos renda passiva (cupons de tesouro, dividendos de FIIs e ações), pelo valor da carteira 1 ano atrás. Ou seja, é retirada mesmo (venda de ativos).

Como agora tenho renda ativa não faz mais sentido contabilizar taxa de retirada. A partir do próximo mês volta a taxa de poupança como métrica relevante.

Um semestre pra ser esquecido. Tão ruim quanto o primeiro semestre de 2020. Esse mês em particular a valorização do real enterrou a rentabilidade. Isso principalmente porque eu trouxe bastante grana quando a cotação estava nas máximas. Por outro lado, em dólar o patrimônio deu uma bela subida.

Melhores investimentos do semestre: USD (8,7%), Ações (4,9%), RF (3,3%)
Piores investimentos do semestre: FIIs (-8,1%), EUR (-4,1%), TD (-2,5%)

Próximos passos


Basicamente agora é aportar no exterior ! Pau na máquina !

Bons investimentos a todos !

quinta-feira, 17 de junho de 2021

2 anos de sabático: valeu a pena ? Reflexões, frustrações, sonhos e alucinações

Já se foram dois anos de vagabundagem, vivendo do vento e de renda passiva.

Não tenho dúvida de que foi uma das melhores decisões que tomei. 

Nem tudo foram flores mas no final o saldo é bastante positivo.

Finanças

Vamos aos números finais da brincadeira:
  • Crescimento real do patrimônio: 1,6%
  • Despesas foram pagas com os seguintes recursos
    • Dividendos de FIIs: 26,8%
    • Dividendos de Ações: 4,8%
    • Cupons do Tesouro Direto: 1,7%
    • Aluguel: 31,2%
    • Rendas não-recorrentes: 14%
  • Os 21,5% restantes, não cobertos por esses recursos, resultaram em taxas efetivas de retirada de 0,30% no primeiro ano e 0,73% no segundo, sobre todo o patrimônio (imóvel + investimentos)
De renda ativa nesse período tive uma diferença de rescisão e uns trocados de uma pequena consultoria que fiz. Só.

Apesar de ter se mantido baixa a taxa efetiva de retirada mais que dobrou de um ano pro outro. Rentabilidade menor e despesas maiores dá nisso.

Saúde

Me exercitei consistentemente e até aprendi a andar de bicicleta. Só não evoluí a ponto de correr uma boa distância por causa da maldita pandemia. Ganhei alguns quilinhos. Não dá pra ficar treinando de máscara, sinto muito. Fiquei só nas caminhadas mesmo, que continuam sendo um dos meus momentos preferidos. É um momento MEU. Eu sozinho batendo perna, ouvindo meus podcasts e pensando na vida.

Pretendo continuar de alguma forma. Acho que vou tentar voltar do trabalho andando e nos fins de semana ir pra uma caminhada mais extendida.

Por fim tomei há poucos dias a primeira dose da vacina anti-corona.


Pessoal

Foram incontáveis momentos com a minha filha que acredito terem criado um forte laço. Levando no parquinho, indo pra escola ou alguma atividade extra-curricular, fui parte do seu dia-a-dia. Teria perdido muita coisa se estivesse num emprego em tempo integral.

Grande parte do meu tempo foi cuidar da casa e do bem estar da família. O lance que eu postei sobre a jarra com pedrinhas e areia foi uma constante.

The best of the best

Os primeiros 100 dias foram bem estressantes. Depois de tudo resolvido iniciou-se uma rotina. Houve um período mágico, de outubro/2019 até fevereiro/2020, onde a carteira cresceu, eu estudei música, finanças, caminhei, corri e viajei livremente. Depois continuei sim fazendo minhas coisinhas, mas com tanta restrição já não era a mesma coisa.

Ficam memórias muito legais. Os momentos mais simples foram os meus preferidos:

- levar minha filha à tarde pra atividades extraescolares, depois dar banho, lanche, brincar, jantar e por pra dormir

- as manhãs na biblioteca mexendo em planilhas e resolvendo umas burocracias; depois sentar no banco de uma praça pra comer um sanduíche e em seguida fazer uma longa caminhada pela cidade

- aprender a andar de bicicleta, poucos dias antes de sermos confinados

- ensinar minha filha a andar de bicicleta

- testemunhar a queda de seu primeiro dente de leite enquanto tomávamos café da tarde durante o primeiro confinamento

Curiosamente, quase tudo foi antes da pandemia.

Cagadas

Meu maior erro foi não ter alinhado uns frilas antes de chutar o balde. Não me preparei, não procurei como funcionava, não corri atrás. O mesmo para negócios on-line. Fiquei só observando, não consegui por nada em prática. Era pra ter algo mais concreto em mente.

Minha vida social foi um fracasso. Fiz alguns poucos amigos num curso e quando me mudei pro centro da cidade, onde está o movimento, o governo começou a obrigar uso de máscara, distancia social, mandou fechar bares e comércio mais cedo, acabando ou restringindo minhas possibilidades de socialização. Alguns bares promoviam encontros de estrangeiros, músicos amadores e intercambio de idiomas. Por vários meses não rolou nada.

Os músicos da cidade penduraram a chuteira e ninguém mais procurou ninguém pra montar nenhuma banda ou projeto porque as casas noturnas foram todas fechadas. Também houve um período em que ficamos confinados na própria cidade, impedindo de você por exemplo ir ensaiar com alguém na cidade vizinha. 

Agora vou pra outra cidade trabalhar e vamos ver o que acontece, se no escritório a galera é gente fina e se os músicos locais se animam a fazer alguma coisa apesar das restrições. Decidi não fazer mais nenhum curso presencial enquanto perdure essa peste e a obrigação de usar máscara. Se comunicar numa língua estrangeira com máscara é um martírio que prefiro evitar.

Ficou pra próxima

Fica a lista de coisas pra fazer ou aprender no próximo sabático:
  • desenvolvimento web
  • produção musical
  • carpintaria
  • culinária
  • cultivar uma horta
  • meditação
  • Livros: estava mais ou menos até começar a pandemia, daí bagunçou toda minha agenda. Depois inventei de fazer uns cursos pra me reciclar e assim arrumar mais fácil algum frila, enterrando de vez o projeto

Conclusão

Uma das melhores coisas que já fiz. Acho que tem coisas que aprendi que nem me dei conta ainda. A vida é uma só, a gente tem que se arriscar de vez em quando. Qual o pior que poderia ter acontecido ? Ter gastado todo o dinheiro ? Trabalho e ganho mais, oras. Problemas sempre existirão, IF não é o remédio para todos os males.

Esperar o alinhamento de todos os astros pra fazer uma grande mudança é utopia. Sempre vai ter algo pra atrapalhar. No fim você tem que ir na fé mesmo. Feito é melhor que perfeito.


Posts relacionados:

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Balanço - Maio/2021

 

Alô blogosfera,

Sigo observando a saga das criptomoedas e comendo pipoca. Mais mainstream que isso virou, impossível. Conheço gente que não manja nada de investimento e entrou no barco com o pouco dinheiro que tem, obviamente sem entender o que está fazendo. Eu como não entendi ainda, fico só olhando. Um amigo cético afirma que foi criada uma bolha diferente, que infla e desinfla mas não estoura. De qualquer forma, parece que o melhor da festa já foi. Ainda assim, acho que se cair mais 50% eu acabo entrando nem que seja com 50 reais. O que é uma queda de 50% pra algo já subiu uns 23456789% ?


Esse mês quem deu uma passada rápida por aqui foi a Muquirana, do blog Sempre Sábado, uma das minhas ídolas na blogosfera. Parece quando um super-herói aparece no filme do outro, os universos se misturando. Tomamos um café e falamos de família, viagens e outras bobagens. Muito legal !

Desempenho da carteira

Todas rentabilidades abaixo são líquidas, com exceção de previdência privada. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pro Brasil, mais multas e impostos.

Tesouro direto (Pré-fixado, IPCA, Selic): 0%
Empacou !!!

Renda Fixa (CDB, LCx): 0,5%
Tá bom.

Fundos: 0,9%
Foi bem. Enfim zerei posição no fundo Bahia Maraú. Um belo mico.

FGTS: 0,25%
O de sempre.

Ações: 4,2%
Terceiro mês seguido de alta ! Enfim positivo com 3%, depois de estar -12%. Santa volatilidade, Batman ! 

FIIs: -1,8%; DY do mês ficou em 0,69% 
SPTW11 despencou 22% e enterrou a carteira. Só não foi pior porque já tinha desovado quase metade das cotas em abril.

EUR: -2%
Fiz várias remessas. Estou vendo se compro um imóvel ou invisto em fundos de índice. 

USD: -3%    
Dólar deu uma caída. Não se iludam com a aliviada no cambio porque ano que vem tem eleição e tudo pode acontecer. Não se esqueçam que na última rolou até facada em candidato.

Veja detalhes atualizados sobre a carteira no meu Painel de Controle.

Outros ativos


Colchão de segurança (SELIC, RF): 0,3%
Tá de bom tamanho.

Ótimo !

Resultado do mês


Rendimento global da carteira: 0,01%; no ano acumula 0,6%
Rendimento real nos últimos 12 meses: 1,2%
Taxa de retirada nos últimos 12 meses: 2,1% - dentro da meta

Indicadores do mês:

CDI: 0,27%; no ano 0,96%
IPCA: 0,83%; acumulando 3,22% no ano
Poupança: 0,16%; no ano 0,67%

Como já passei de 1 ano de vagabundagem posso mostrar a taxa de retirada anual, que é mais fácil de entender e acompanhar. Esta taxa 2,1% é a divisão de todas as despesas dos últimos 12 meses, menos renda passiva (cupons de tesouro, dividendos de FIIs e ações), pelo valor da carteira 1 ano atrás. Ou seja, é retirada mesmo (venda de ativos).

Para 2021 estou planejando uma taxa de retirada por volta de 3,2% ao ano no máximo. Esta taxa foi calculada em cima da carteira do início do ano, já descontando uma estimativa de dividendos a receber. Não considero renda de aluguel nem meu imóvel nessas contas.

Maio/2021 foi um mês onde entre mortos e feridos, ninguém se salvou ! A carteira empacou e levou outra surra da inflação. Que ano !

Próximos passos


Esse mês volto ao batente. Vai ser surreal. No momento a sensação é aquela do último dia de férias.

Nos investimentos não sei pra onde ir, tá tudo no topo e rendendo mixaria. Vou só continuar a troca de SPTW11 por outros FIIs menos ruins e rezar pra dar certo.

Bons investimentos a todos !

terça-feira, 18 de maio de 2021

Acabou a moleza ! Porque estou voltando ao batente


Bem, amigos, acabou a moleza ! Chega de vagabundagem, é hora de voltar ao batente ! O nome do blog volta a ter sentido :-)

Calma, não é porque aposentadoria antecipada parou de fazer sentido pra mim, ou porque não acredite mais na filosofia FIRE. Como explico no decorrer do post, é exatamente o oposto.

Também não é porque acabou o dinheiro.

Em tese se tudo corresse bem eu realmente não precisaria mais trabalhar. Mas quem garante ? Alguns fantasmas ameaçam minha aposentadoria precoce. Nenhum fator isolado me levou a tomar essa decisão, e sim um conjunto de circunstâncias. Nesse post conto tudo que levei em conta, que culminou no fim do meu sabático.

Pandemia maldita

Esse monte de restrições que estamos vivendo não vão acabar tão cedo. A vacinação vai a passo de tartaruga manca, o que favorece o aparecimento de novas mutações do vírus já que ele tem tempo pra aprender e ficar mais forte. Até a OMS já alertou sobre isso.

Não poder viajar por aí livremente acaba diminuindo o custo-benefício do bem mais caro que já comprei: minha liberdade. Não preciso ir trabalhar, mas ao mesmo não sou dono do meu tempo. Pra que então ? Melhor ir ganhar dinheiro.

Ainda dou um caldo

Meu plano original era fazer uns freelances de vez em quando nos primeiros anos de IF, aproveitando que minhas habilidades ainda não estariam obsoletas. Infelizmente o mercado ficou muito difícil depois do apocalipse. Além disso, considerando as outras questões mostradas nesse post, recuei e comecei a analisar propostas pra um emprego tradicional full-time. 

Depois de 2 anos sem pisar num escritório eu me sinto bem tranquilo pra aturar outra vez a rotina de projetos absurdos, clientes sem noção e gerentes pentelhos. Meus conhecimentos ainda são úteis e ainda tenho energia pra enfrentar o mundo corporativo. 

Margem emagreceu

Nesse momento, considerando a inflação, meu patrimônio está uns 2% maior do que quando larguei meu emprego. O fundo foi -5%, no auge da crise. O pico foi em agosto de 2020, quando chegou a quase 5%. Considerando tudo que aconteceu até que fui bem. 

Só que de vez em quando eu refaço os cálculos levando em conta despesas e projetos futuros. Atingi meu número mágico e ainda por cima tinha uma margem, porém está claro que esta foi comprometida com a crise e vai demorar alguns anos para recuperar-se.

Outra crise nesse meio tempo pode me jogar no perigoso território do LeanFIRE, e aí eu seria obrigado a voltar pro mercado. Acho melhor prevenir do que remediar.

O fantasma do divórcio


As coisas tem sido delicadas já faz algum tempo. Se der ruim não posso ser canalha, vou ter que desembolsar uma boa grana pra ela pois afinal ela abriu mão da carreira pra ficar comigo. Aí minha margem vai pro saco e vamos todo mundo ter que voltar pro batente.

FATFire ?

Diminuir meu padrão de vida está fora de questão. Como disse, se uma crise ou divórcio detonar minhas finanças eu prefiro vender meus neurônios pro sistema. LeanFIRE não dá pra mim. Ao mesmo tempo, esse negócio de IF é tão bom que fico imaginando o que faria se tivesse mais grana. Se tudo der certo, se não rolar crise nem divórcio, em alguns anos eu posso chegar lá. 

Sem saques o patrimônio está livre para crescer, enquanto pago minhas despesas com meu salário. É o CoastFATFire !

Resumo da ópera

São vários os fatores que pesei pra me abrir outra vez à idéia de ter um emprego. A falta de liberdade na era COVID, uma nova crise que pode me fazer ter que diminuir o padrão de vida e um divórcio com certeza seria uma catástrofe para minhas finanças. Já que posso agir, prefiro tomar a iniciativa ao invés de ter que sair correndo atrás do prejuízo depois. Se no fim não precisar, terei mais grana e quem sabe serei até FATFire.

Este sabático deixa memórias muito legais. Os momentos mais simples foram os meus preferidos (curiosamente, quase todos antes da pandemia):

- levar minha filha à tarde pra atividades extraescolares, depois dar banho, lanche, brincar, jantar e por pra dormir

- as manhãs na biblioteca mexendo em planilhas e resolvendo umas coisinhas

- as longas caminhadas pela cidade, quando tudo era novo

- sentar no banco de uma praça pra comer um sanduíche

- aprender a andar de bicicleta, poucos dias antes de sermos confinados

Foram 2 anos de muito aprendizado, conquistas e desafios. Agora é voltar a ser mercenário de olho na linha de chegada: sabático 2.0 ! QUERO VIRAR VAGABUNDO !!!

terça-feira, 4 de maio de 2021

Balanço - Abril/2021

Olá,

A onda de investir no exterior já está na mídia mainstream. Topei com este artigo (bem raso) da IstoÉ outro dia. Ainda sobre mainstream, o que dizer das criptomoedas ? Venho tentando me educar mas nesse momento estou quase largando de vez. Isso porque outro dia andando aqui no bairro topei com um escritório de assessoria para investimento em criptomoedas. Abriu recentemente, onde antigamente era um café que faliu na pandemia. Tá muito estranho isso tudo.


Desempenho da carteira

Todas rentabilidades abaixo são líquidas, com exceção de previdência privada. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pro Brasil, mais multas e impostos.

Tesouro direto (Pré-fixado, IPCA, Selic): 1,2%
Bateu no fundo do poço e quicou.

Renda Fixa (CDB, LCx): 0,5%
Tá bom.

Fundos: 1%
Foi muito bem ! Agora está no zero a zero.

FGTS: 0,25%
O de sempre.

Ações: 3,9%
Segundo mês consecutivo superando o IBOV ! Fato inédito ! HGTX3, que eu vinha enrolando pra me desfazer, subiu 40% de um dia pro outro. Igual ano passado, quando caiu 40% de um dia pro outro. Haja paciência. 

FIIs: 0,4%; DY do mês ficou em 1,15% 
Modesta valorização com gordos dividendos (não-recorrentes) do SPTW11, do qual estou saindo pois ele se tornou mono-ativo. Entrei no XPCI11, que com o tempo deverá substituir o MXRF11.

EUR: -2,4%
Tudo que sobe, tem que descer.

USD: -0,3%
S&P500 esticou mais um pouco porém o dólar desvalorizou frente ao real.

Veja detalhes atualizados sobre a carteira no meu Painel de Controle.

Outros ativos


Colchão de segurança (SELIC, RF): 0,06%
Maldito Tesouro SELIC ficou negativo esse mês ! Melhor guardar dinheiro embaixo do colchão ! Atenção: isto não é uma recomendação de investimento :-)

Bom resultado.

Resultado do mês


Rendimento global da carteira: 0,6%; no ano acumula 0,2%
Rendimento real nos últimos 12 meses: 3,9%
Taxa de retirada nos últimos 12 meses: 2,3% - dentro da meta

Indicadores do mês:

CDI0,21%; no ano 0,69%
IPCA: 0,31%; acumulando 2,37% no ano
Poupança: 0,16%; no ano 0,51%

Como já passei de 1 ano de vagabundagem posso mostrar a taxa de retirada anual, que é mais fácil de entender e acompanhar. Esta taxa 2,3% é a divisão de todas as despesas dos últimos 12 meses, menos renda passiva (cupons de tesouro, dividendos de FIIs e ações), pelo valor da carteira 1 ano atrás. Ou seja, é retirada mesmo (venda de ativos).

Para 2021 estou planejando uma taxa de retirada por volta de 3,2% ao ano no máximo. Esta taxa foi calculada em cima da carteira do início do ano, já descontando uma estimativa de dividendos a receber. Não considero renda de aluguel nem meu imóvel nessas contas.

Se tivessem confirmado a prévia de 0,6% pro IPCA teria sido mais um mês perdendo pra inflação. Tá muito complicado esse ano. Esse mês o Tesouro SELIC foi negativo ! Não sei pra onde correr.


Próximos passos


Vou continuar na mesma balada... mandando grana pro exterior enquanto os investimentos no Brasil vão pro saco. Tem mês que derrete a bolsa, aí no outro derretem os FIIs e no outro a renda fixa.

Bons investimentos a todos !

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Lições do crash

Post rapidinho só pra comparar as previsões que fiz baseadas na crise de 2008 com o que realmente ocorreu em 2020 na crise do corona. Na tabela abaixo estão meus investimentos, o quanto achei que iria cair e o quanto realmente caiu ou não:

AtivoPrevistoRealizado
Tesouro Direto-20%-20,2%
LC*, CDB (incl FGTS)6,8%3,0%
Debêntures-20,0%-3,1%
Ações-41%-33,8%
FIIs-10%-25,2%
EUR-14,4%2,3%
USD-6,5%2,5%
Ouro20%5,4%
Fundos MM3,2%-2,1%
Prev Privada-2,3%-3,4%
Apto-2%0%
SELIC6,8%3,0%

Para os números da crise de 2008 eu usei o ano inteiro, pois aquilo foi uma queda prolongada por meses a fio. Em 2020 o fundo do poço foi em março e dali pra frente só subiu. Foi uma crise aguda porém curta. Bem mais curta que o esperado (mais uma previsão que não se concretizou).

No caso do Tesouro Direto tinha usado originalmente o IPCA 2035 porém em relação a 2020 o IPCA 2045 seria o título com duração mais parecida (25 anos). Este caiu 20% durante a crise.

Minha bola de cristal funcionou bem no caso do Tesouro Direto, Ações e Previdência Privada. O resto foi bem fora, ou pra mais ou pra menos. Curiosamente no fim das contas o patrimônio diminuiu 7%, contra 6% da previsão, ou seja, bem em linha com o esperado.

Será que viveremos para testemunhar a crise devastadora que será provocada pelo Quantitative Easing ? O que serviria de proteção para a carteira em tal cenário ? Será a vitória do Bitcoin ? A volta triunfante do ouro ? Ou melhor ter umas galinhas no quintal pra ter o que comer ?

Sinceramente, estou de saco cheio de ser testemunha da história. Já me basta este pós-apocalipse.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Balanço - Março/2021

Há um ano eu trancafiado assistia estarrecido as notícias sobre um novo vírus que se alastrava muito rápido e levava hospitais ao caos. Como num apocalipse zumbi a ordem era ficar em casa e só sair pra comprar comida, sob pena de ser multado ou mesmo preso. 

Um ano depois o pesadelo continua sem data para acabar. O mundo de joelhos agora espera pela boa vontade dos fabricantes de vacinas. Isso para os países que firmaram contratos com essas empresas.

Inacreditável.

E a SELIC enfim subiu. Será que o TD IPCA 2035 bate 5% até o fim do ano ? Aí eu me animo.

Desempenho da carteira

Todas rentabilidades abaixo são líquidas, com exceção de previdência privada. Já está descontado IR e taxas para se desfazer dos ativos. Para ativos no exterior considerei um ágio de 5% no câmbio se quisesse trazer tudo pro Brasil, mais multas e impostos.

Tesouro direto (Pré-fixado, IPCA, Selic): -0,3%
Uma merda, mas pensei que seria até pior

Renda Fixa (CDB, LCx): 0,6%
Tá bom.

Fundos: -0,3%
Empacou.

FGTS: 0,25%
O ativo mais confiável da carteira.

Ações: 8,3%
Um dos raros meses onde eu ganhei do IBOV ! Subiu tudo.

FIIs: -3,6; DY do mês ficou em 0,68% 
Entrei na subscrição do MXRF11. De resto... derretendo feito manteiga na chapa, não deve obter valorização esse ano.

EUR: 1,3%
Esticou mais um pouquinho

USD: 5%
S&P500 parece um foguete ! Até quando irá a festa ?

Veja detalhes atualizados sobre a carteira no meu Painel de Controle.

Outros ativos


Colchão de segurança (SELIC, RF): 0,15%
Tá ok.

Bom resultado, primeiro fechamento positivo do ano.

Resultado do mês


Rendimento global da carteira: 0,4% - ; no ano acumula -0,02...% Parou no tempo.
Rendimento real nos últimos 12 meses: 6,6%
Taxa de retirada nos últimos 12 meses: 2,3% - dentro da meta

Indicadores do mês:

CDI0,20%; no ano 0,48%
IPCA previsto: 0,93%; acumulando 2,05% no ano
Poupança: 0,12%; no ano 0,35%

Como já passei de 1 ano de vagabundagem posso mostrar a taxa de retirada anual, que é mais fácil de entender e acompanhar. Esta taxa 2,3% é a divisão de todas as despesas dos últimos 12 meses, menos renda passiva (cupons de tesouro, dividendos de FIIs e ações), pelo valor da carteira 1 ano atrás. Ou seja, é retirada mesmo (venda de ativos).

Para 2021 estou planejando uma taxa de retirada por volta de 3,2% ao ano no máximo. Esta taxa foi calculada em cima da carteira do início do ano, já descontando uma estimativa de dividendos a receber. Não considero renda de aluguel nem meu imóvel nessas contas.

Melhores investimentos do trimestre: USD (14,4%), EUR (9,6%), RF (1,5%)
Piores investimentos: Ações (-4,3%), TD (-4,3%), FIIs (-4,2%)

Primeiro trimestre foi perdido. Patrimônio recuou uns 2% em termos reais. Só não foi pior que o primeiro trimestre de 2020. Esse sim com o crash do corona entrou pros anais da história.


Próximos passos


Por causa das próximas altas de juros tomei algumas decisões de investimento. O "milestone" pra mim vai ser a SELIC chegando em 4%. Vou seguir até lá em modo cruzeiro, de um lado assistindo pacientemente o valor da carteira derreter por causa da marcação à mercado, e do outro aproveitando o alívio no cambio que as altas de juros devem trazer pra mandar grana pra fora, pra gastar e investir.

Para isso entre outras coisas vou começar a zerar minha posição em ouro que estava no fundo Trend Ouro. Peguei esse pra Cristo porque descobri que ele não segue a variação cambial. Não faz sentido isso. Se o ouro permanece estável mas o dólar se valoriza não ganho nada. Foi uma baita orelhada não ter visto isso antes, apesar que não me lembro de haver algo melhor na época em que comecei a investir nele.

Ao atingir o tal milestone, volto ao TD, Renda Fixa e aos FIIs. FIIs nesse meio tempo só invisto se houver subscrição ou uma queda muito exagerada do mercado. De imediato, se o tempo permitir, vou participar deste evento online sobre FIIs.

A tendência é terminar o ano com baixa rentabilidade, patrimônio em leve queda, menos dinheiro no Brasil e mais no exterior.

Vou nessa balada. Feliz 2022 !